sexta-feira, 3 de maio de 2013
Tratamento tardio da endometriose pode impedir mulher de ser mãe
Seis milhões de brasileiras sofrem com uma doença que muitas vezes passa despercebida pelos médicos: a endometriose. Se não for tratada cedo, pode impedir a paciente de ser mãe. Esse é o alerta feito no Simpósio de Ginecologia Minimamente Invasiva e Endometriose, realizado em Porto Alegre.
Entre os sintomas da endometriose está uma dor bem conhecida das mulheres: a cólica. A enfermeira Larissa Junckes entende bem dessa dor. Foram dez anos procurando explicação para elas, principalmente durante o período menstrual. “Muitas vezes, as pessoas não entendem que você está com uma dor incapacitante. Tinha época que eu não conseguia subir dois degraus de escada, desmaiei de dor várias vezes”, relata.
Casos como o de Larissa são estudados pelo Centro de Pesquisas do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, referência em tratamento de endometriose no país. A doença provoca o crescimento anormal do endométrio, tecido que fica dentro do útero e é eliminado pela menstruação. É o quando normalmente as cólicas se manifestam.
Nas pacientes com endometriose, a dor é maior: ao se desprender do útero, o endométrio se espalha pelo corpo e pode atingir outros órgãos. O resultado são dores constantes, inclusive durante as relações sexuais.
A endometriose é considerada pelos médicos a causa principal da infertilidade feminina e algumas mulheres sofrem até 12 anos para descobrir o problema. Por isso, os especialistas estão estudando formas mais simples de diagnóstico e as pesquisas já apresentam bons resultados.
Antes, só era possível diagnosticar a doença com exames de imagem, como a laparoscopia, uma pequena cirurgia que precisa de anestesia. Isso já ficou bem mais simples: um exame de sangue pode apontar o problema. Tudo depende da quantidade no organismo de um hormônio chamado prolactina e de uma substância conhecida como CA 125. Se houver alteração, há 85% de chances de a mulher ter endometriose.
“Em alguns casos, a gente tem que fazer a cirurgia, mas antes disso, se eu conseguir fazer o diagnóstico ou ter uma suspeita clínica forte baseado na clínica e nesses exames de sangue, ela não vai precisar esperar oito anos, ela vai tratar imediatamente o caso dela”, afirma o médico João Sabino Cunha Filho, professor do serviço de ginecologia do Hospital de Clínicas.
Quanto mais cedo o diagnóstico, maiores as chances da paciente evitar uma das maiores consequências da doença: a infertilidade. Larissa, por exemplo, deixou pra trás o sonho de ser mãe por causa de um diagnóstico tardio. “Que considerem a endometriose uma doença que pode ser diagnosticada cedo, que não deixem como eu, sofrer tantos anos e hoje ser incapaz de gerar uma criança porque não tive um diagnóstico precoce. Se eu tivesse tido um diagnóstico precoce, com certeza, eu poderia engravidar”, lamenta.
Confira a matéria no site do Jornal Hoje
quinta-feira, 18 de abril de 2013
Ultrassom revela um bebê no útero como nunca antes visto
Um ultrassom oferece aos pais a primeira visão da pequena forma de sua criança no útero, com uma qualidade nunca vista antes.
Diferente das antigas imagens de ultrassom, acinzentadas, borradas e em preto e branco, uma nova tecnologia mostra a imagem da criança em terceira dimensão, colorida, com muito mais nitidez. Olha que bacana: http://tinyurl.com/cun6v9x
quinta-feira, 11 de abril de 2013
Alterações do genoma detectadas em homens inférteis
Um estudo sobre infertilidade masculina liderado pelos investigadores Alexandra Lopes, do Grupo de Genética Populacional do Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto (IPATIMUP), e Donald Conrad, da Washington University School of Medicine em St. Louis (EUA) revelou que no genoma destes homens existem alterações no número de cópias da informação genética de forma mais frequente do que em indivíduos não afetados.
Publicada na revista PLoS Genetics, a investigação utilizou recentes tecnologias para analisar o genoma de mais de 300 homens inférteis, dois terços dos quais caracterizados em centros de diagnóstico e investigação em infertilidade no Porto (Departamento de Genética da Faculdade de Medicina da UP) e em Lisboa (no Departamento de Genética do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, no Centro de Medicina Reprodutiva da Maternidade Dr. Alfredo da Costa e na Unidade de Medicina da Reprodução do Hospital de Santa Maria).
Alexandra Lopes explica ao Ciência Hoje que as duplicações e deleções da informação genética foram localizadas nos cromossomas sexuais (X e Y) mas também nos restantes cromossomas, em genes importantes para a formação dos gâmetas masculinos.
Os resultados vão ao encontro da teoria defendida por estes investigadores de que a produção de espermatozoides pode ser afetada por um conjunto de diferentes alterações genéticas, em que cada alteração é encontrada num número reduzido de homens inférteis, sendo portanto difícil de identificar através de análises genéticas clássicas.
A investigadora esclarece que foram encontradas “várias alterações genéticas diferentes, cada uma delas partilhada por um reduzido número de indivíduos, ou mesmo única no grupo. Por exemplo a deleção do gene DMRT1, uma das alterações mais interessantes que encontramos já que este gene é crucial para a diferenciação sexual masculina, foi detectada em apenas dois indivíduos”.
Salienta ainda que “apesar deste ser, até à data, o estudo de genômica que analisou o maior número homens inférteis, a amostra é ainda modesta comparada com as da maioria dos estudos de associação que se realizaram para outras doenças complexas”. Assim, a análise de um maior número de doentes permitirá avaliar melhor a frequência das diferentes alterações.
Infertilidade por explicar
A percentagem de homens em idade reprodutiva que são inférteis atinge os 5 por cento e em aproximadamente metade dos casos as causas da doença permanecem por explicar.
O objetivo do grupo de investigação é, assim, “identificar os genes importantes para a fertilidade e as causas genéticas da infertilidade masculina. Este conhecimento permitirá optimizar o diagnóstico, o acompanhamento terapêutico destes doentes e o aconselhamento do casal no recurso às terapias já existentes (fertilização in vitro)”.
Poderá, também, acrescenta “servir de base ao desenvolvimento de terapias alternativas”.
Confira a matéria no site do Ciência Hoje
terça-feira, 9 de abril de 2013
Inscreva-se para o Dia das (Futuras) Mamães 2013!
Assista à palestra sobre como a Reprodução Assistida pode ajudar homens e mulheres a superar a infertilidade, com a Dra. Maria Cecília Erthal, e a depoimentos de casais que venceram todas as dificuldades e realizaram o sonho de se tornarem pais.
Este ano, preparamos um evento ainda mais caprichado para você: uma palestra com a nossa diretora médica, Dra. Maria Cecília Erthal, sobre como as técnicas de Reprodução Assistida pode ajudar homens e mulheres a superar a infertilidade e depoimentos muito especiais de casais que superaram todas as dificuldades e realizaram o sonho de se tornarem pais.
O tradicional evento que o Vida - Centro de Fertilidade da Rede D'Or acontece este ano no dia 18 de maio, sábado logo após o Dia das Mães, e nós contamos com a sua presença!
Inscreva-se: (21) 2484-8564, 2429-6140, ou envie e-mail para atendimento@vidafertil.com.br.
quarta-feira, 27 de março de 2013
Implante de um único embrião em fertilização assistida diminui os riscos para mamães e bebês
A gestação múltipla é algo ainda relativamente frequente como resultado de uma fertilização in vitro. O motivo disso é que, com o objetivo de aumentar as chances de gravidez, pode ser necessário implantar de dois a três embriões no útero da mulher a cada tentativa. Com isso, aumentando-se também a incidência de gestações gemelares. Contudo, felizmente, é cada vez mais comum a prática da implantação única de embrião, procedimento realizado em cerca de 70% das inseminações realizadas em países europeus e com crescente procura no Brasil.
Muitas são as vantagens da inseminação única de embrião. Observamos no Vida Centro de Fertilidade um número crescente de casais em busca dessa opção, por estarem mais conscientes das complicações que uma gravidez múltipla pode trazer. Alguns problemas, como a hiperestimulação ovariana, por exemplo, tendem a ter menor incidência, já que a quantidade de medicamento é inferior à necessária em uma implantação numerosa de embriões. Os custos também são menores de uma maneira geral, pois a prática envolve a manipulação de poucos óvulos no laboratório e os gastos com partos de gestações únicas são mais baixos. Sem falar nos custos com UTI neonatal para prematuros, mais comuns em gestações gemelares.
O procedimento de implante único é semelhante àquele cujo número de embriões é maior, a diferença é que apenas um é colocado no cateter de transferência. A escolha do embrião que irá ser implantado é feita por meio de uma avaliação criteriosa do material fecundado. Os embriões formados são avaliados minuciosamente, de acordo com a evolução celular e aparência morfológica e recebem notas em uma escala de X a X. O de maior qualidade é selecionado para a transferência.
Apesar da implantação de múltiplos embriões elevar as chances de gravidez pelo aumento das possibilidades numéricas óbvias, o avanço das técnicas de congelamento embrionário garante taxas de sucesso semelhantes às transferências de embrião fresco. Ou seja, os embriões fecundados e não utilizados são congelados, sem que isso comprometa tentativas futuras. Após o processo de estimulação ovariana, punção e fertilização, podemos transferir apenas um embrião, congelar os excedentes e, caso a gravidez não ocorra, lançar mãos dos embriões congelados e transferir um por vez, até conseguirmos a gestação.
Apesar da crescente busca, a decisão por transferir apenas um embrião é feita em conjunto por médicos e pacientes. Há situações em que a prática é recomendada porque algumas condições põem em risco a saúde da mãe ou até mesmo do bebê, pois a implantação de mais de embrião pode levar ao abortamento. O método só não é recomendado em mulheres acima de 38 anos e que tenham histórico de várias tentativas sem sucesso, já que pode diminuir ainda mais as chances de êxito.
Dra. Maria Cecília Erthal
Ginecologista e especialista em reprodução humana do Vida – Centro de Fertilidade da Rede D’Or
quarta-feira, 13 de março de 2013
Doação de gametas e idade para engravidar ainda geram conflitos que estão longe de consenso
Os avanços tecnológicos da medicina reprodutiva têm sido o alento de muitos casais inférteis. Graças à ousadia da ciência, mulheres em idade avançada, que já não possuem a mesma quantidade e qualidade de óvulos, ou homens que sofrem de infertilidade, podem ter a oportunidade de carregar em seus braços o tão esperado filho sem recorrer à fila de adoção.
Cada vez mais comum, a doação de gametas (óvulos e sêmen), é adotada em, aproximadamente, 5.500 procedimentos de reprodução assistida realizados por ano, só no Brasil. Porém, não há leis específicas que orientem a prática, apenas uma resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM), que regula os princípios básicos da conduta médica. A doação de gametas, assim como a idade avançada para engravidar são pontos que, segundo os especialistas, ainda precisam ser melhor debatidos pois , muitas vezes, o que é praticado no dia a dia dos laboratórios de fertilização in vitro depende exclusivamente da ética dos profissionais envolvidos.
No país, de acordo com o CFM, é proibido comercializar sêmen e óvulos. As doações são anônimas, gratuitas, e não podem ser feitas entre parentes. Fica disponível para o conhecimento do receptor apenas a cor da pele, escolaridade, altura, e tipo e cor do cabelo do doador, e cabe ao médico selecionar os gametas cujas características são compatíveis entre ambos.
No caso da doação de sêmen, não há grandes problemas ou burocracias, só é necessário que o voluntário ejacule por meio de masturbação e, tal como doar sangue, isso pode ser feito a qualquer momento, sem qualquer prejuízo para o voluntário. No caso dos óvulos, a situação é diferente. O procedimento para a coleta é mais complicado e desgastante, já que a doadora recebe medicamento para estimulação ovariana. Essa peculiaridade faz com que apenas mulheres em tratamento doem óvulos. Não há outras alternativas.
Apesar de voluntária, a doação segue uma série de restrições impostas pelo CFM. Cada doador só pode gerar dois filhos por um milhão de habitantes, evitando, assim, que parentes de sexos opostos se relacionem. A relação amorosa entre meio-irmãos pode implicar em doenças genéticas para o bebê. Por isso, há muito controle em relação à distribuição do sêmen. Uma vez enviado para alguma região do país, o banco de esperma é avisado caso a gestação aconteça, evitando assim fornecer novamente o material do mesmo doador para qualquer estado daquela área.
Com o aumento da procura pela doação de gametas, começa-se a discutir, então, um novo embate para a sociedade: os filhos gerados por gametas doados devem saber quem são os donos de metade dos genes que eles carregam? A resposta está longe de um consenso. De um lado, estão os voluntários resguardados pelo anonimato, condição que motiva muitos a doarem por puro altruísmo. Na outra extremidade, estão jovens que querem saber quem é o doador e a influência que os pais biológicos têm na sua personalidade, saúde etc.
Outro ponto muito questionado em termos éticos é a idade adequada para a gravidez. A idade mais fértil da mulher vai dos 20 aos 30 anos, mas a opção pela gestação tardia vem se tornando algo comum por aqui, assim como nos países mais desenvolvidos. Na tentativa de realizar o desejo da maternidade, muitas mulheres acima dos 40 ou mesmo dos 50 anos têm procurado ajuda médica. Além dos possíveis riscos para mães e bebês, existe outra questão, que se levanta nesse caso: até que idade uma mulher tem boas condições físicas para dar à luz e criar um bebê? A resposta não é simples. É preciso avaliar os riscos para a mulher durante uma gestação com idade avançada, principalmente acima dos 55 anos de idade (pré-eclâmpsia, hipertensão arterial, diabetes, complicações cardiovasculares e tromboembólicas, entre outras). É necessário refletir também sobre o futuro destas crianças, filhos de pais com a idade avançada e que correm um risco maior de se tornarem órfãos precocemente.
Existem limites para a transferência de embriões, de acordo com a idade da futura mamãe: segundo as normas do CFM, mulheres com até 35 anos devem receber até dois embriões; dos 36 aos 39, até três e, acima dos 40, até quatro. Para o último caso, no entanto, antes de qualquer procedimento, o médico deve alertar para os perigos que a gestação pode oferecer e fazer uma avaliação médica mais criteriosa.
E, com o avançar da tecnologia de reprodução assistida, ainda outros aspectos éticos surgem, como, por exemplo, quais os limites para atender os desejos dos pais: é possível escolher o sexo, a cor dos olhos, cabelo, ou número de bebês? E o caso de mulheres viúvas que querem engravidar com esperma do marido falecido? A escolha do sexo do embrião só é permitida quando há risco de doenças ligadas ao sexo, como no caso de famílias nas quais todos os meninos podem nascer com problemas genéticos. Em uma situação como essa, selecionamos os embriões para que só nasçam meninas. Já em relação à utilização de gametas de pacientes falecidos, isso só é possível se ele deixar uma autorização por escrito. Caso contrário, só é permitido se houver autorização judicial.
A tecnologia aliada à ciência só tem a nos trazer benefícios, desde que as escolhas e condutas caminhem lado a lado com a ética.
Dr. Paulo Gallo, diretor-médico do Vida - Centro de Fertilidade da Rede D’Or
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
Vida realiza III Simpósio de Fertilidade
No próximo dia 9 de março (sábado), o Vida – Centro de Fertilidade da Rede D’Or, promove o III Simpósio de Infertilidade, com o tema "A influência da idade no desfecho reprodutivo: da fertilidade à gravidez", no Hotel Windsor Barra, na Barra da Tijuca, entre 9h e 13h. Inscrições gratuitas para profissionais de saúde.
O encontro vai reunir especialistas em reprodução assistida, ginecologia e urologia para discutir diferentes assuntos que envolvem a influência da idade de homens e mulheres nas taxas de gravidez, ética sobre o limite da maternidade na era da reprodução humana, os riscos da gestação tardia e novidades relacionadas às técnicas que podem ajudar casais a ter filhos.
O evento, gratuito, tem o apoio da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana (SBRH) e da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA).
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