sexta-feira, 17 de junho de 2011

Gravidez após os 35 anos: quais os riscos?


Toda a gestação traz algum tipo de risco, mesmo que mínimo, tanto para a mãe, quanto para o feto. No entanto, somente um pequeno número delas é chamado de alto risco.

Diversos fatores podem desencadear uma gestação de alto risco. Alguns deles são: idade materna avançada (acima de 35 anos e, principalmente, acima de 40 anos), hipertensão arterial, diabetes, doenças cardíacas, renais, pulmonares, reumatológicas e autoimunes. Além disso, o uso de drogas lícitas ou ilícitas, entre elas o fumo, também traz maior risco para a mãe e o feto.

Porém, existem muitos mitos em relação à idade materna. A primeira coisa que toda mulher precisa ter em mente é que, mesmo depois dos 35 ou 40 anos, quando a gestante é saudável e não possui qualquer doença de base, a gestação costuma evoluir de forma bem mais satisfatória do que em mulheres jovens portadoras de algum desses fatores de risco.

Foi isso o que a matéria do Portal Zero Hora discutiu de forma bastante esclarecedora. Vale a pena ler.

Realmente as chances de engravidar naturalmente começam a diminuir com o avanço da idade e, a partir dos 35 anos, os riscos de defeitos genéticos no DNA do bebê aumentam. Por isso, assim que a mulher nessa faixa etária decide engravidar,o mais indicado é procurar um especialista para a realização de exames.

Mas, o mais importante é salientar que toda gestante, independente da idade, deve iniciar seu pré-natal o mais rápido possível, permitindo assim a avaliação e o diagnóstico precoce de fatores de risco até então desconhecidos e também permitindo o seu controle, garantindo uma gestação mais segura e sem atropelos.

Dr. Paulo Gallo
Diretor-médico do Vida Centro de Fertilidade da Rede D'Or


Gravidez tardia apresenta riscos, mas boa saúde e cuidados garantem gestação tranquila
Cada vez mais mulheres optam por engravidar após os 35 anos

Atualmente adiar a maternidade é uma decisão muito comum. Cada vez mais mulheres optam por engravidar após os 35 anos, seja por vaidade, estabilidade no relacionamento, motivos profissionais ou financeiros.

No entanto, é preciso saber que, quanto mais tarde acontecer a gestação, maiores são os riscos. Mesmo com os avanços na tecnologia médica, o ideal é que o projeto não ultrapasse os 40 anos, garantindo boa saúde à mãe e ao bebê conforme alerta a ginecologista Emanuelli Alvarenga da Silva.

Segundo a médica, a gestação avançada pode estar relacionada ao aparecimento de diversas complicações como doença crônica, hipertensão arterial, diabetes, abortamento, má formação fetal, doença cardíaca, renal, neurológica e pulmonar. Sangramento vaginal, parto prematuro e anormalidades também podem ocorrer.

— A partir dos 40 anos as chances de se gerar um bebê com síndrome de down é de 70% a 80% — explica.

É importante lembrar que cerca de 90% dos óvulos de uma mulher com mais de 40 anos apresentam defeito genético e que as probabilidades de engravidar naturalmente começam a diminuir a partir dos 27 anos e diminuem ainda mais com o avanço da idade.

O número de partos em mulheres com mais de 35 anos representam atualmente cerca de 48% e, é justamente a partir dessa idade, que os riscos começam a aparecer já que os ovários e óvulos vão perdendo a "qualidade".

Portanto, assim que a mulher se decidir pela gestação tardia, o ideal é procurar um médico para a realização de exames, avaliações e detecção de doenças que podem comprometer a gravidez. Diversos exames como ultrassonografia morfológica de primeiro e segundo trimestres permitem a visualização do feto com definição, detectando e descartando possíveis anomalias. Desta forma, se houver algo anormal é possível realizar uma investigação mais detalhada.

Nas mulheres acima de 40 anos o desejo de engravidar pode ser ainda mais difícil caso esteja perto da menopausa. Por isso, a consulta ao médico torna-se extremamente importante para verificar todas as possibilidades, além de uma reprodução assistida.

— Mesmo que a decisão de engravidar seja por meio de reprodução assistida, os cuidados e recomendações são os mesmos, pois também há chances de gestação múltipla, que pode envolver outros riscos — esclarece Emanuelli.

Mas, se a futura mãe tiver a seu favor boa saúde, peso adequado, boa alimentação, vida saudável e cuidados pré-natais, as perspectivas de uma gestação sem riscos são as mesmas de uma gestante mais jovem.

Confira a matéria no Portal Zero Hora.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

A gravidez de Irene é possível?















Tem certas coisas que acontecem nas novelas que acabam deixando a gente intrigado. É o caso da gravidez pouco usual escolhida pelos autores da novela Insensato Coração para a personagem de Fernanda Paes Leme: usar camisinhas jogadas no lixo para inseminar-se. O Dr. Paulo Gallo, diretor médico do Vida - Centro de Fertilidade da Rede D'Or, foi um dos especialistas ouvidos pelo portal iG para esclarecer o caso.

A gravidez de Irene é possível?

Personagem da novela Insensato Coração engravidou usando o sêmen de camisinhas tiradas do lixo

Chris Bertelli, Fernanda Aranda e Lívia Machado, iG São Paulo

Irene, personagem vivida pela atriz Fernanda Paes Leme na novela Insensato Coração, da Globo, saiu da trama no capítulo de ontem (2).

Antes de morrer ela contou a Pedro (Eriberto Leão) como conseguiu engravidar dele. A revelação deixou a audiência confusa: é possível uma mulher engravidar se inseminando com o conteúdo de camisinhas deixadas no lixo do banheiro?

Paulo Gallo, diretor médico do Vida – Centro de Fertilidade da Rede D’Or, no Rio de Janeiro –, diz que a gravidez de Irene na novela seria considerada extremamente rara na vida real.

“Seria preciso coincidências em série para que o processo tivesse êxito. É possível, porém improvável.”

Gallo explica que a camisinha com o sêmen precisaria ser retirada do lixo – como foi retratado na trama Insensato Coração – entre 30 minutos e uma hora após ter sido jogada fora. Neste período, também teria de ser realizada a inseminação manual, no exato dia fértil da mulher.

“Para se ter uma ideia, nas clínicas especializadas, um processo de inseminação cuidadoso, que faz uma capacitação do esperma colhido e injeta diretamente no útero da mulher, as chances de gravidez são de 15%. Neste procedimento clandestino, a possibilidade é muito mais reduzida.”

Artur Dzik, presidente da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana (SBRH), compara o feito de Irene a ganhar na loteria. "É fantasioso, mas não impossível. Conseguir engravidar dessa forma, é como ganhar uma bolada na loteria sozinho", brinca o especilista.

“Hoje em dia as camisinhas tem espermicidas e lubrificantes, substâncias que matariam a maior parte dos espermatozoides”, afirma o especialista em reprodução assistida Raul Nakano, da clínica Ferticlin.

Paula Fetteack, ginecologista especializada em reprodução assistida, do Grupo Huntington, endossa o coro dos especialistas. A médica também defende que a chance de engravidar com sêmen retirado de uma camisinha usada é muito pequena, mas existe.

Se levada a cabo na vida real, lembra ela, a prática poderia causar infecções, já que a camisinha teria sido retirada do lixo do banheiro – uma fonte de bactérias.

Para fertilização in vitro, esclarecem os médicos, o cenário muda. O sêmen pode ser utilizado em uma possível fertilização, mas vale ressaltar que nesses casos ele é processado e selecionado, o que garante um resultado mais satisfatório. Algumas clínicas têm até uma camisinha especial (sem espermicida) para que casais em processo de fertilização possam recolher o material em casa, com mais privacidade.

Confira a matéria no portal iG.

sábado, 4 de junho de 2011

JB entrevista Dr. Paulo Gallo sobre excesso de peso e infertilidade

Recentemente, uma pesquisa norte-americana comprovou a importante ligação entre a obesidade e os níveis de infertilidade mundiais. De acordo com o estudo, níveis críticos de sobrepeso da gestante podem, inclusive, provocar infertilidade nas gerações futuras.

O Jornal do Brasil do último fim de semana abordou o assunto em uma reportagem explicativa que contou com a participação do diretor médico do Vida – Centro de Fertilidade da Rede D’Or, Dr. Paulo Gallo. Segundo o especialista, a obesidade é um fator de risco para a fertilidade, já que o excesso de peso provoca aumento na produção de insulina que, por sua vez, altera a produção dos hormônios ovarianos, diminuindo a probabilidade de se engravidar.

Mais um PESO na balança

Pesquisa nos Estados Unidos sugere que mulheres obesas possam gerar filhos inférteis

Por Luisa Bustamante

Além das complicações mais comuns ligadas ao excesso do peso, um estudo da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, mostra que a obesidade pode, também, provocar infertilidade nas gerações futuras. A pesquisa foi publicada na revista Endocrinologye revela que a complicação estaria ligada ao baixo nível do hormônio grelina – responsável pelo regulamento da fome e também pelo nosso crescimento.

No Brasil, a obesidade cresceu nos últimos anos e hoje já é vista como um problema de saúde pública. Segundo os últimos dados divulgados pelo Ministério da Saúde, 48,1% da população brasileira está acima do peso, e 15% são obesos. Há cinco anos, a proporção era de 42,7% para excesso de peso e 11,4% para obesidade. As mulheres ainda representam menores taxas – 44,3% têm sobrepeso, contra 52,1% dos homens.

O professor Paulo Gallo, diretor do centro de fertilidade Vida, e professor do Hospital Universitário Pedro Ernesto, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, diz que a obesidade já é conhecida como um fator de risco para a fertilidade. Segundo ele, o excesso de peso provoca aumento na produção de insulina, que por sua vez altera a produção dos hormônios ovarianos, diminuindo a possibilidade de engravidar.

– Sabemos também que as mulheres obesas têm seis vezes mais chances de sofrer um aborto do que as demais – revela. – Quando uma obesa engravida, seu excesso de insulina também é transmitido para o bebê. Brasileiros trocam o feijão pelo refrigerante

Segundo o professor, o excesso de insulina no bebê é que provocaria infertilidade no futuro, mas ainda faltam estudos para comprovar isso.

De acordo com Hugh Taylor,médico de ciência reprodutiva e autor do estudo conduzido pela Universidade de Yale, ainda que a pesquisa tenha sido feita com ratos de laboratório, o resultado poderia ser expandido para as mulheres.

– Nosso estudo sugere que o baixo nível do hormônio grelina poderia afetar o desenvolvimento do útero nas filhas das mulheres obesas – explica. – Elas poderiam, então, se tornar menos férteis quando adultas.

O endocrinologista Antônio Minuzzi, explica que a abundante presença de receptores (onde os hormônios se ligam e agem) da grelina em órgãos sexuais dos obesos já chama atenção dos médicos.

– Sabemos que os obesos podem ter problemas relacionados à reprodução, e a grelina também estimula a produção de hormônio do crescimento e tem relação direta com a fecundação – conta. – Esta pesquisa chama a atenção para mais uma complicação da obesidade – ou seja, além da hispertensão e diabetes, a infertilidade nos filhos.

Alimentação e sedentarismo

Ainda segundo a pesquisa divulgada pelo Ministério da Saúde, a obesidade segue em expansão no Brasil: 14,2% dos adultos não fazem nenhuma atividade física no tempo livre, e 30,2% dos homens e 26,5% das mulheres assistem televisão por mais de três horas ao dia. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda a prática de 30 minutos de atividade física pelo menos cinco vezes por semana.

Para piorar, os brasileiros consomem menos arroz com feijão do que há cinco anos. O número de adultos que comem feijão pelo menos cinco dias por semana é de 66,7%. Em 2006, este número era de 71,9%.

A pesquisa aponta ainda que somente 18,2% dos brasileiros adultos consomem cinco porções diárias ou 400 gramas de frutas e hortaliças, quantidade recomendada pela OMS. O levantamento mostra que 34,2% se alimentam de carnes vermelhas gordurosas ou de frango com pele; e 28,1% consomem refrigerantes cinco vezes ou mais na semana.

Clique nas imagens para ver a matéria na íntegra:

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Austrália autoriza viúva a ter filho usando sêmen de marido morto




















A justiça australiana concedeu a Jocelyn Edwards o direito de continuar o tratamento de inseminação artificial mesmo após a morte do marido. A polêmica decisão foi divulgada pela BBC e publicada no portal G1.

Austrália autoriza viúva a ter filho usando sêmen de marido morto

Mulher terá direito a continuar tratamento de reprodução assistida durante o qual o marido morreu, no ano passado.

Da BBC

A Suprema Corte do Estado de Nova Gales do Sul, na Austrália, autorizou a viúva Jocelyn Edwards a tentar ter um bebê a partir do sêmen congelado do marido Mark, que morreu em um acidente no ano passado.

Jocelyn e o marido, que se casaram em 2005 e já tinham um filho cada de relacionamentos anteriores, vinham sendo assistidos por um médico para tentar ter um filho após várias tentativas mal sucedidas de gerar um embrião naturalmente.

No dia 6 de agosto do ano passado, com todos os testes realizados e um dia antes da data na qual seria realizada a inseminação artificial, Mark sofreu um acidente no trabalho e acabou morrendo.

Eles estavam sendo tratados em uma clínica especializada em reprodução humana, em Sydney.

Desesperada, Jocelyn conseguiu uma liminar na Justiça para extrair, congelar e manter no mesmo laboratório o sêmen do marido morto, o que foi feito na manhã do próprio dia 6.

Em seguida, a viúva entrou com um pedido na Suprema Corte para utilizar o sêmen.

Com a decisão, o juiz Robert Allan Hulme autorizou Jocelyn a continuar o tratamento de reprodução assistida usando o sêmen de Mark.

Para o juiz, 'fica clara a conclusão de que Jocelyn deseja ter um filho através de reprodução assistida'.

Segundo o magistrado, entretanto, a inseminação não poderá ser feita no estado da Nova Gales do Sul porque uma lei local proíbe este tipo de procedimento.

Na saída do Tribunal, Jocelyn disse que está muito satisfeita com a decisão. 'Foi uma longa, longa batalha, mas com a decisão correta no final', disse.

Um estudo científico publicado em 2006 pela revista especializada Human Reproduction analisou vários métodos para a retirada de sêmen de pacientes mortos e concluiu que é possível retirar espermatozoides capazes de serem usados em inseminação artificial em até 36 horas após a morte do homem.

Veja a matéria no portal G1.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Imprensa carioca destaca evento do Dia das Mães, tradicionalmente organizado pelo Vida – Centro de Fertilidade

Realizado no dia 07 de maio, véspera do Dia das Mães, o tradicional evento anual do Vida - Centro de Fertilidade da Rede D’Or foi um sucesso de público e divulgação em veículos de comunicação de todo o estado. Abaixo você pode visualizar algumas das publicações de sites e jornais de destaque no Rio de Janeiro e em todo o Brasil, que dedicaram especial importância às palestras do evento, que envolveram temas ligados à saúde, fertilidade e beleza femininas.


























segunda-feira, 9 de maio de 2011

Vida participa de debate com um dos principais especialistas franceses em reprodução assistida













O diretor médico do Vida - Centro de Fertilidade da Rede D’Or, Dr. Paulo Gallo, foi um dos palestrantes convidados do VIII Simpósio Franco-Brasileiro de Atualização em Ginecologia, que aconteceu na última semana, entre os dias 5 e 7 de maio, em Natal. Além da explanação do especialista, o evento contou, na edição deste ano, com a participação um dos principais especialistas em fertilização assistida da França, Dr. René Frydman.

O principal objetivo do debate em questão foi atualizar os profissionais da área de reprodução assistida acerca dos novos métodos, remédios e alternativas de tratamentos em Ginecologia, a partir de uma mesa redonda intitulada “Congelação dos oócitos - quando indicar?”, coordenada pelo professor Álvaro Petracco (RS), que contou também com a participação do Dr. René Frydman e do Dr. Paulo Gallo, que também é professor de Ginecologia da Uerj e chefe do setor de Reprodução Humana do Hospital Universitário Pedro Ernesto (Uerj).

O encontro aconteceu na última sexta-feira, dia 6, e abordou uma excelente discussão sobre os aspectos da técnica de congelamento de óvulos, cada vez mais em voga nas clínicas de fertilidade. Os especialistas levantaram questões médicas e éticas envolvidas na prática e também debateram a possibilidade atual de se oferecer opções para a mulher preservar sua fertilidade nas mais diversas etapas de suas vidas.

René Frydman é professor da faculdade de medicina da Universidade Paris XI e chefe do departamento de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital Antoine-Béclère (Clamart, França), mas torneou-se mundialmente conhecido como pai do primeiro bebê de proveta da França. O médico foi o responsável pelo primeiro caso de fertilização in vitro do país, em 1982 e é internacionalmente respeitado por suas contribuição na área. Além disso, Dr. Frydman é autor de vários livros para especialistas e público leigo, como "O Segredo das Mães", "Carta a uma Mãe" e "O Nascimento", obras lançadas em todo o mundo.

O Jornal O Dia destacou a importância da participação do Dr. Paulo Gallo no simpósio como representante carioca no evento. Confira a nota abaixo:

terça-feira, 3 de maio de 2011

JB lança a revista 'Mãe', em formato 100% digital













Comemorando seus 120 anos, o Jornal do Brasil lançou, no último domingo, a primeira edição da revista ‘Mãe’, contando com histórias e depoimentos de matriarcas anônimas e celebridades, especialistas e pessoas com conhecimento diferenciado sobre o tema. Entre os entrevistados, a diretora médica do Vida – Centro de Fertilidade da Rede D’Or, Maria Cecília Erthal, fala sobre um tema importante quando o assunto é maternidade: a inseminação artificial, conforme você confere na matéria abaixo. Basta clicar nas imagens para visualizá-las!














































































Clique aqui e conheça a revista na íntegra.

JB lança a revista 'Mãe', em formato 100% digital

O Jornal do Brasil lança, hoje, a revista ‘Mãe’, a segunda totalmente em formato digital publicada pelo JB, incluindo texto, fotos e vídeo. Editada pela colunista Heloisa Tolipan, ‘Mãe’ chega em um momento especial, quando o jornal comemora 120 anos mantendo o espírito de renovação que sempre marcou sua trajetória.

O espírito inovador não se limita ao conteúdo. No espaço destinado à publicidade, os parceiros do JB aproveitaram a nova tecnologia para exibir, em vídeo, parte de seus anúncios.

Com 90 páginas, ‘Mãe’ vem recheada de depoimentos e histórias de matriarcas, como Elza Maria de Oliveira, que, aos 89 anos, desce a Serra de Itaipava (dirigindo o seu fusquinha) para ver os dois netos e sete bisnetos, no Rio.

Já de Brasília, o leitor poderá conhecer um pouco da intimidade das mães Rousseff: Dilma, Dilma Jane e Paula, enquanto em Canudos, no Sertão baiano, acompanhamos as mães do cinema (as irmãs Adriana e Cláudia Dutra, Viviane Spinelli e Flávia Guimarães), que fazem dos jovens da cidade verdadeiros cineastas.

As mães da mídia também fazem parte da revista. Celebridades como Adriane Galisteu, Luiza Brunet, Ivete Sangalo e Cláudia Leitte, entre outras, não poderiam deixar de ilustrar as páginas desta edição vanguardista.

Menos conhecida que as celebridades, mas igualmente importante, também foi registrada em ‘Mãe’ toda a dignidade de Ana Maria Lopes da Silva, moradora de uma pequena casa próxima a Teresópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro. Seu cotidiano de luta e sofrimento funciona como uma aula de persistência, cidadania e responsabilidade, qualidades que a fazem manter, sozinha, suas cinco filhas.

‘Mãe’ também foi ao Aterro Sanitário de Gramacho conversar com Alexandra Gomes Viana, que, graças à renda obtida com material coletado do lixo, criou todos os seus filhos tendo a perseverança como bandeira.

Cinquenta filhos

Nesta edição há também a mãe de 50 filhos, todos adotados e criados por Flordelis dos Santos de Souza, que ainda cuida de mais 230 no instituto que leva seu nome, na Região Oceânica de Niterói.

Uma outra face da maternidade abordada em ‘Mãe’ está em Laranjeiras, Zona Sul do Rio, mais especificamente na Maternidade Escola da UFRJ, repleta de casos de meninas de 14 anos que dão à luz bebês em um misto de perda da adolescência com a responsabilidade de ser mãe.

O amor de mãe e pai também está incluído revista. Como fica o sexo do casal após o nascimento do bebê? Quem responde é a sexóloga Mariana Maldonado.

Já a inseminação artificial, tema sempre importante quando o assunto é a maternidade, é abordada com a ajuda da especialista Maria Cecília Erthal, do Centro de Fertilização Vida.

Heloisa Tolipan, com 27 anos de JB, lembra que em ‘Mãe’ estão inseridas não apenas aquelas que foram alvo das reportagens, mas todas as brasileiras que lutam para gerar, criar e educar seus filhos com tanta dificuldade num Brasil nem sempre justo.

“Nos créditos desta revista devem ser inseridos, simbolicamente, os nomes de todas as mães brasileiras, protagonistas do folhetim da vida real”, afirma Tolipan.

Acesse a matéria no Jornal do Brasil
ou leia aqui a revista na íntegra.