quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Reprodução assistida dá chances a pais gays


Cada vez mais casais homoafetivos têm a chance de se tornar pais ou mães biológicos. E para realizar o sonho, não precisam viajar até os Estados Unidos, como os empresários Roberto Souza da Silva, 32 anos, e Marco Aurélio Lucas, 33, pais dos gêmeos Natalie e Valentin, que nasceram há três meses na Califórnia e foram batizados há 10 dias no Cristo Redentor, como o jornal O DIA mostrou. Uma resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM), de novembro de 2013, prevê o acesso de casais homoafetivos às técnicas de reprodução assistida no Brasil.

A facilidade ampliou a procura nas clínicas especializadas em fertilização. “Recebemos de três a cinco casais homoafetivos por mês, inclusive vindos de outros países”, conta a médica Maria Cecília Erthal, diretora do Vida - Centro de Fertilidade da Rede D’Or, no Rio. No entanto, ainda esbarra em uma burocracia. Para registrar os filhos, os pais terão que entrar com uma ação judicial, diferentemente do que aconteceu com Beto e Marco, que já saíram dos Estados Unidos com a certidão de nascimento dos filhos reconhecida no Consulado do Brasil em Los Angeles — as crianças têm dupla cidadania (americana e brasileira).

"Administrativamente, a resolução do CFM admite o uso de técnicas reprodutivas, mas não há leis assegurando o registro. Estamos lutando para modificar isso”, diz a jurista Maria Berenice Dias, vice-presidente do Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM). A entidade pede agora a aprovação de uma resolução no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para que filhos de uniões homoafetivas sejam registrados, como já prevê resolução da Corregedoria de Justiça do Mato Grosso, que autorizou registros no cartório, sem precisar de ação judicial. “Para entrar como pai ou mãe, tendo ou não material genético, precisa ainda da decisão judicial”, diz ela.

O tratamento completo de fertilização custa de R$ 15 mil a R$ 18 mil, muito abaixo do que é cobrado em outros países, onde o processo fica mais caro por envolver a contratação de “barrigas de aluguel” (como são chamados os úteros de substituição). “Lá fora, a receptora chega a receber 25 mil dólares (cerca de R$ 62,5 mil)”, disse Maria Cecília. No Brasil, a barriga de aluguel é permitida desde que seja comprovado laço de parentesco até o quarto grau com um dos integrantes do casal. A ideia, segundo ela, é evitar a “comercialização” do útero que vai gerar a vida.

Lei reconhece família homoafetiva 

Para o estilista Carlos Tufvesson, coordenador especial da Diversidade Sexual na Prefeitura do Rio, casos como o de Beto e Marco estão se tornando cada vez mais comuns, desde que o conceito de família foi reconhecido legalmente nas uniões homoafetivas. Isso ocorreu em 2011, com o voto do ministro Ayres Britto, do Supremo Tribunal Federal (STF), fundamental para ampliar os direitos dos homossexuais.

“Diante da lei, tivemos nossos direitos adquiridos. Concluiu-se que o conceito de família é derivado pelo afeto e não pela procriação. E passaram a entender as uniões homoafetivas como família de fato e direito”, lembrou.

Segundo ele, a maioria dos casais gays que quer ter filhos biológicos é formada por mulheres, que buscam bancos de esperma porque não querem ter problemas legais na questão de posse. “Elas têm mais vontade de ser mães, mas tem aumentado também o número de homens querendo ser pais”. Por outro lado, é grande também o número de homossexuais que optam pela adoção. “Entendo quem queira ter filhos biológicos, mas família é amor”, diz ele.

Foto:  Maíra Coelho / Agência O Dia

Confira a matéria no site do Jornal O Dia

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Mitos e verdades sobre a fertilização


A dificuldade para ter filhos pode ser o grande pesadelo de um casal. Muitas mulheres acabam procurando ajuda médica, devido ao grande número de mitos em torno desse tema. Por isso, convidamos dois especialistas que respondem as cinco dúvidas mais comuns sobre fertilização.

1. Se um casal é sadio, ele sempre consegue engravidar no primeiro mês de tentativa? 
 Não. A primeira coisa que se deve saber é que um casal completamente sadio e decidido a ter filhos pode não conseguir no primeiro mês. As chances de isso acontecer, segundo o ginecologista especialista em medicina reprodutiva, Marco Melo, são de apenas 15 a 20%. “Após 12 meses, o casal terá aproximadamente 85-90% de chances de engravidar. “Caso isto não ocorra, aí sim é necessário procurar ajuda médica”, diz ele. 

2. Quando um casal não consegue, geralmente a culpa é da mulher? 
Não. Uma das principais inverdades nesse universo é a de que a mulher geralmente é responsável pelas dificuldades em ter filho. A verdade é que existe a mesma incidência entre os dois sexos. “Cada um responde por 40% das causas. Os outros 20% restantes podem ser motivos de infertilidade sem causa aparente”, explica o médico. Vale lembrar que, ao contrário do que muitos dizem, a mulher que usou anticoncepcional por muito tempo não desenvolve dificuldade para ser fecundada.

3. As chances de óvulo ser fecundado diminuem com a idade? 
Sim. As mulheres podem, ao longo do tempo, desenvolver dificuldade de engravidar. Quanto maior a idade, menores são as possibilidades de o óvulo ser fertilizado. “O que acontece é uma redução não só no número de óvulos, como também da sua qualidade”, explica Melo.

4. Homens que trabalham muito tempo sentados ou que ingerem muita vitamina A podem ficar estéreis? 
Não. “Os mitos não rondam apenas as mulheres”, comenta o médico. “Além disso, os populares afrodisíacos, como ovos de codorna e amendoins, estão totalmente descartados pela medicina como métodos de aumentar a fertilidade masculina”.

5. Técnicas modernas, como congelamento dos óvulos, podem funcionar? 
Sim. Hoje, algumas técnicas podem ajudar as mulheres que querem ter filhos mais tarde. Uma delas é a vitrificação dos óvulos, uma das maiores evoluções da reprodução assistida. “Esse procedimento em que os óvulos são congelados permite que as chances de sucesso sejam semelhantes às de uma mulher bem mais nova”, comenta o médico.

A médica especialista em reprodução humana assistida, Maria Cecília Erthal, diretora do Centro de Fertilidade da Rede D’Or, explica melhor esse método: “A técnica consiste em preservar os embriões dos cristais que podem se formar no seu interior depois do congelamento. Isso pode destruir células importantes do óvulo, o que não acontece quando utilizamos as substâncias específicas que evitam esses cristais. Depois de congelados da forma correta, os óvulos podem ser utilizados pela mulher tempos depois”.

Outro avanço da medicina nesse quesito é a PGS, Sreening Pré Implatacional. “Esse procedimento é feito a partir da retirada de uma célula do embrião para pesquisa. Dessa maneira conseguimos saber se existe alguma alteração genética, como a síndrome de Down, Edwards, Patau entre outras”, finaliza a médica.

Confira a matéria no portal iG

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Como engravidar de menino



Algumas atitudes teoricamente podem aumentar suas chances de engravidar de menino. Primeiro, é preciso que você entenda como é definido o sexo do bebê. “O óvulo tem o cromossomo X, enquanto o espermatozoide pode ter o cromossomo X ou Y. Se o espermatozoide tiver o X será menina, se tiver o Y será menino”, explica o ginecologista obstetra Paulo Gallo, diretor médico do Vida – Centro de Fertilidade da Rede D’Or do Rio de Janeiro e professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

Existem algumas diferenças entre o espermatozoide com o cromossomo X e aquele com o Y. “Os espermatozoides com o cromossomo Y são mais rápidos, mas morrem mais cedo. Enquanto os espermatozoides com o X são mais lentos, contudo vivem mais”, constata Gallo.

Por isso, alguém que quer engravidar de um menino pode tentar aumentar as chances disto acontecer tendo relações sexuais o mais próximo possível do momento da ovulação. Assim, existe a possibilidade do espermatozoide masculino chegar antes do feminino e fecundar o óvulo que já estará lá, o que irá resultar em um menino.

Contudo, é importante ressaltar que este método é apenas um auxilio, mas não há garantias. “Afinal, é muito difícil saber exatamente quando a mulher irá ovular”, diz Gallo.

Confira a matéria  no site Bebê & Mamãe

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Seis mitos sobre a fertilidade feminina



A fertilidade é um dos assuntos que mais geram dúvidas nos pacientes. Sabendo disso, a diretora-médica do Vida (Centro de Fertilidade da Rede D'Or), Dra. Maria Cecília Erthal, elaborou uma lista de seis mitos sobre a fertilidade feminina. Veja abaixo:

1 - Minha menstruação é regular. Logo, certeza que sou fértil. 

R: Não. O fato de ter menstruações regulares, nos fala a favor de ciclos ovulatórios, porém isso não significa fertilidade. Outros fatores, que não alteram o ciclo menstrual, podem estar implicados na dificuldade em engravidar, como o fator tubário/ peritoneal, fator uterino, fator cervical ou mesmo sem nenhuma causa aparente.

2 - Basta cuidar bem da saúde para não ter problema de fertilidade. 

R: Uma alimentação saudável e exercícios físicos são sempre bem-vindos e recomendados, mas isso não quer dizer que essas medidas sejam suficientes para não se apresentar problemas de fertilidade. Outros fatores, independentes de um estilo de vida saudável, podem estar envolvidos e comprometer a fertilidade.

3 - Já tive um filho. Não vou ter dificuldade de engravidar novamente.

R: Ter engravidado naturalmente uma vez não é garantia de que o mesmo acontecerá uma segunda vez. A infertilidade secundária (quando um casal não consegue engravidar, com história de gravidez anterior) é tão comum quanto a infertilidade primária (casal com dificuldade em engravidar, sem história de gravidez anterior). As condições de saúde do casal podem alterar com o passar do tempo e a idade da mulher, que já não é a mesma da primeira gravidez, é o fator mais importante a ser considerado quando se decide calcular as possibilidades de gravidez de um casal.

4 - Somente as mulheres são inférteis. 

R: Não. A infertilidade acomete tanto homens como mulheres, basicamente na mesma proporção. Em média, 30% dos casos de infertilidade são devidos ao fator masculino, 30% ao fator feminino, 15 - 30% aos fatores mistos e 10% são de causas desconhecidas. Se um casal apresenta dificuldade em engravidar, ambos devem passar por uma investigação clínica e ambos são passíveis de tratamento quando indicado.

5 - Não vou procurar uma clínica de fertilidade porque a única técnica usada é a fertilização in vitro. Com isso, eu corro o risco de ter gravidez múltipla. 

R: Não. A Fertilização In Vitro (FIV) não é a única técnica utilizada em clínicas de Reprodução Humana Assistida, existindo outras como Inseminação Intrauterina e coito programado. Alguns casais podem nem ter indicação para essas técnicas e apenas com uma determinada conduta clínica ou, eventualmente, com um procedimento cirúrgico pode ser possível restaurar a fertilidade.

Em relação à gestação múltipla, essa taxa varia de acordo com o número de embriões transferidos na Fertilização in vitro. Na inseminação intrauterina ou coito programado, essa taxa varia de acordo com o número de folículos em desenvolvimento. Se o casal não deseja ter uma gravidez múltipla, consegue-se minimizar esse risco, como por exemplo, transferindo apenas um embrião nos casos de FIV.

6 - Já recorri a uma clínica e o tratamento não deu certo. Meu caso não tem solução. 

R: As técnicas de Reprodução Assistida não são matemática. Uma série de fatores estão envolvidos e muitos deles ainda são desconhecidos. A medicina reprodutiva tem avançado muito nos últimos tempos e isso tem contribuido para cada vez mais, oferecermos o que há de melhor e mais atual para os casais inférteis.

É verdade que o tratamento, em alguns casos, é desgastante e algo frustrante, mas a perseverança muitas vezes leva à tão desejada gravidez. Confie no seu médico, esclareça as suas dúvidas e divida as suas angústias e medos. A caminhada pode ser longa, mas o objetivo final faz compensar qualquer esforço.


Confira a matéria no site SRZD

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Descubra se pode ser feito algo para aumentar a possibilidade de engravidar de gêmeos



“Como engravidar de gêmeos?”. Muitas mulheres se fazem essa pergunta, pois têm o desejo de engravidar de dois bebês ao mesmo tempo. Infelizmente, nada pode ser feito para aumentar as chances de uma gestação gemelar espontânea. “O que aumenta as possibilidades de ter gêmeos, tanto gêmeos univitelinos (idênticos) quanto bivitelinos (diferentes), é o histórico familiar. Então, quem é filho ou neto de alguém que é gêmeo tem mais chances de ter uma gestação gemelar”, explica o ginecologista obstetra Paulo Gallo, diretor médico do Vida – Centro de Fertilidade da Rede D’Or do Rio de Janeiro e professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

Casais que realizam tratamentos para engravidar têm maiores possibilidades de engravidarem de gêmeos bivitelinos. Mas o tratamento só deve ser buscado quando há dificuldades para engravidar e após recomendação médica. “É importante deixar claro que tomar remédios para a ovulação sem orientação de um médico é perigoso porque a mulher pode engravidar de trigêmeos ou quadrigêmeos”, ressalta Gallo.

Não pense que ter gêmeos é apenas fofura em dobro! A gestação gemelar é mais perigosa do que a normal porque há maior risco de prematuridade, malformações do feto e discordância de pesos entre os fetos. Para as grávidas, há mais chances de náuseas e vômitos no começo da gravidez, placenta prévia, atonia uterina pós-parto e estrias.

Confira a matéria no portal Bebê & Mamãe

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Trinta anos depois, como está a jovem que foi o primeiro bebê de proveta do país



Anna Paula Caldeira completa nesta terça-feira 30 anos. Seria um aniversário qualquer se ela não fosse o primeiro bebê de proveta do Brasil. Ela diz que não será “nada demais” a comemoração. Mas, pelo lado da ciência, reconhece tratar-se de uma data representativa. A partir deste procedimento, mais de 300 mil bebês nasceram no país pela fertilização in vitro (FIV). No mundo, são cinco milhões desde 1978, quando Louise Joy Brown nasceu no Reino Unido.

— Independente de ser o primeiro bebê de proveta, a verdade é que fazer 30 anos por si só já dá um frio na barriga — brinca Anna Paula, hoje nutricionista. — Tenho consciência do quanto isto é importante para a medicina, o quanto abriu portas. Mas sei que muitos ainda não conseguem ter um filho.

Anna Paula nasceu em São José dos Pinhais (PR), onde vive até hoje. Ela foi a primeira criança nascida por FIV também na América Latina. Sua mãe, a paranaense Ilza Caldeira, realizara uma ligadura de trompas uterinas e, por isso, não podia ter mais filhos. Foi quando procurou o médico Milton Nakamura (falecido em 1997), que testava a técnica, até então, sem sucesso.

— Uma paciente morreu durante o processo, e isso o marcou muito. Mas voltou a ter forças, investiu no sonho e acabou funcionando — lembra Isaac Yadid, diretor médico da Primordia Medicina Reprodutiva, que integrou a equipe de Nakamura.

TÉCNICA AVANÇOU, MAS SEM MILAGRE 

A técnica foi trazida para o Brasil pelo australiano Alan Trounson, responsável pelo nascimento de Zoe Leyland pouco antes da experiência brasileira, em 28 de março do mesmo ano. À época, a gravidez de Ilza foi mantida em sigilo pelas altas chances de insucesso. A foto só foi divulgada cinco dias depois do nascimento da menina saudável.

— O pesquisador trouxe o know how que não tínhamos. Mesmo assim, tudo era feito de maneira rudimentar e sem controle. Comparado à hoje, era um fundo de quintal completo — comenta.

Trinta anos depois, especialistas enumeram os avanços do FIV. Diretor-médico do Vida – Centro de Fertilidade da Rede D’Or, Paulo Gallo explica que a mulher precisava ser internada e tinha o abdome aberto para a retirada de óvulos, mas agora a aspiração deles é feita só com uma agulha por via vaginal e duração de cerca de 10 minutos. Ela recebe doses de hormônios para estimular a ovulação e produzir um número grande de óvulos, aumentando, assim, as chances de fertilização. Óvulos maduros e espermatozoides em tamanho e qualidade adequados são mantidos numa incubadora que simula as condições do corpo feminino. Com um microscópio, o embriologista seleciona as melhores células e induz a fecundação do embrião. Esse procedimento, conhecido como ICSI, beneficiou homens com espermatozoides de má qualidade.

— Além disso, era comum o nascimento de tri ou quadrigêmeos, porque muitos embriões eram implantados. Hoje podemos escolher os melhores e transferir um ou dois por vez — acrescenta Gallo.
Outras inovações são o teste genético dos embriões, que avalia o risco de doenças hereditárias; a gravidez em casais soro-discordantes (portadores de HIV e hepatite, principalmente). E o congelamento de espermatozoides, óvulos e embriões, para a pacientes com câncer, que temem perder a fertilidade, ou os que querem engravidar no futuro.

Mas não há milagre no tratamento, que gira em torno de R$ 15 mil, sem garantias de que vai funcionar. As chances de sucesso caem à medida que a mulher envelhece: aos 30 anos, elas estão em torno dos 60%; aos 43, não passam de 5%.

— A mulher precisa se conscientizar que existe uma finitude na capacidade de produzir óvulos — alertou Yadid.

— São inúmeros os avanços nos últimos anos, mas a idade ainda é o grande empecilho — completa Gallo.

Foto: Rafael Forte

Confira a matéria no site do Jornal O Globo

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Sangramento durante a amamentação é prejudicial ao bebê?



O que fazer quando o bebê mama leite com sangue? Essa pode ser uma dúvida recorrente para muitas mamães que passam pela situação de sangramento durante os primeiros dias de amamentação.

De acordo com o Dr. Cássio Sartório, do Vida – Centro de Fertilidade da Rede D’Or, essa situação pode acontecer em decorrência de uma síndrome chamada de “cano enferrujado”, caracterizada pelo aumento da vascularização dos alvéolos e dos mamários. Nessa situação, o leite pode variar da cor rosa claro para vermelho.

Outra situação que pode fazer com que o sangramento apareça durante a amamentação é a rachadura do mamilo. A diferença é que esta situação também pode representar o sinal doenças mais graves. Portanto, a mãe deve estar sempre atenta e fazer o acompanhamento médico constante.

Mas não há motivo para desespero! Por ser uma situação fisiológica, as mamães devem ficar atentas se o sangramento persiste ou caso haja fissuras ou sinais de inflamação, como dor, calor, rubor ou febre. “Vale a pena lembrar que esses sintomas podem surgir na amamentação e serem decorrentes apenas da amamentação. Na dúvida, deve-se sempre procurar o médico para avaliação”, explica. 

Além disso, ingerir o leite com sangue não é prejudicial para o bebê. Mesmo que inicialmente a criança estranhe o gosto, a amamentação deve ser contínua e estimulada, pois é muito importante para a saúde do bebê.

O único momento em que a amamentação deve ser evitada é em caso de infecção. Neste caso, o indicado é drenar a mama infeccionada para não acumular o leite e amamentar o bebê com a outra saudável. “Na maioria das vezes, o sangramento para nos primeiros dias ou semanas de amamentação, e é totalmente normal. Qualquer outro sintoma ou ferimento devem ser sempre relatados ao médico”, finaliza o doutor.

Fonte: Dr. Cássio Sartório, do Vida – Centro de Fertilidade da Rede D’Or

Confira a matéria no site Mamare