sexta-feira, 9 de março de 2012
Evento gratuito vai abordar o fantasma da infertilidade
Já pode separar um espacinho na agenda para o tradicional evento "Dia das futuras mamães", um encontro especial e dedicado inteiramente às mulheres que sonham com o momento de carregar no colo o tão desejado filho. No dia 5 de maio, a partir das 10h, no auditório do MD.X Barra Medical Center (Av. das Américas, 6.205, Barra da Tijuca - RJ), a especialista em reprodução humana e diretora médica do Vida, Maria Cecília Erthal, ministrará palestra repleta de informações valiosas sobre fertilidade e saúde reprodutiva. O evento é gratuito e todos os participantes vão receber avaliação e aconselhamento sobre fertilidade, que pode ser agendada após o encontro. Para participar, envie mensagem com nome completo e telefone de contato para o e-mail centrodefertilidade@donacomunicacao.com.br. As vagas são limitadas, não perca tempo!
Para mais informações, acesse o nosso site.
quinta-feira, 1 de março de 2012
Bebê em São Paulo nasce para salvar a vida da irmã
A medicina comemorou no início do mês o nascimento de Maria Clara Reginato Cunha, primeiro bebê geneticamente selecionado no Brasil, que veio ao mundo por um motivo nobre: salvar a vida da irmã Maria Vitória, de 5 anos, que sofre de talassemia major, uma doença genética rara, capaz de levar à morte. Os pais, então, se submeteram a um tratamento de fertilização in vitro, a fim de selecionar, em laboratório, embriões que fossem livres do gene causador da doença.
Com a ajuda da ciência – e um pouco de sorte também -, o casal conseguiu gerar dez embriões, dos quais um era 100% compatível com a irmã e livre do gene da talassemia major. Ele foi transferido para a mãe, que engravidou. No momento do nascimento, uma equipe médica recolheu células-tronco do cordão umbilical, que serão usadas no transplante de medula da irmã, ainda este ano.
O caso brasileiro lembra um outro anterior, ocorrido nos Estados Unidos, em que o jogador da NBA Carlos Boozer, que tinha um filho com anemia falciforme, também lutou para conseguir tratá-lo por meio de transplante de medula. Como a família não conseguia um doador compatível, resolvera utilizar a técnica de CGH (a mesma adotada pelos pais de Maria Clara) para buscar um filho que pudesse ajudar o irmão. Tiveram gêmeos, e com o sangue do cordão umbilical conseguiram células-tronco para fazer o transplante do filho mais velho. Por fim, Carlos, como forma de agradecimento, doou uma soma considerável para as pesquisas genéticas por CGH em anemia falciforme na África.
Vale a pena conferir em detalhe as matérias do jornal Estado de São Paulo e do Jornal Nacional, que tratam do tema e ajudam a entender melhor como a ciência tem auxiliado enormemente famílias que desejam ter filhos ou ajudar seus filhos a ter uma vida mais longa ou com mais saúde.
Dr. Cássio Sartorio
Especialista em reprodução assistida do Vida – Centro de Fertilidade da Rede D’Or
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
Cientistas dão passo significativo no tratamento da infertilidade masculina
Que alegria fazer o primeiro post de 2012! Que este seja um ano bem especial para todos nós!
Recentemente, o portal G1 anunciou que cientistas na Alemanha e em Israel conseguiram produzir esperma em laboratório (leia a matéria aqui). Lembrei-me do nosso post de 1º de setembro de 2011 (http://tinyurl.com/6sl8ob2), em que fiz um pequeno texto comentando a matéria que divulgava a descoberta de um grupo de pesquisadores da Universidade de Kyoto: “Produção de espermatozóides a partir de células tronco de camundongos”. Que bom que existem muitos grupos de cientistas ao redor do mundo contribuindo para novos avanços na área da Reprodução Assistida! Os estudos ainda estão sendo realizados com modelos animais, mas acredito ser o início da realização do sonho de pai biológico, que hoje parece impossível ao homem que não produz espermatozóides. Sem falar na possibilidade de uma mulher obter uma produção verdadeiramente independente.
Falando sobre fertilidade masculina, recentemente li um artigo bem interessante. Na verdade, preocupante, sobre a piora da qualidade seminal ao longo dos anos.
Um estudo, analisando amostras seminais de 14.947 homens normais provenientes de 61 centros diferentes, indicou que houve uma diminuição de aproximadamente 50% na concentração espermática no período de 1938 a 1990. Apesar de termos que considerar a falta de padronização entre os diferentes serviços e os erros dela decorrentes em um período tão extenso, a verificação da diminuição da concentração espermática ao longo dos anos é um fenômeno que não pode ser ignorado. Hoje, aproximadamente 10% a 12% de toda a população masculina que procura uma clínica de Reprodução Assistida apresenta redução grave da concentração (abaixo de 5 milhões de espermatozóides/ml) ou azoospermia (ausência de espermatozóides no sêmen).
O artigo também chamava a atenção para o alarmante crescimento na incidência de câncer de testículo, o qual está aumentando na proporção de 2% a 4% ao ano em homens com idade inferior a 50 anos. Tenho visto um grande número de jovens que procuram a clínica para realizar congelamento de sêmen, pois serão submetidos a tratamentos oncológicos. Ainda bem que cada vez mais oncologistas se conscientizam da importância de oferecer esta orientação ao paciente, pois as drogas quimioterápicas e a radiologia podem ser bastante prejudiciais às gônadas (testículos e ovários) e comprometerem a fertilidade de homens e mulheres que se submetem a tratamentos contra câncer.
Pois é, atenção, homens! O estudo foi bem claro: a fertilidade de vocês está ameaçada. Então, aproveitando o início do ano e o clima de novos planos, sugiro que o cuidado com a qualidade seminal esteja na sua lista (independente se o seu espermograma já apresentar alguma alteração). Para facilitar, preparei uma listinha com alguns vilões da fertilidade masculina:
- temperatura elevada próximo aos testículos (trabalho próximo a motores, fornos, uso de laptops no colo)
- tabagismo, alcoolismo, maconha e outras drogas
- obesidade
- anabolizantes
- trauma testicular
- varicocele
- infecções do trato genital
- toxinas do meio ambiente (pesticidas, solventes)
- metais pesados (chumbo, cromo, mercúrio, cobalto, cádmio, cromo, alumínio, lítio, arsênico)
Fernanda Couto Ferreira
Biomédica do Vida - Centro de Fertilidade da Rede D'Or
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Dr. Paulo Gallo recebe honraria na Alerj
Uma sessão solene na Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), hoje, às 18h30, homenageará o Dr. Paulo Gallo com o título de Cidadão Benemérito do Estado do Rio de Janeiro. A honraria foi concedida pelo Deputado Estadual Átila Nunes Filho e premia o médico pelos serviços prestados aos cidadãos cariocas. A cerimônia será no Plenário Barbosa Lima Sobrinho e transmitida ao vivo pelo canal do órgão na NET. Merece!
terça-feira, 22 de novembro de 2011
Amanhã tem dobradinha de entrevistas com o Dr. Paulo Gallo
Amanhã, às 11h, o especialista em reprodução humana e diretor médico do Vida, Dr. Paulo Gallo, é novamente o convidado do programa "Reclamar adianta", na rádio Bandeirantes (1360 AM). Antes, às 10h, o especialista fala a rádio Bandnews (94.9 FM) sobre o seu projeto pioneiro de presentear o Rio com um centro gratuito de reprodução humana.
Gallo, durante sua participação no programa comandado pelo deputado Átila Nunes.
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Doação de gametas - a delicada escolha de contar ou não aos filhos
Artigo do jornal Folha de São Paulo da semana passada levanta um tema muito comentado ultimamente na mídia: a questão das crianças nascidas a partir de gametas – óvulos e sêmen – doados, por meio de reprodução assistida.
A meu ver, todas as opiniões neste campo são muito pessoais, mas quem tem mais vivência, geralmente, emite opiniões com mais sabedoria. Vou me valer dos 21 anos de vivência nesta área, para tentar emitir uma opinião... Espero que, com alguma sabedoria...
Inicialmente, como mãe, filha, neta e irmã de uma família grande e muito amorosa: não existem regras para educação dos filhos, o que vale e o que sempre valeu é o amor e a sensibilidade. Geralmente é a vida que vai nos mostrar os caminhos e é por isso, como gente, e não como médica, que eu recomendo, aos casais que me perguntam se devem ou não contar aos filhos, que não se preocupem com isso agora e que deixem a vida lhes indicar se devem ou não conversar com a criança, adolescente, ou mesmo adulto, sobre o assunto.
No Brasil, a doação de gametas é sempre anônima, no entanto, o indivíduo, na sua maioridade, se souber que foi gerado de um gameta doado, seja óvulo ou espermatozóide, tem o direito de buscar a identidade do pai ou mãe genética. Isso é um direito, independente de uma doença grave. Acho o anonimato muito sensato, já a busca pela origem genética, no meu entender, funciona mais como uma tentativa de preencher as lacunas (vazios) que a vida deixou do que propriamente uma busca de identidade.
Nesses anos todos trabalhando com Reprodução Assistida, tive contato com uma centena de casais que utilizaram tanto sêmen, quanto óvulos doados e até mesmo embriões doados. Não me lembro de nenhum que tenha rejeitado, ou se tornado infeliz pela decisão de ter filho nessas circunstâncias. Lembro bem, isso sim, de casais esfuziantes de tanta felicidade.
No entanto, não tive contato com as crianças e nenhum estudo foi conduzido, nos serviços em que trabalhei, com este público. Provalmente, porque cada família tem suas particularidades e não cabe a nós instigarmos dúvidas ou questionamentos.
Um dia saberemos da demanda dessas crianças, mas teremos que acumular o depoimento dos raros casos que necessitam desta informação.
Maria Cecília de Almeida Cardoso
Embriologista chefe do laboratório de Reprodução Humana Assistida
Pais relutam em revelar verdade a filhos gerados com gametas doados
por Cláudia Collucci
A questão do anonimato nas doações de óvulos e sêmen suscita debates éticos e jurídicos em todo o mundo.
Em países como a Inglaterra e a Bélgica, a criança tem o direito de saber sobre sua história, quando atinge a maioridade. Nos EUA, por meio da internet, jovens gerados com o sêmen de um mesmo doador já conseguem localizar os "meios-irmãos".
Mas a quebra do anonimato tem um impacto nas doações. No Reino Unido, por exemplo, clínicas de reprodução viram despencar o número de doadores de sêmen.
No Brasil, não há leis normatizando a questão, mas uma resolução do CFM (Conselho Federal de Medicina) prevê que a doação de gametas seja anônima.
Só em situações de doença grave as informações sobre os doadores podem ser fornecidas para os médicos - desde que a identidade deles seja resguardada.
A resolução também estabelece que um mesmo doador de gametas produza, no máximo, duas gestações de sexos diferentes numa área de 1 milhão de habitantes.
Mas, imaginando uma cidade como São Paulo, com cerca de 11 milhões de habitantes, isso não evitaria a possibilidade de incesto pela união de filhos de um doador.
Transparência
No âmbito privado, a maioria dos casais brasileiros que recorre aos gametas doados manifesta a vontade de não revelar isso ao filho.
Em geral, esses casais buscam um doador com características físicas e psicológicas próximas às suas, pois desejam um filho à sua imagem e semelhança.
Os próprios especialistas em infertilidade costumam desencorajar seus pacientes a contar a verdade, sob o argumento de que isso trará mais prejuízos do que benefícios à criança.
Os psicólogos discordam e dizem que o segredo pode gerar fantasias infantis ainda piores. E há médicos que lembram que a herança dos genes precisa ser conhecida para prevenir doenças futuras.
Enquanto isso, o mercado editorial nos EUA já tem livros para ajudar os pais a fazer a revelação de forma lúdica.
O fato é que os conflitos gerados no passado sobre o segredo em torno da adoção deveriam servir de lição para que o mesmo não ocorra, agora, com os filhos da reprodução assistida.
terça-feira, 6 de setembro de 2011
Vida participa de projeto que presenteia o Rio com o primeiro centro gratuito de reprodução humana
A iniciativa do diretor médico do Vida – Centro de Fertilidade da Rede D’Or, em parceria com a Secretaria Estadual de Saúde, vai presentear o Rio de Janeiro com o primeiro centro gratuito de reprodução humana assistida. O serviço será fornecido pelo Hospital Universitário Pedro Ernesto e pretende atender até 20 casais por mês.
Toda a obra de adaptação do centro cirúrgico e as despesas com materiais serão custeados pelo Governo Estadual, por meio da Secretaria de Saúde.
Segundo Paulo Gallo, idealizador do projeto, além de igualar o Rio às demais capitais que já oferecem esse tipo de serviço, o centro vai ajudar a resolver um problema de saúde pública no Estado. “A infertilidade atinge de 10% a 15% dos casais e agora a população mais carente vai ter acesso gratuito ao tratamento”.
Confira abaixo a matéria na íntegra ou clique acesse o portal do jornal O Dia.
Informe do Dia: Rio ganhará primeiro centro gratuito de reprodução humana
Tratamento de fertilização que custa cerca de R$10 mil poderá ser feito de graça
Rio - U ma das poucas capitais do país que não conta com o serviço, o Rio de Janeiro ganhará seu primeiro centro gratuito de reprodução humana. O setor será instalado no Hospital Universitário Pedro Ernesto, em Vila Isabel, e atenderá de 15 a 20 casais por mês.
Técnicas como a fertilização in vitro poderão ser realizadas de graça. Na rede privada, o custo de um tratamento como este não sai por menos de R$ 10 mil. O centro será fruto de parceria entre o idealizador do projeto, o médico Paulo Gallo de Sá, e a Secretaria Estadual de Saúde .
Parceria
Chefe do setor de Infertilidade do Pedro Ernesto, Paulo Gallo de Sá conseguiu que a Secretaria Estadual de Saúde pague pelas obras de adaptação do centro cirúrgico e também ajude o projeto com as despesas mensais de material.
Saúde pública
De acordo com Paulo Gallo de Sá, especialista em reprodução humana, a infertilidade atinge de 10% a 15% dos casais brasileiros. “É problema de saúde pública e, no Rio, as pessoas não têm acesso ao tratamento gratuito”, afirma ele.
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