quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Tratamento evita transmissão de doenças genéticas para os filhos


A história de desafio e superação do casal Paula e André em busca da realização do sonho de ter filhos foi mostrada essa semana no telejornal Bom dia Brasil (TV Globo).

Ele é portador de uma anomalia genética que pode causar a morte do bebê e o drama do casal era evitar que ele adquirisse a enfermidade. Foi aí que a ciência entrou em cena, contribuindo para o nascimento de Helena, uma linda menina que está livre de uma doença grave graças aos avanços da Medicina.

Confira a matéria na íntegra, no site do Bom dia Brasil 

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Você sabe o que é o diagnóstico genético pré-implantacional ou PGD?


Muitos são os motivos que levam um casal a buscar técnicas de fertilização assistida. O mais comum é a dificuldade de engravidar, que pode acontecer por conta de alguma disfunção fisiológica da mulher ou do homem. Mas, o que pouca gente sabe é que a preocupação com doenças genéticas – seja por incidência de casos na família ou por gravidez tardia - é também motivo para recorrer a tratamentos e submeter os embriões do casal a uma avaliação genética antes da implantação. O diagnóstico genético pré-implantacional (PGD) é um tipo de biópsia feita nos embriões, para o rastreamento de doenças genéticas e anomalias cromossômicas, que aumenta o sucesso em uma gravidez assistida.

O estudo dos embriões pelo PGD permite que seja feita uma seleção prévia, possibilitando que somente embriões aptos sejam implantados no útero da mulher. Com o Diagnóstico Genético Pré-Implantacional, ou seja, com a biópsia dos embriões para saber quais são os geneticamente mais saudáveis antes de se implantá-los no útero, as chances de sucesso de gravidez aumentam muito, porque os embriões, sendo normais, têm uma probabilidade muito maior de se desenvolver. Além disso, também é possível evitar que sejam implantados embriões com “defeitos” no DNA, capazes, por exemplo, de resultar em fetos com problemas de má formação.

São três as aplicações do PGD: em embriões fecundados com óvulos de mulheres acima de 40 anos, já que a partir desta faixa etária os óvulos começam a ficar velhos e a terem mais propensão a desenvolver algumas anomalias cromossômicas; para detectar doenças que se manifestam em apenas um sexo; e na investigação de enfermidades que atingem apenas um único gene.

O diagnóstico genético pré-implantacional antevê algumas doenças genéticas e anomalias nas células, porém não detecta todas as doenças e alterações. Além disso, o material recolhido para estudo é muito pequeno, o que impossibilita a realização de uma pesquisa mais abrangente. Mas o casal deve ter em mente que há limitações.

As restrições para a descoberta de doenças por meio do PGD existem porque só se pode diagnosticar o que é pesquisado. Enfermidades genéticas específicas só são estudadas quando pesquisadas por algum outro motivo, por exemplo, histórico da doença na família. Nesse caso analisa-se diretamente o cromossomo que é atingido pelo mal. Já em mulheres acima de 40 anos, só as anomalias cromossômicas que estão incluídas no painel básico (cromossomas 13, 18, 21, X, Y), são estudadas.

O PGD é feito nos embriões em até 48h depois da fecundação, quando eles têm cerca de seis a oito células. Apenas uma célula é retirada para análise e sua ausência não afeta o desenvolvimento do bebê. Dois procedimentos são possíveis para a análise dos embriões, o FISH (fluorescent "in situ" hibridization) ou o PCR (Polymerase Chain Reaction).

O FISH é utilizado para detectar alterações cromossômicas numéricas, como as ocorridas nos casos de Síndrome de Down ou translocações, quando há uma quebra no cromossomo. Já o PCR é utilizado para rastrear doenças monogênicas (fibrose cística, atrofia espinhal, distrofia muscular, doença de von Hippel-Lindal, rim policístico e outras).

É importante salientar ainda que são dois processos distintos: a fertilização in vitro e os processos de análise dos embriões pré-implantação, feitos por equipes de profissionais diferentes. A fertilização in vitro é realizada por especialistas em fertilização, e somente depois que os embriões atingem a média de células necessárias é que outro grupo de especialistas, geneticistas, entra em cena para a realização do diagnóstico pré-implantacional.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Cremes de bronzeamento podem causar infertilidade


Um coquetel de ingredientes de cremes de bronzeamento inclui substâncias tóxicas e cancerígenas, como formaldeído e nitrosaminas. Além disso, especialistas alertam que as fórmulas podem causar infertilidade e que as mulheres grávidas passam a sofrer um maior risco de defeitos congênitos. As informações foram publicadas no Daily Mail.

Ingredientes presentes em alguns cremes de bronzeamento, como tartrazina, também podem causar preocupação para alérgicos se o produto for utilizado durante muito tempo. Outros produtos químicos encontrados nos cremes incluem o dióxido de enxofre e benzofenona-3, uma substância química que imita o efeito do estrogênio, entre outros.

Elizabeth Salter-Green, da UK Charity Chem Trust, disse ao The Sun que produtos químicos nos cremes são tóxicos para os sistemas reprodutivos e podem prejudicar o feto. Jacqueline McGlad, diretora-executiva da European Environment Agency, acrescentou que seria prudente ter uma abordagem preventiva a muitos desses produtos químicos até que seus efeitos fossem mais plenamente compreendidos. Ela também destacou que o uso poderia estar ligado ao aumento significativo de cânceres, diabetes e níveis de fecundidade.

Acredita-se que um terço das mulheres e um em cada dez homens usam o produto regularmente, além de ser queridinho entre as celebridades, incluindo estrelas como Katie Price e Chloe Sims.

A maior parte dos produtos usa dihidroxiacetona (DHA), que reage com aminoácidos na pele, deixando-a mais escura. Muitas empresas de cosméticos utilizam ingredientes potencialmente prejudiciais porque eles são baratos e fáceis de serem aplicados à fórmula, de acordo com o jornal.

Leia a matéria no portal Terra

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Consumo de proteína animal aumenta risco de infertilidade


Mulheres com uma alimentação diária composta por pelo menos 5% de proteínas vegetais têm muito mais chances de engravidarem do que as que consomem basicamente proteínas de origem animal (carnes, leites, queijos, manteiga) em suas refeições. Parece pouco, mas aumentar o consumo de legumes, sementes, castanhas e cereais aumenta em até 50% a chance de a gravidez ocorrer. E, pensando no que se come todo dia, não é tão difícil assim – um pedaço menor de carne e um punhado a mais de legumes e de cereais (lentilhas, grão de bico…) na hora do almoço já ajuda.

A constatação, preciosa para quem está se preparando para engravidar, é de um estudo da Universidade do Arizona com 18 mil mulheres e fez parte de um grande debate ocorrido este ano em Nova York com os maiores especialistas em nutrição e saúde das universidades americanas – e não faltaram dados interessantes que comprovem essa relação (vamos falar muito delas por aqui ainda). A apresentação desse trabalho ficou por conta da professora de Saúde Pública da instituição, Victoria Maizes. E, ainda não se sabe o motivo exato, mas a diferença na alimentação é mais significativa em mulheres com mais de 32 anos.

O estudo mostrou também que o consumo de gordura trans (usada ainda em alguns biscoitos, tortas prontas, molhos de saladas, salgadinhos) interfere na ovulação, concepção e no desenvolvimento embrionário – mulheres com dietas ricas nesse tipo de gordura têm um risco 73% maior de terem problemas de infertilidade – isso ocorre porque esse tipo de gordura aumenta os processos inflamatórios no organismo, o que prejudica a ovulação (além de interferir em uma série de outras funções do corpo, mas isso é assunto pra outro post).

Em resumo, o que comemos influencia o modo como nosso corpo funciona – e afeta nossa saúde, nosso humor, nossa disposição e, como o estudo mostra, a também a fertilidade. Um cuidado maior com o que a gente compra no supermercado e leva pra casa não é tão difícil – e há muitas informações por aí para ajudar a fazer as escolhas mais racionais e conscientes.

Assim como não é tão complexo, nem precisa ser tão radical, adotar mudanças cotidianas que ajudem a evitar problemas no futuro – e prestar mais atenção no que fazemos e deixamos de fazer todos os dias.

Veja a matéria no blog do Estadão

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Filhos entre primos: uma escolha arriscada?


A preocupação de primos que querem ter filhos tem razão de ser, pois, a consanguinidade está associada a um aumento significativo do risco de aparecimento de alguma doença autossômica recessiva no feto. Uma gravidez entre primos pode realmente aumentar o risco de originar crianças com problemas genéticos.

Mas, apesar dos riscos, os casais de primos podem sim reduzir as chances de problemas futuros. Saiba como, conferindo o artigo da Dra. Maria Cecília Erthal, especialista em Reprodução Humana Assistida e diretora-médica do Vida - Centro de Fertilidade da Rede D'Or, publicado no blog Personal Bebê: http://tinyurl.com/b4fphjz

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Participe do Simpósio de Oncofertilidade

Se você é profissional da área médica e tem interesse no tema fertilidade, participe do I Simpósio de Oncofertilidade, que acontece no próximo dia 24 de novembro (sábado), no Hotel Windsor Barra, no Rio de Janeiro. 

Voltado para especialmente para ginecologistas, urologistas, mastologistas e oncologistas, o Simpósio de Oncofertilidade vai trazer palestras de especialistas para discutir diversos aspectos do tema preservação da fertilidade em pacientes com câncer.

Conheça a programação:




quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Célula-tronco pode beneficiar reprodução humana


Ainda em caráter experimental, as pesquisas com células-tronco prometem grandes avanços em muitas áreas da medicina. A reprodução humana não fica para trás. Para o médico australiano Alan Trounson, um dos pioneiros das técnicas de fertilização in vitro (FIV), as células-tronco podem mudar a maneira com que a reprodução humana é vista hoje. Ele esteve no Brasil em agosto para falar sobre o assunto no 16º Congresso de Reprodução Assistida, realizado no Guarujá (SP).

Alan foi o responsável pelo primeiro bebê de proveta da Austrália, em 1980. Desde então, seus estudos em reprodução humana contribuíram para aprimorar as técnicas utilizadas. Sua equipe gerou a primeira criança nascida de congelamento de embriões e foi pioneira no uso com sucesso de drogas de indução ovulatória nos tratamentos de FIV.

Para ele, muitas técnicas desenvolvidas desde que começou a estudar reprodução humana melhoraram o tratamento, como a injeção intracitoplasmática de espermatozoides (ICSI) e o diagnóstico pré-implantacional do embrião. Alan acredita também que o número de 5 milhões de bebês nascidos por FIV no mundo desde que a técnica passou a ser utilizada continuará crescendo rapidamente. "Em alguns países, 4% dos bebês são provenientes de FIV", diz.

Ele também considera importante o desenvolvimento de pesquisas com células-tronco embrionárias, que estuda desde 1998. Ele mudou sua linha de pesquisa devido a seu interesse na busca da cura para diferentes doenças, como HIV, diabetes e Parkinson. Hoje é presidente do Instituto de Medicina Regenerativa da Califórnia, nos Estados Unidos. O instituto recebeu neste ano US$ 150 milhões para realizar pesquisas com células-tronco e levar estudos à fase de testes clínicos.

Embora Alan não tenha como foco de suas pesquisas a reprodução humana, ele não descarta a importância das células-tronco nessa área. "No futuro, será possível produzir espermatozoides ou óvulos a partir de muitas células. O resultado vai ser mais efetivo, utilizando células do cordão umbilical, que são mais jovens", afirmou ao Terra em entrevista por e-mail.

Lado ético 

Embora liberados no Brasil desde 2008 e em muitos outros países, os estudos com células-tronco embrionárias ainda levantam discussões éticas. "Nós temos observado uma preferência pela utilização das células-tronco adultas e não as embrionárias, até porque consideramos o embrião uma vida, o que envolve toda uma questão de proteção e cuidado", Paulo Taitson, professor da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais e especialista em bioética e reprodução humana.

Para ele, os outros tipos de células-tronco seriam melhores. "Sob o aspecto científico, as pesquisas com células-tronco adultas têm dado resultados muito melhores com uma perspectiva mais adequada. Acreditamos que possam preencher toda a demanda", afirma.

Alan acredita que a sociedade deve aceitar e estimular a utilização das células-tronco em geral. "Os 5 milhões de bebês pós-FIV significam uma boa medicina. A mesma medicina poderá ajudar milhões de pessoas por meio das células-tronco. Boa medicina, baseada em evidências", afirma.

Confira a matéria no portal Terra

Imagem: Thinkstock