sexta-feira, 17 de julho de 2009

Participe do Dia dos (Futuros) Papais

Gostaríamos de convidar a todos para o Dia dos (Futuros) Papais, que vai acontecer no Hospital Barra D’Or, no dia 8 de agosto (sábado), das 10h às 13h.

São duas palestras em homenagem ao Dia dos Pais:

10h - “Fertilidade conjugal”, com a Dra. Maria Cecília Erthal, diretora-médica do Centro de Fertilidade da Rede D’Or

11h30 - “Célula-tronco adulta e congelamento do sangue de cordão umbilical”, com a PhD em Ciências Morfológicas, Maria Helena Nicola, PhD em Ciências Morfológicas e coordenadora de Pesquisa & Desenvolvimento da Cryopraxis – Criobiologia.

As vagas são gratuitas e todos os participantes receberão uma entrevista com avaliação e aconselhamento sobre fertilidade, a ser agendada durante o evento.

CLIQUE AQUI E FAÇA A SUA INSCRIÇÃO!

Temas abordados:
Causas da infertilidade feminina e masculina;
Técnicas de investigação da fertilidade;
Relação sexual programada;
Inseminação intra-uterina;
Fertilização in vitro;
Injeção intra-citoplasmática de espermatozóides;
Congelamento de óvulos e espermatozóides;
Doação de óvulos;
Banco de sêmen;
Diagnóstico genético de embriões;
Células-tronco embrionárias – o que são e pesquisas na área;
Células-tronco adultas – o que são, usos atuais e futuros;
Congelamento de sangue de cordão umbilical – como funciona e quais são as vantagens;

Local: Auditório do Hospital Barra D’Or
Endereço: Av. Ayrton Senna, 2541 - Barra da Tijuca - Rio de Janeiro


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A modernidade que colabora para a infertilidade masculina
















Ah, os males modernos... As invenções, às vezes, podem trazer tantos benefícios quanto transtornos. Um estudo divulgado no mês passado relaciona o uso excessivo de laptops sobre o colo a uma redução da fertilidade masculina. Veja matéria completa no site da Info.

Fato é que a natureza foi sábia ao posicionar os testículos na bolsa escrotal, pois a temperatura interna do corpo é muito alta para a produção dos espermatozóides. Então, ela providenciou esse jeito fácil de refrescá-los. Mas, com o desenvolvimento das civilizações e as intempéries do clima, criou-se o hábito de utilizar roupas como cuecas e calças - com exceção, é claro, dos escoceses com seus kilts, dos índios e dos nudistas! Assim, começamos a fazer o primeiro método de controle natural de fertilidade.

Mas, isso não era suficiente. Tivemos que inventar mais alguma coisa... E a revolução industrial nos deu os motores a explosão. Naquela época, e até muito pouco tempo atrás, os motoristas se sentavam próximo aos motores e o calor irradiado diminuía a sua fertilidade. O tempo passa e é vista a correlação entre a temperatura e a infertilidade de muitos dos nossos amigos "pilotos" de ônibus e caminhões. Os motores são mudados de lugar, mas não nos damos por satisfeitos... Vem a revolução tecnológica.

Os tempos contemporâneos nos trouxeram mais um alento: os computadores. Hoje em dia, não conseguimos mais imaginar nossas vidas sem eles!

Com o tempo, eles foram diminuindo de tamanho e agora os levamos para todos os lugares. Infelizmente, nem sempre temos uma mesa aonde apoiá-los, sobrando, então, o nosso velho e formidável colo. Aliás, essa função já esta até no nome: laptop: “para colocar em cima do colo”. É só recostar em algum lugar, apoiar essa pequena maravilha no colo e pronto, aqui estou eu me comunicando com vocês!

Quem o usa por muito tempo, assim como eu, sente o desconforto do calor que ele irradia. O meu processador, por exemplo, está a 58ºC, bem desconfortável. Ou, pelo menos, estava. Agora, carrego com ele mais uma novidade: um apoio com dois ventiladores que funcionam ligados à porta USB. Existem vários modelos no mercado, uns mais modernos, à base de gel que se liquidifica ao esquentar, e outros mais ecológicos, feitos com garrafas PET. Mas o mais importante é que com eles ficou ainda mais confortável escrever para vocês!

É a modernidade ajudando a consertar o que a própria modernidade causou. Agora só estou esperando sair a conclusão do estudo sobre a radiação eletromagnética dos celulares... Mas já dou um aviso: o meu já não anda mais no bolso!

Por Dr. Cassio Sartorio
Ginecologista da equipe do Centro de Fertilidade da Rede D’Or

terça-feira, 14 de julho de 2009

Como funciona o sistema reprodutor feminino?

Estamos iniciando uma nova fase no blog, buscando uma maior interação com nossos leitores. Para isso, preparamos uma lista muito especial com as principais dúvidas que costumamos responder. Envie suas perguntas (fertilidade@barrador.com.br), comente, fique à vontade... nosso blog é feito para você!

O sistema reprodutor feminino depende do correto funcionamento de quatro componentes do corpo: o cérebro, o ovário, a trompa de Falópio e o útero. A mulher já nasce com a quantidade exata de óvulos que vai ter por toda a sua vida. Esses óvulos ficam dentro de pequenos sacos preenchidos de líquido, chamados de folículos.

Todo mês, o cérebro manda uma mensagem a partir da glândula pituitária, estimulando o crescimento dos folículos e, por esse motivo, esse hormônio se chama folículo estimulante (FSH). Sob a influência do hormônio, um grupo de folículos começa a crescer. Porém, por volta do 14º dia do ciclo menstrual, apenas um folículo dominante é realmente selecionado para ovular. Esse folículo pode estar no ovário direito ou esquerdo. Com o crescimento, o folículo produz um importante hormônio chamado estrogênio, cuja principal função é estimular o crescimento do endométrio (tecido no interior do útero, que forma o “ninho” para o futuro bebê), que promove a implantação do embrião no útero.

No meio do ciclo, o folículo dominante atinge o diâmetro de 20 a 22 mm. Nesse momento, o cérebro libera um segundo hormônio, chamado de hormônio luteinizante (LH), que é o que desencadeia a ovulação.

Aproximadamente 36 horas após o pico do LH, o folículo libera o óvulo. É aí que entra em ação a trompa de Falópio, que capta o óvulo da superfície do ovário. Isso significa que, se a trompa não á capaz de realizar seu trabalho, a gravidez não acontece.

Durante a relação sexual, milhões de espermatozóides são depositados na vagina, quando ocorre a ejaculação. Enquanto o óvulo chega ao interior da trompa, esses espermatozóides nadam através do colo do útero, atravessam a cavidade uterina e chegam até a trompa, aonde a fertilização acontece.

Normalmente, após ser fertilizado, o óvulo leva cinco dias para atravessar a trompa, até o momento de chegar ao útero. Durante esse trajeto, as células estão em franco processo de divisão e, quando o embrião atinge o útero, já existem centenas de células e ele passa a se chamar blastocisto.

Uma vez o ovário tendo liberado o óvulo, o folículo remanescente é chamado de corpo lúteo, que produz tanto estrogênio, como um novo hormônio: a progesterona. A progesterona transforma o endométrio, já estimulado pelo estrogênio, em um tecido apto para a implantação do embrião, permitindo que a gravidez ocorra.

Caso a gravidez não aconteça, duas semanas após a ovulação, os níveis de estrogênio e progesterona caem, o endométrio, que é mantido por esses dois hormônios, começa a murchar e a menstruação acontece.

De uma maneira em geral, se comparada com outras raças, os seres humanos não são muito férteis. Nossas taxas de gravidez vão de 20 a 25% por ciclo, nos anos do pico da fertilidade, ou seja, até os trinta anos. E, a partir dos 35 anos, essa taxa cai para cerca de 12 a 15%.

Próxima pergunta: O que é infertilidade?

terça-feira, 16 de junho de 2009

Matéria da Veja fala sobre destino de embriões - participação do Centro de Fertilidade

Matéria da Veja desta semana discute o tema do que fazer com os embriões excedentes de tratamentos de fertilização in vitro. São cerca de 25.000 células estocadas em clínicas de reprodução espalhadas pelo país. É uma questão muito delicada, tanto para os especialistas, quanto os casais que recorrem a técnicas de fertilização assistida.

A Dra. Maria Cecília Cardoso, embriologista do Centro de Fertilidade da Rede D'Or, colaborou com a matéria, explicando que existem algumas opções para esses embriões e apesar da legislação vigente, que limita o destino das células, todas as decisões devem ser tomadas com o consentimento do casal. A maioria decide por preservá-los, para usá-los no futuro, ou mesmo por não se sentirem à vontade para descartá-los (60%, segundo a matéria). Já outros, preferem doá-los para pesquisas clínicas (20%), ou ainda para casais que não conseguem gerar embriões (10%). E, na minoria dos casos, alguns preferem descartar, ou até abandonar os embriões.

A revista traz ainda histórias interessantes de casais que congelaram embriões e tiveram que decidir que destino dar a eles. Confira, abaixo:








terça-feira, 10 de março de 2009

O que é sorodiscordância?

A sorodiscordância é a situação onde um dos parceiros num casal é portador de uma doença viral crônica, enquanto o outro não. Para o tratamento de fertilidade, as doenças que preocupam são aquelas que podem ser transmitidas por via sexual - por exemplo o HIV e o vírus da hepatite C (HCV).

Quando um casal sorodiscordante mantém relação sexual desprotegida, a chance de transmissão é de 0,12% por coito para o HIV1, 2 e de 13% para a Hepatite C3, e a probabilidade da mulher contrair o vírus da Hepatite C é três vezes maior do que a do homem4. Já a chance de transmissão da doença para o bebê quando a mulher possui HCV é de aproximadamente 2%, podendo chegar a 7% quando possui carga viral elevada4.

Pode parecer um número pequeno, mas para a criança infectada as conseqüências são preocupantes: o HIV a longo prazo leva a destruição do sistema de defesa do corpo, deixando a pessoa suscetível à doenças infecciosas oportunistas. Já a hepatite C pode levar ao aparecimento cirrose e de câncer no fígado.

O que a reprodução assistida tem a oferecer?

A reprodução assistida pode ajudar minimizando os riscos de transmissão entre o casal, principalmente quando o homem é o portador do vírus. Para isso, são empregadas técnicas especiais de preparo e lavagem do sêmen.

Quando a mulher é a portadora, a técnica utilizada na reprodução assistida é a tradicional, servindo exclusivamente para evitar a contaminação do parceiro. Nesse caso, é fundamental a realização de um pré-natal adequado, onde serão tomadas medidas para minimizar os riscos de transmissão para o bebê.

Segurança da técnica

Vários estudos científicos5, 6 já foram realizados para mostrar qual a melhor técnica a ser utilizada no preparo do sêmen. Atualmente, já há relato de mais de 3.300 de ciclos realizados na Europa somente em 2007 sem transmissão dos vírus entre o casal7.

Outras opções para o casal sorodiscordante

Quando um casal não deseja correr o risco de transmissão da doença do homem para mulher, existe a possibilidade de utilização de sêmen de doador com as mesmas características físicas do parceiro.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Síndrome dos Ovários Policisticos - SOP

Hoje em dia, a realização de exames de ultrassonografia transvaginal é uma rotina na avaliação ginecológica. Com isso, a identificação de cistos ovarianos aumentou, 20 a 30 % das mulheres apresentam essas alterações nos ovários. Porém, na maior parte dos casos, esses cistos não têm relação com doenças e desaparecem de forma espontânea. Em torno de 10% dos casos, os cistos são provocados por uma alteração hormonal, a síndrome dos ovários policísticos, conhecida como SOP, que geralmente ocorre associada a outros sinais.
Os principais sintomas se devem às alterações no ciclo menstrual, que pode ter longos intervalos, em torno de três meses entre uma menstruação e outra, ou ate mesmo a ausência da menstruação. Os ovários não conseguem completar o ciclo de ovulação, desenvolvem o folículo, que não amadurece e não sofre o processo de ovulação. Dessa forma esses pequenos folículos (que não ovularam), se acumulam no ovário e formam os microcistos. Nem sempre a presença de menstruação significa ovulação. A mulher pode menstruar todo mês e mesmo assim não ter ovulação.

Os ovários policísticos estão associados a alterações dos hormônios, com excesso de produção de hormônios masculinos (testosterona) o que promove: aparecimento de pêlos em locais do corpo feminino nos quais não deveria aparecer ( por ex. no rosto), aumento da oleosidade da pele com aparecimento de acne e acúmulo de gordura abdominal (aquela barriguinha desagradável), com tendência a obesidade. É esse conjunto que caracteriza a síndrome dos ovários policísticos. É uma doença endócrina, ou seja, uma alteração nos hormônios, que ameaça a fertilidade feminina, pela alteração na ovulação que provoca. Em alguns casos pode ocorrer uma resistência à atuação da insulina (hormônio que regula o açúcar no sangue) com tendência ao desenvolvimento de diabetes, assim como aumenta a chance do aparecimento de doenças cardiovasculares.

A síndrome dos ovários policísticos não tem uma causa conhecida, mas é sabido que ocorre uma disfunção no hipotálamo (glândula que regula a produção hormonal) e tambem uma resistência a ação da insulina. Ocorre então um, aumento na produção de insulina, que por sua vez estimula a produção excessiva de hormônio masculino pelos ovários, acarretando todos os sinais e sintomas que compõe a tríada clássica da SOP: obesidade, amenorréia (ausência da menstruação), infertilidade e hirsutismo (aumento de pêlos no corpo). É importante ressaltar, porém, que nem toda a mulher obesa necessariamente vai ter a síndrome de ovários policísticos, como nem toda a portadora do distúrbio ficará obesa.

O diagnóstico da Síndrome dos Ovários Policísticos é feito através de ultrassonografia pélvica ou transvaginal, exames clínicos e laboratoriais. Para o diagnóstico, basta que a mulher apresente dois dentre os sintomas:

· Ovários policísticos pela ultrassonorafia, apresentando mais de 12 folículos na superfície com aumento do volume ovariano acima de 10 cm3.

· Falta de ovulação ou deficiência (pode ocorrer também a ausência da menstruação).

· Sinais clínicos ou laboratoriais de aumento na produção de hormônio masculino (acne, queda de cabelo, aumento de pêlos no rosto, pele oleosa).

Mulheres que apresentam apenas sinais de ovários policísticos ao realizar o exame de ultrassonografia, mas sem alteração na ovulação ou sem sinais de excesso de hormônio masculino, não devem ser consideradas portadoras da SOP.

Todas as pacientes com diagnóstico sugestivo de SOP devem realizar outros exames de avaliação hormonal tais como: dosagem de prolactina, hormônios tireoidianos e hormônios produzidos pela glândula supra-renal.

A SOP pode levar a dificuldade em engravidar, devido à diminuição ou à falta de ovulação.
Se uma mulher que sempre teve ciclos regulares e começa a notar que o ciclo está se tornando longo, com um intervalo acima de 40 dias entre as menstruações, é bom procurar o seu ginecologista para uma avaliação.

O tratamento dessa síndrome hormonal vai depender do objetivo da paciente. Em geral, é indicado o uso de anticoncepcionais orais (pílula), que diminuem o aparecimento de pêlos, espinhas, cólicas ou mesmo o aumento de peso.

Caso a mulher queira engravidar, a primeira alternativa é o uso de indutores de ovulação e em alguns casos específicos, pode ser necessário um tratamento de reprodução assistida.

ATENÇÃO: Perder peso é fundamental, para a saúde, o bem-estar e principalmente às que desejam a gravidez!

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Gravidez acima dos 35 anos: riscos e cuidados

Quantas de nós, ao brincar de bonecas na infância, não imaginaram como seria quando tivéssemos nossos filhos de verdade? Quase todas, não é mesmo? Só que, nos últimos anos, muitas mudanças aconteceram e aquele sonho de menina foi ficando para trás. Por várias razões: a dedicação integral à vida profissional, a eterna busca da estabilidade financeira, a dificuldade em manter um relacionamento duradouro, ou simplesmente encontrar um parceiro que esteja emocionalmente preparado para ser pai... Assim, muitas mulheres chegam ao meu consultório com 35 anos ou mais, ansiosas por terem um bebê, numa verdadeira corrida contra o tempo. Mas isso pode não ser tão fácil nessa fase da vida.

É que nessa idade podem surgir problemas que dificultam a ocorrência da gravidez, como miomas uterinos, endometriose, doença inflamatória pélvica, distúrbios ovulatórios, doenças da tireóide e do colo uterino. Explico às pacientes que, caso estejam em algumas dessas situações, devem iniciar imediatamente o tratamento para não deixarem a doença continuar sua evolução. Na verdade, os exames ginecológicos devem ser preventivos, periódicos, para que qualquer problema seja tratado ainda no início e tenha uma boa resposta, evitando dessa forma seqüelas que podem alterar a fertilidade feminina.

A partir dos 40, aumentam os riscos de anomalias cromossômicas, alterações genéticas, como a síndrome de Down. Também por causa dessas alterações, as taxas de abortamento são maiores. Querem um exemplo em números? Os jornais Journal of the American Medical Association e American Journal of Human Genetics expõem os riscos de ter um filho com síndrome de Down correlacionado à idade: 0,5% a partir de 35 anos, 1,2% a partir de 37 anos, 6% a partir de 43 anos e 11% a partir de 45 anos.

É bom que se diga que não faço parte da corrente absolutamente contrária às mulheres que querem ter filhos mais tarde. Não se trata disso de jeito nenhum! Mas é bom frisar que na gravidez podem surgir intercorrências, tais como: ameaça de aborto, de parto prematuro, hipertensão, eclâmpsia, diabetes, descolamento prematuro da placenta, placenta prévia... Todas essas situações podem colocar em risco o desenvolvimento do feto. Mais do que isso: a vida da mãe e do bebê. Lembrando sempre, que quanto mais idade tem a mulher, maiores são as chances desse tipo de problema.

Para a mulher que planeja a gravidez, vale a pena lembrar os cuidados a serem tomados. Por exemplo: iniciar a suplementação com ácido fólico no mínimo três meses antes de engravidar, fazer acompanhamento de pré-natal (com realização de TODOS os exames solicitados), praticar atividades físicas, ter hábitos alimentares saudáveis e uma suplementação vitamínica. E, claro, acompanhar o desenvolvimento do feto através de exames de ultra-som.

Depois de pesar bem prós e contras, a decisão é sua. Mas não se esqueça de buscar o acompanhamento de um especialista, seguindo as indicações dele à risca. E boa sorte!