quarta-feira, 27 de julho de 2011
Conheça as principais causas da infertilidade feminina
Saiba quais são os principais problemas que dificultam a gestação, na matéria do portal iG.
Essas e outras questões serão abordadas no evento “Até os heróis precisam manter a saúde em dia”, que acontece no auditório do MD.X Barra Medical Center, no Rio de Janeiro, dia 6 de agosto, sábado, a partir das 9h.
O que pode dificultar a gravidez?
De idade até incompatibilidade imunológica, conheça nove fatores que podem adiar o sonho de gestar uma vida
Yara Achôa, iG São Paulo
Um casal pode começar a considerar que está com dificuldades para engravidar quando suspende os métodos contraceptivos e, no prazo de um ano, não tem sucesso.
Isso se os dois estiverem com a saúde em dia e a mulher tiver até 35 anos –afinal, o fator idade é um dos que mais influencia a fertilidade.
Dos 35 aos 40 anos, o tempo de espera cai para seis meses. E acima disso, três meses. Dois abortos espontâneos, em qualquer idade, também podem indicar problemas.
“Se a mulher souber previamente que já tem algum problema, como síndrome do ovário policístico ou mioma, deve buscar tratamento antes de iniciar as tentativas. Uma vez tratado – o que, em alguns casos, pode levar entre três e seis meses – as chances de uma gestação saudável aumentam”, diz a ginecologista Maria Cecília Erthal, especialista em reprodução humana assistida e diretora-médica do Vida, Centro de Fertilidade da Rede D’Or, no Rio de Janeiro.
Veja a seguir os principais problemas femininos que podem dificultar a gestação:
Ausência de óvulos ou disfunção ovariana: “O ovário é o órgão onde são produzidos os óvulos. As alterações ovarianas comprometem a produção hormonal; ciclo menstrual e os ovários. É necessário um exame clínico detalhado para diagnosticar possíveis distúrbios ovulatórios, sendo necessária a dosagem de hormônios”, diz a médica Maria Cecília Erthal. Os exames também podem identificar falência ovariana precoce, ainda que a mulher não esteja em idade comum para menopausa. Mesmo com o ovário comprometido, as mulheres menstruam normalmente e só descobrem o problema quando são submetidas a exames específicos.
“Há estudos que mostram que o distúrbio está relacionado a hábitos pouco saudáveis e contato com substâncias tóxicas”, explica a especialista.
Síndrome dos ovários policísticos: a SOP é causada pelo desequilíbrio na produção de hormônios, alterando todo o ciclo menstrual da mulher ou até mesmo causando a ausência do fluxo menstrual. O problema acarreta disfunção na ovulação e pode dificultar as chances de engravidar.
Endometriose: a endometriose afeta entre 15% e 20% das mulheres e muitas vezes é descoberta somente quando surge o desejo de engravidar. “Ocorre quando o endométrio, tecido que reveste o útero e é eliminado durante a menstruação, atinge outros órgãos do corpo, como ovários, bexiga, trompas etc. Os principais sintomas são fortes cólicas durante e após períodos menstruais, incômodo durante relações sexuais e dores abdominais”, diz a ginecologista.
Obstrução tubária: para chegar ao útero, os gametas masculinos e femininos passam pelas trompas. Inflamações ou infecções podem obstruir as tubas uterinas e impossibilitar qualquer chance de gravidez.
Miomas: até 50% das mulheres podem apresentar miomas ao longo da vida, com maior incidência a partir dos 40 anos. Os miomas originam-se a partir do crescimento desordenado de células e podem afetar a função do útero. Entretanto, raramente causam infertilidade, a não ser que cresçam para dentro do útero ou quando se desenvolvem em lugares que impedem a passagem dos embriões.
Idade avançada: “Quanto mais avançada for a idade, maiores serão as dificuldades para engravidar. Isso porque, com o tempo, o ovário começa a diminuir a quantidade e qualidade dos óvulos”, fala Maria Cecília Erthal.
Alterações da tireoide: a tireoide é uma glândula que produz hormônios para regular o metabolismo. “Distúrbios na produção desses hormônios (hipotireoidismo e hipertireoidismo) podem causar problemas em todo o corpo e dificuldade para engravidar”, diz a especialista.
Aumento da prolactina: trata-se também de um distúrbio hormonal. Alterações em sua produção podem causar mudanças no ciclo menstrual e prejudicar o correto funcionamento dos ovários.
Incompatibilidade imunológica: o corpo da mulher pode “rejeitar” o embrião, porque o identifica como um invasor. “É uma hipótese levantada em quadros de aborto de repetição. Tratamento específico pode resolver o problema”, diz a médica do Centro de Fertilidade da Rede D’Or.
Uma vez diagnosticado algum dos problemas citados, busca-se o tratamento adequado para depois voltar às tentativas de gravidez. “Algumas vezes a fertilização é cogitada desde o início, como em casos de obstrução completa das duas trompas ou casos mais severos de endometriose. Mas fertilização deve ser muito bem indicada”, conclui a médica.
Leia a matéria também no portal iG.
quinta-feira, 21 de julho de 2011
Vida e COI oferecerem palestras gratuitas em homenagem ao Dia dos Pais
Datas especiais merecem comemorações especiais. O Vida, junto com a COI, se reúnem para celebrar o Dia dos Pais com evento no MD.X Barra Medical Center, na Barra da Tijuca. Em pauta, estarão palestrar para orientar casais e solteiros (por que não?) sobre temas que assombram muitas pessoas: câncer e infertilidade. Venha fazer parte deste encontro e saborear um delicioso café da manhã!
Vida e COI oferecerem palestras gratuitas em homenagem ao Dia dos Pais
Evento acontece durante café da manhã vai dar dicas sobre fertilidade e prevenção do câncer
Na semana que antecede o Dia dos Pais, no dia 6 de agosto, sábado, o Vida -Centro de Fertilidade da Rede D’Or e as Clínicas Oncológicas Integradas (COI) realizam o evento gratuito “Até os heróis precisam manter a saúde em dia”, a partir das 9h, no auditório do MD.X Barra Medical Center, na Barra da Tijuca, no Rio.
No encontro, após um café da manhã especial, especialistas em oncologia, psicologia e reprodução assistida vão tratar de questões que acometem inúmeros homens, de diferentes idades, e também ameaçam a saúde das mulheres. A psico-oncologista Laura Campos falará sobre mudanças de hábitos, comportamento, qualidade de vida e como lidar com certas doenças; o oncologista Fabio Peixoto realizará palestra sobre como prevenir, diagnosticar e tratar os cânceres mais comuns entre os homens e, por fim, o especialista em reprodução assistida, Paulo Gallo, tirará dúvidas a respeito de cuidados, preservação e métodos para lidar com problemas de fertilidade conjugal.
Os especialistas também vão apresentar as principais inovações em tratamentos, técnicas mais seguras, além de esclarecer mitos e verdades sobre o câncer e a infertilidade. As vagas são limitadas e as inscrições devem ser feitas pelo telefone (21) 3385-2085.
Evento “Até os heróis precisam manter a saúde em dia”
Data: 6 de agosto, sábado
Horário: das 9h às 12h
Local: Auditório MD.X Barra Medical Center
Endereço: Av. das Américas, 6.205, Barra da Tijuca – Rio de Janeiro
Evento gratuito e com vagas limitadas.
Inscrições: (21) 3385-2085.
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Remédio para calvície e fertilidade masculina – mito ou verdade?
Remédio para calvície e fertilidade masculina – mito ou verdade?
A análise do sêmen é uma das ferramentas mais importantes para direcionar o médico no tratamento da infertilidade. Fazê-la bem depende tanto da capacidade técnica do profissional, quanto de sua experiência e conhecimentos acumulados. Foi o que aconteceu com o Dr. Sidney Glina, que, ao indagar pacientes sobre o possível uso de medicamentos, brilhantemente associou o resultado do exame seminal com o uso de finasterida.
Muito interessante a matéria publicada no site Prontuário de Notícias, que não só explica como age a finasterida no organismo masculino, podendo diminuir sua fertilidade, como traz uma entrevista muito interessante com o Dr Sidney Glina Foi o primeiro pesquisador no mundo a fazer a associação entre o medicamento e a infertilidade. Confira o texto completo no link - http://www.prontuariodenoticias.com.br/noticias.asp?txtBusca=finasterida&secao=EN&id=12063, ou abaixo.
Nossa experiência no Vida em relação ao uso do composto finasterida indica o mesmo padrão encontrado na literatura médica. Acompanhamos há pouco tempo o caso de um paciente, que após realizar análise seminal, relatou fazer uso de tônico capilar à base de finasterida. Com o devido acompanhamento do especialista em fertilidade, a medicação foi suspensa e o exame repetido meses à frente. O primeiro exame demonstrava alterações relevantes tanto qualitativas quanto quantitativas do sêmen, já no segundo diagnóstico, meses após a interrupção da finasterida, a amostra apresentou-se normal segundo todos os parâmetros.
Assim, ficou claro que o acompanhamento médico e interdisciplinar do caso foi fundamental para o êxito no tratamento.
Caio Werneck
Biomédico do Vida – Centro de Fertilidade da Rede D’Or
Infertilidade masculina causada por remédio para calvície é reversível?
Fonte : Jornalismo - Prontuário de Notícias
O remédio chama-se finasterida. A descoberta da sua ação contra a calvície foi por acaso. Ao usar no tratamento de hiperplasia benigna da próstata (HBP), os médicos notaram um efeito colateral nos pacientes que tomavam o medicamento: evitava a queda de cabelos.
A finasterida inibe a ação da enzima que transforma a testosterona em diidrotestosterona, que é o hormônio masculino ativo. Com esse bloqueio, a testosterona age menos no organismo, inibindo o crescimento da próstata. Daí ser usada no tratamento da HBP, a doença mais comum dessa glândula masculina. Mas combate também a perda de cabelos em homens.
Em 2005, porém, o urologista Sidney Glina observou que esse medicamento poderia levar à infertilidade. Foi o primeiro pesquisador no mundo a fazer essa associação, encarada, na época, com ceticismo pelos colegas. Mas, aos poucos, outros estudos foram lhe dando razão. O mais recente foi publicado pela revista Fertility and Sterility, publicação da Associação Americana de Medicina de Reprodutiva.
O doutor Glina falou sobre o assunto, já que a finasterida é o remédio mais usado para prevenir e tratar a calvície androgenética, ou masculina. Ex-presidente das sociedades Internacional de Pesquisa de Disfunção Erétil e Brasileira de Urologia, Sidney Glina é professor livre-docente de Urologia da Faculdade de Medicina do ABC e chefe da Clínica Urológica do Hospital Ipiranga, em São Paulo.
Nas farmácias, há uma quantidade imensa de medicamentos à base de finastertida [Propecia, Pracap, Pro Hair, Finastec, Finasterida Euro, Merck, Medley, Eurofarma, Legrand, Calvin, Biosintética, Neo-Química, Sanval]. Todo homem que usa finasterida pode ter infertilidade?
Sidney Glina - Não. Existem trabalhos que mostram que homens que tomaram 1mg por dia finasterida por dia [é a dosagem recomendada para tratar a calvície] durante pelo menos seis meses, não apresentaram alteração do espermograma. Entretanto, há vários relatos de homens que apresentaram alterações significativas do espermograma enquanto tomavam a droga nessa dosagem. Esses homens têm outras causas de infertilidade, como, por exemplo, a varicocele (varizes dentro do escroto). A finasterida amplifica a varicocele.
O senhor foi o primeiro pesquisador no mundo a relacionar a finasterida à infertilidade masculina. Como descobriu isso?
Sidney Glina - Há alguns anos comecei a ver pacientes que apresentavam infertilidade e estavam tomando finasterida. Como sempre houve suspeita de que a finasterida pudesse ter essa ação, eu optei junto com os pacientes por suspender a medicação para ver se a alteração encontrada no espermograma era revertida. E isso ocorreu. Daí ter estabelecido o nexo. Em 2004, publiquei trabalho científico mostrando tal evidência.
De lá para cá, outros trabalhos também mostraram esse efeito. Recentemente, uma revista internacional importante apontou o mesmo resultado.
Sidney Glina - Existem mais seis trabalhos que relatam casos semelhantes aos que descrevemos em 2004. Este ano, a Fertility and Sterility, publicada pela Associação Americana de Medicina de Reprodutiva, apresentou mais um caso.
Afinal, como a finasterida pode interferir na fertiliddade masculina?
Sidney Glina - A finasterida inibe uma enzima chamada 5-alfa redutase que bloqueia a transformação da testosterona em diidrotestosterona, que é o hormônio masculino ativo. Isso diminui a queda de cabelo de alguns pacientes. E também o crescimento da próstata quando tomada na dose de 5 mg. Entretanto, a diidrotestosterona tem ação no testículo. A diminuição da concentração de diidrotestosterona no organismo leva à alteração na produção de espermatozóides em testículos que já estejam sofrendo algum tipo de problema.
Quais?
Sidney Glina - Parece que a associação de finasterida com varicocele altera a produção de espermatozóides. Também a associação de finasterida com obesidade.
Essa infertilidade é permanente?
Sidney Glina - Não. Uma vez interrompido o uso da finasterida, há reversão da infertilidade após cerca de três meses.
Qual a sua recomendação para homens com dificuldade de engravidar as suas parceiras e usam finasterida?
Sidney Glina - A primeira atitude é procurar um urologista e fazer um espermograma. Caso o exame venha alterado, a conduta é a suspensão da finasterida antes de tomar qualquer outra medida.
Na época em que publicou o seu estudo, lembro que alguns colegas seus questionaram o resultado. Como é que se sente hoje, quando cada vez mais as evidências mostram que estava correto?
Sidney Glina - Acho que isso faz parte da nossa vida. A única coisa relevante é que, lá atrás, em 2004, a Fertility and Sterility recusou a publicação do meu trabalho. E agora publicou outros dois citando o meu como pioneiro.
Veja a matéria no portal Prontuário de Notícias.
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Progesterona – um hormônio fundamental para quem quer engravidar
Progesterona – um hormônio fundamental para quem quer engravidar
A progesterona é um hormônio feminino muito importante para a preparação do organismo da mulher para a gestação e também na manutenção dessa gravidez. Produzido pelo ovário a partir da adolescência, em um ciclo menstrual normal, tem a função de ativar células que revestem a parede uterina, alterar e irrigar os vasos sanguíneos do endométrio, deixando o útero preparado para receber o embrião.
Durante a gravidez, a produção da progesterona inicialmente é feita pelo corpo lúteo (estrutura que se forma após a liberação do óvulo no ovário). Posteriormente, ela é mantida pela placenta. Esse hormônio não só ajuda a manter a gravidez, como também relaxa a musculatura uterina e estimula o desenvolvimento das glândulas mamárias.
Algumas mulheres, porém, apresentam deficiência desse hormônio, o que pode levar a falhas de implantação, prejudicando uma gravidez inicial ou levando a abortamentos de repetição, por prejudicar a manutenção da gravidez. Fora da gestação, durante o ciclo menstrual, algumas mulheres também podem apresentar alterações menstruais como hemorragia, dor nas mamas e TPM.
Como as concentrações desse hormônio ao longo do ciclo são bem variáveis, ao perceber qualquer sintoma, principalmente se o objetivo é estar com um bebê em casa, o ideal é procurar um ginecologista, que poderá diagnosticar o problema, além de orientar quanto à possibilidade de reposição de progesterona, caso seja necessário.
Veja mais informações no site Sintomas da Gravidez
Dra. Alessandra Evangelista
Ginecologista especialista em reprodução humana assistida do Vida – Centro de Fertilidade da Rede D’Or
Progesterona e Infertilidade
Progesterona é um hormônio esteróide produzido, a partir da puberdade, pelo corpo lúteo e pela placenta durante a gravidez.
A progesterona é o segundo hormônio feminino e é produzida principalmente no ovário. No processo da ovulação, o óvulo, célula fértil feminina, se encontra dentro de uma pequena bolinha de líquido chamada folículo. Este folículo produz o estrógeno, hormônio feminino básico. É o estrógeno que faz o aspecto físico da mulher. Após a liberação do óvulo este folículo se transforma em corpo amarelo ou lúteo, e começa a produzir progesterona, a qual prepara a mulher para a gestação e o aleitamento.
A progesterona age em todo o corpo físico da mulher preparando-a para a gravidez. Muitas mulheres tem deficiência de progesterona e isto não parece ter um significado muito importante para o organismo. Sua maior conseqüência é a amenorréia, ou falta de menstruação. É um hormônio essencial na manutenção da gravidez. É primeiramente produzida pelo corpo lúteo do ovário, até cerca de 20 semanas de gestação, sendo depois sintetizada pela placenta. Muitas mulheres inférteis, com falhas de implantação e com aborto recorrente apresentam baixos níveis de progesterona no sangue, sendo indicada uma suplementação de progesterona na fase inicial da gravidez. A progesterona age não só na receptividade endometrial, mas também a resposta imunológica materna, devendo a suplementação permanecer até por volta da 16ª semana, alguns médicos recomendam somente até a 10ª semana.
Veja a matéria no site Sintomas da gravidez
terça-feira, 5 de julho de 2011
Congelamento de sêmen – é preciso pensar em todas as possibilidades
Recentemente, a mídia deu destaque a um caso inédito até então no país: uma mulher, de 39 anos, deu à luz um bebê gerado por inseminação artificial, a partir do semên de seu marido que havia falecido. O caso aconteceu no estado do Paraná. Veja, abaixo, a matéria do portal R7.
A professora Kátia Limermeier tentava engravidar de Roberto, quando ele descobriu que tinha câncer. O médico que o atendia recomendou que antes das sessões de quimioterapia ele congelasse o sêmen. Depois de um ano, Roberto morreu.
No entanto, ele não havia deixado nenhum documento escrito, permitindo o uso do material colhido, caso falecesse. Para cumprir uma promessa que fez ao marido, Kátia então começou a brigar na Justiça para realizar o sonho de ter um filho dele e ganhou a decisão. Luisa Roberta nasceu no último dia 20, com 45cm e 2,7kg.
Coincidentemente, já tive uma paciente que passou por uma situação parecida, em que o marido deixou sêmen congelado e, devido a um acidente, encontra-se hoje em coma profundo irreversível. É muito importante que o casal, caso descubra algum tipo de doença que possa comprometer a saúde fértil do homem, tenha consciência de que não basta apenas congelar o sêmen, mas também deixar autorização expressa de que é da vontade de ambos que o material colhido seja utilizado em procedimentos de reprodução assistida, inclusive no caso de morte ou doença grave do parceiro. Por mais que o assunto seja sensível e muitas vezes difícil de ser tratado, vale a reflexão. Para evitar tais situações, o ideal é adotar como rotina o preenchimento de um formulário pelo casal, definindo o destino de todo material criopreservado (sêmen, óvulos ou embriões) no momento em que optam pela criopreservação (congelamento).
Dr. Paulo Gallo
Diretor médico do Vida - Centro de Fertilidade da Rede D’Or
Mulher tem bebê gerado com sêmen de marido morto
Professora do Paraná ganha causa na Justiça e se torna primeiro caso brasileiro
Do R7, com Rede Record
Uma mulher deu à luz a uma menina nesta segunda-feira (20), no Paraná, depois de engravidar do marido já morto, por meio de inseminação artificial. A professora Kátia Limermeier é a primeira mulher no Brasil a conseguir o feito na Justiça. Um caso como esse foi registrado apenas na Austrália.
Seu marido morreu em fevereiro de 2010 de câncer. O Conselho Federal de Medicina chegou a impedir que o médico fizesse a inseminação, já que ele não havia deixado uma autorização por escrito.
A professora disse que o casal decidiu armazenar o esperma desde que descobriram que seu marido estava com câncer. Essa seria a garantia de que poderiam ter filhos no futuro.
Confira a matéria no portal R7.
terça-feira, 28 de junho de 2011
Criador da fertilização in vitro recebe homenagem da Coroa Britânica

O fisiologista britânico Robert Edwards, de 85 anos, agraciado mesmo que tardiamente com o prêmio Nobel de Medicina e Fisiologia de 2010 pela criação da técnica pioneira de fertilização in vitro (FIV), foi um dos homenageados no aniversário de honra da monarca britânica Elizabeth II, pelos serviços prestados à biologia reprodutiva humana, como informa o portal da BBC.
Edwards criou a técnica de FIV em 1978, com a ajuda do ginecologista e obstetra Patrick Steptoe (1913 – 1988), usada até hoje nos procedimentos de reprodução assistida. Estima-se que mais de 4 milhões de pessoas por todo o mundo já nasceram graças à técnica. No Brasil, são mais de 5 mil por ano.
Falar e lembrar esse grande feito de Robert Edwards, que foi a consolidação da fertilização in vitro, por meio do nascimento de Louise Brown, é de vital importância para que o seu nome seja eternizado e reconhecido pelas próximas gerações. Sua determinação e pioneirismo são os responsáveis pelo que, sem sombra de dúvida, representa um marco para a comunidade científica e para a população mundial, uma vez que mudou de forma definitiva o destino dos casais inférteis.
Na FIV, o óvulo da mulher é retirado e fecundado em laboratório, em seguida, o embrião formado (ou embriões formados) é inserido na cavidade uterina, e começa a se desenvolver como um feto idêntico ao fertilizado de forma natural.
Maria Cecília Erthal
Diretora médica do Vida - Centro de Fertilidade da Rede D’Or
Confira a notícia no portal da BBC.
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Acupuntura aumenta as chances fertilização in vitro

A fertilização in vitro (FIV) é a técnica mais comum para mulheres inférteis ou com dificuldade de engravidar. Como todo tratamento, mexe com o estado emocional, nervosismo e ansiedade do casal e principalmente da mulher. Para ajudar as futuras mamães, a acupuntura aparece como uma possível solução para relaxar e controlar o turbilhão de sentimentos que envolve todo o processo de gravidez. Apesar de ser um tratamento complementar, trabalhos internacionais sugerem beneficios da acupuntura na fertilidade, como destaca a matéria do portal iG.
Acupuntura aumenta as chances fertilização in vitro
Técnica ganha força nas clínicas brasileiras. Apesar de coadjuvante, trabalhos justificam eficácia para além do efeito placebo
Lívia Machado, iG São Paulo
Foram oito tentativas de Fertilização In Vitro, nome completo da FIV, até o nascimento das filhas gêmeas em 2009. Durante três longos anos a nutricionista L. A, 42, imaginou o rostinho das crianças a cada procedimento feito. Perdeu dois bebês, um na segunda tentativa – aos quatro meses de gravidez – e outro na quinta, com menos de 30 dias de gestação.
A técnica de transferência embrionária é uma das alternativas mais comuns para tentar converter infertilidade em gestação. O processo, porém, demanda investimento financeiro e, muitas vezes, acarreta um grande desgaste emocional.
O sonho da maternidade, nesses casos, parece impor a insistência. Antes de optar por outras formas de se realizar como mãe, muitas mulheres buscam alternativas coadjuvantes que possam elevar as chances individuais de eficácia da FIV.
A história facilmente se repete. A advogada L.T precisou ler sete resultados negativos de gravidez antes de confirmar a gestação de gêmeos. Hoje, aos 39 anos, ela curte uma gestação tranquila, após dois anos de incansáveis tentativas.
O berço
É nesse contexto desfavorável à saúde mental e física da mulher que a acupuntura ganhou espaço dentro das clínicas de fertilização. “Estava completamente desequilibrada, em um estado emocional terrível. Já tinha engordado mais de 7k por conta do tratamento. Não aguentava mais, precisava me reestruturar antes de recomeçar", recorda a nutricionista.
Inicialmente a procura pela acupuntura como tratamento complementar à fertilização partiu das próprias pacientes, a exemplo de A.L e L. T..
Segundo Artur Dzik, presidente da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana (SBRH), hoje a maioria das clínicas aposentou o ceticismo e passou a indicar o tratamento para reconfortar os casais. A aceitação, aponta ele, é quase sempre imediata.
“Nao podemos prometer que a acupuntura vai fazer diferença no resultado, mas é um método coadjuvante, não invasivo, não medicamentoso que ajuda bastante.”
Além de melhorar o estado emocional, baixando os índices de ansiedade e nervosismo das (possíveis) futuras mamães, a acupuntura, sustentam os especialistas na área, apresenta mecanismos de ação para além do efeito placebo, ou calmante.
"Ela ajuda a controlar a ansiedade e o nervosismo, reações comuns no perfil das mulheres que buscam a fertilização, mas também melhora a vascularização do sistema reprodutivo. É um tratamento que exige um perfil diferenciado de acupunturista. Esse profissional precisa ser médico e ter conhecimento na área de reprodução humana", pontua Ana Lúcia Beltrame, ginecologista e médica do Centro de Reprodução Humana do Hospital Sirio Libanês, em São Paulo.
Comprovação
Trabalhos internacionais mostram os benefícios da acupuntura na fertilidade. O primeiro deles foi publicado em 2002 por um médico alemão e apontava um bom índice de eficácia: 42% das mulheres que fizeram FIV e acupuntura tiveram resultado positivo (ultrassonografia com batimento cardíaco do feto), contra 26% de pacientes que optaram apenas pela FIV.
Décio Thima, ginecologista e acupunturista, apresentou o único estudo brasileiro publicado em âmbito internacional, em 2007, durante o Congresso Americano de Reprodução Humana. Os resultados nacionais também são positivos. Das 70 mulheres que fizeram FIV com acupuntura no dia da transferência do embrião para o útero, 51% engravidaram. O número foi bem menos representativo no grupo de 70 pacientes que não fizeram acupuntura: 26%.
Para Wilson Tadeu Ferreira, médico acupunturista e diretor da Associação Médica de Acupuntura, os números mostram que os efeitos não estão limitados a aspectos psicológicos, ou a crenças individuais.
“Não é efeito placebo, medicina da fé. Se a paciente fizer o tratamento, mesmo não acreditando na eficácia dele, o resultado não será afetado. Hoje temos meta-análises que apontam índices de eficácia acima dos 65%. O objetivo da técnica, na FIV, não é apenas equilibrar o lado emocional das pacientes.”
O principal mecanismo, explicam os especialistas, é o aumento do fluxo sanguíneo na região uterina. Os pontos estimulados pelas agulhas provocam vasodilatação principalmente nos órgãos da pelve, aumentando o fluxo de sangue do útero e dos ovários durante o tratamento de fertilização, principalemtne meia hora antres da transferência embrionária para o útero, e 30 minutos depois dela.
No dia da transferência, a sessão de acupuntura é voltada para implantação dos embriões. O recomendado, porém, é que as pacientes procurem a acupuntura antes de iniciar a FIV.
"A técnica ajuda a controlar a parte emocional e age no equilíbrio hormonal, favorecendo a fertilização desde o início", defende o ginecologista.
Ao aumentar o fluxo sanguíneo do ovário, melhora-se a qualidade dos óvulos. O aumento do fluxo de sangue no útero, por sua vez, favorece o endométrio, ensinam os médicos. "Hoje, podemos dizer que a técnica realmente aumenta a possibilidade de fertilização. Depende da mulher, e do estudo analisado.”, explica Thima.
A baixa qualidade do endométrio é uma das múltiplas causas de infertilidade na mulher. O endométrio é a camada que reveste a parede interna útero, a mesma que descama durante a menstruação, e onde o embrião se fixa para se desenvolver. Para que a fecundação ocorra, é preciso que o endométrio não seja irregular, nem fino.
“Ele é igual a uma cama. Se for bagunçada e desconfortável, ninguém terá prazer em deitar nela. Agora, se for aconchegante e quentinha, repleta de cobertores, todo mundo vai querer. Melhorando o fluxo sanguíneo, melhoramos o endométrio.”
Segundo o especialista, o endométrio “confortável” é fundamental para tornar a fecundação possível. “Na FIV, não adianta ter espermatozóides de boa qualidade se o endométrio não é bom. O tratamento pode ser usado para qualquer tipo de infertilidade, seja ela masculina ou feminina, é sempre feito na mulher.”
Para as mães que deram rosto às estatísticas, a crença é de que foi a acupuntura a responsável pelo "empurrãozinho extra" que faltava. O que foi inicialmente medida de desespero, hoje, é sinônimo de sucesso.
“A gestação está até mais tranquila graças a acupuntura. Não sinto enjôos e estou calma, extremamente feliz, à espera dos meus tão desejados bebês”, revela L. T
Confira a matéria no portal iG.
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