quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Um é pouco, dois é bom. Três é demais!

A nova edição da revista KIDS in conta com uma reportagem muito interessante sobre gravidez múltipla, narrando histórias de pais e mães que garantem que, apesar da trabalheira, cuidar de seus pimpolhos gêmeos vale muito a pena. Tive a oportunidade de participar dessa matéria descrevendo um pouco de minha experiência no acompanhamento de gestantes nessa situação e indicando os principais cuidados que elas devem ter para evitar riscos de prematuridade e outras complicações.

Confira abaixo a reportagem na íntegra clicando em cima de cada páginca ou acesse o site da publicação.
































































































Dra. Maria Cecília Erthal – especialista em reprodução humana assistida, diretora-médica do Centro de Fertilidade da Rede D’Or

Especialista em vídeo-endoscopia ginecológica e Reprodução Humana Assistida, a ginecologista e obstetra ajuda casais inférteis há mais de 15 anos e tem extensa experiência com patologias que prejudicam a fertilidade feminina. A partir de 2003, passou a atuar mais diretamente com reprodução humana assistida e desde a criação do Centro de Fertilidade da Rede D’Or, em 2005, é sua diretora clínica. O Centro é certificado pela Rede Latino-Americana de Reprodução Humana e já conta com taxas de gravidez similares às européias: 80,5% de gravidez única, 16,7%, gemelar e 2,8%, trigemelar.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

A dieta da fertilidade




















Pesquisas recentes comprovam que a alimentação das mulheres influencia diretamente tanto nas chances dela engravidar, quando no bem-estar e qualidade de vida da mãe e do bebê. Uma reportagem do portal Globo.com aborda algumas das dicas da coautora do livro 'Mães saudáveis têm filhos saudáveis' para as mulheres que pretendem engravidar. Entre as recomendações citadas na reportagem estão parar de fumar, reduzir o consumo de adoçantes e produtos industrializados, evitar bebidas alcoólicas e que contenham cafeína em sua composição, bem como ingerir ômega 3 e vitaminas complementares diretamente ligadas à fertilidade.

O que verificamos na rotina com as pacientes e que constumamos indicar é que as mulheres devem ter como hábito uma alimentação saudável, não apenas quando estão querendo ter filhos, pois podem engravidar de forma inesperada. O ideal é que todas as mulheres mantenham hábitos alimentares saudáveis durante a vida toda.

A dieta da fertilidade

Publicada em 21/12/2010 às 08h39m | Maria Vianna

RIO - Cada vez mais, estudos comprovam que a alimentação adequada pode influenciar diretamente nas chances de engravidar. Segundo a nutricionista funcional Denise Carreiro, coautora do livro 'Mães saudáveis têm filhos saudáveis', o estado nutricional antes e durante a gravidez é crítico tanto para a mãe quanto para o bebê, e vai determinar o bem-estar e a qualidade de vida de ambos.

Quem está pensando em engravidar deve fazer um exame completo para avaliar desequilíbrios ou carências nutricionais. Reduzir o consumo dos aditivos, como os adoçantes, e dos produtos industrializados também é uma boa opção, já que ambos podem interferir na absorção de vitaminas e minerais essenciais.

- A alimentação saudável deve ser habitual porque muitas mulheres engravidam sem se programar - alerta a nutricionista.

Confira as principais dicas da especialista para quem está tentando engravidar:

- Pare de fumar: O tabaco reduz a fertilidade e pode danificar a qualidade dos óvulos. Mulheres que respiram a fumaça do cigarro com frequência ou têm um parceiro fumante costumam sofrer dos mesmos efeitos. As substâncias tóxicas como cádmio, chumbo, cianeto e monóxido de carbono também reduzem ou impedem a absorção de nutrientes e aumentam o risco de aborto espontâneo no início da gestação.

- Evite as bebidas alcoólicas: Pesquisas demonstram que mulheres que consomem menos de cinco copos de álcool por semana têm de duas a quatro vezes mais chances de engravidar do que aquelas que bebem mais do que essa quantia. Para alguns médicos, o ideal é riscar o álcool do cardápio por completo.

- Diminua o consumo de cafeína: Chá, mate, refrigerante e, claro, café, impedem a absorção de ferro, um mineral essencial para a saúde feminina. Além disso, estudos comprovam que apenas uma xícara de café por dia pode reduzir em 50% as chances de engravidar rápido.

- Não esqueça do ômega 3: O ácido graxo essencial, encontrado em peixes como a sardinha e o salmão, ajuda a regular hormônios e tem ação anti-inflamatória. Evite apenas o atum, que costuma ter uma alta concentração do mercúrio, substância tóxica para o feto.

- Fique de olho nas vitaminas: Alguns minerais estão diretamente ligados com a fertilidade. Entre eles o zinco, as vitaminas do complexo B, o selênio, a vitamina E, a vitamina A e o magnésio. O ideal é preferir os nutrientes dos alimentos, não de um suplemento vitamínico. Cuidado para não exagerar, já que o excesso de vitaminas pode ter um efeito prejudicial.

- Comece a tomar ácido fólico: Se você está pensando em engravidar, comece a tomar o suplemento vitamínico. A recomendação é de ao menos 400 mcg diários pelo menos 3 meses antes da concepção. A deficiência desta vitamina está ligada a defeitos no fechamento do tubo neural do bebê.

- Nada de dietas malucas: Faça sempre café da manhã, almoço, lanche e jantar, e inclua carboidratos integrais, legumes, proteína animal e fruta de sobremesa. Beba 2 a 3 litros de água (se quiser, adicione água de coco e sucos naturais, em quantidades pequenas) e evite os líquidos durante as refeições para não dilatar o estômago ou atrapalhar a digestão.

Evite o consumo de enlatados ou industrializados: Risque do cardápio os temperos prontos, os pratos congelados, os molhos artificiais, os embutidos (linguiça, salsicha, peito de peru, mortadela, salame e carnes processadas), biscoitos recheados, salgadinhos de pacote, iogurtes com corantes artificiais, balas e produtos que você tenha dúvidas sobre a composição.

Cuidado com os alimentos crus: Carpaccios, maioneses caseiras, carnes mal passadas, queijos não pasteurizados e comida japonesa podem conter salmonela ou outros tipos de bactérias que podem causar infecções graves.

Acesse o portal Globo.com e confira a reportagem na íntegra.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Novo estudo aponta congelamento de tecido ovariano como opção para mulheres que desejam ter filhos depois dos 40 anos




















Nova pesquisa mencionada em matéria da revista Veja de outubro deste ano me chamou a atenção. A questão do congelamento de tecido ovariano está, definitivamente, muito em voga, mas além de falar a respeito da técnica e de seu valor indiscutível, é preciso tratar sobre alguns pontos que talvez não sejam tão discutidos pela mídia.

Realmente o congelamento de tecido ovariano é uma alternativa para a preservação da fertilidade superior ao congelamento de óvulos, pois oferece uma perspectiva de um maior número de óvulos recuperados. Na opção do congelamento de óvulos, temos que lançar mão da fertilização in vitro (FIV/ICSI), após o descongelamento, quando a mulher quiser engravidar futuramente. Quanto mais óvulos ela tiver congelado, maiores serão as chances de conseguir obter a gestação - lembrando sempre que nem todos os óvulos resistem ao congelamento, nem todos que resistem fertilizam, nem todos que fertilizam se transformam em embriões de boa qualidade para transferência e nem todos os embriões transferidos para o útero conseguem implantar para uma gestação.

Já no congelamento de tecido ovariano, o próprio ovário retoma a sua função e a gestação pode ocorrer de forma espontânea, natural... ‘Como nos velhos tempos’. No entanto, é importante lembrar que a fonte também se esgota. Um fragmento muito pequeno de tecido tem um estoque de óvulos menor que um fragmento maior, obviamente. Os ovários têm uma superfície de aproximadamente 30 cm² e cada centímetro dessa superfície (é na superfície que fica a reserva dos óvulos) terá uma capacidade variável de óvulos, o que varia de mulher para mulher e de sua idade.

O Dr. Sherman Silber, mencionado na matéria, tem algumas gestações de sucesso com a técnica de congelamento de tecido ovariano e é um cientista que vem obtendo importantes conquistas nesta área, mas a maioria de suas pacientes teve o tecido congelado por motivos de câncer ou por transplante de irmãs gêmeas idênticas, quando uma delas tinha falência ovariana. Na maioria das vezes, um dos ovários era retirado totalmente e vários fragmentos eram congelados.

No entanto, ainda não se tem respostas de quanto de ovário, na juventude, se deve tirar para garantir a retomada do funcionamento daqueles fragmentos congelados. Por isso, eu fico com o Dr. Tony Rutherfor (também citado por Veja) quando diz que é necessário se ter um maior número de casos analisados antes de se oferecer esta técnica com um seguro garantido da fertilidade feminina.

Outro ponto importante que também deve ser considerado é o valor do tratamento. Não é correto comparar custos de maneira simplista, afirmando que em uma técnica é necessário a FIV/ICSI e na outra a gestação pode ocorrer de forma espontânea (o que nem sempre ocorre). A cirurgia para retirada dos fragmentos de ovário, o congelamento desse material, a manutenção do tecido congelado, o descongelamento futuro, a cirurgia para reimplante e o acompanhamento clínico desse tratamento também têm custos elevados. Assim, o mais indicado ainda é discutir caso a caso com o especialista e aguardar o avanço das pesquisas na área para garantir a validade dessa técnica para mulheres saudáveis acima de 40 anos.

Maria Cecília Cardoso
Embriologista e chefe do laboratório de Reprodução Humana Assistida do Centro de Fertilidade da Rede D'Or

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Mas, afinal, o que faz um embriologista?

A embriologista Fernanda Couto, do Centro de Fertilidade da Rede D'Or, participou do programa 'Ao Ponto', do Canal Futura, que trata das mais diversas profissões e no vídeo abaixo fala um pouquinho da sua experiência na área. Confira!

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Repouso absoluto durante a gravidez pode fazer mal















Uma estudiosa americana da eficiência do repouso absoluto acaba de publicar um artigo sobre a real funcionalidade dessa prática para evitar partos prematuros. Ela chegou à conclusão de que não existe nenhum benefício comprovadamente verdadeiro na prática e que esse tipo de descanso em excesso, pode, inclusive, levar tanto o bebê quanto a mãe a terem problemas físicos e psicológicos.

Em uma reportagem do portal IG Delas, a ginecologista e obstetra do Centro de Fertilidade da Rede D'Or, Dra. Maria Cecília Erthal, analisa que a prática deve ser analisada individualmente por cada gestante. Segundo ela, o repouso irrestrito pode gerar um nível muito alto de ansiedade em algumas mães, o que também pode ser prejudicial ao desenvolvimento do bebê.

Repouso absoluto durante a gravidez pode fazer mal

Pesquisadora na área de enfermagem contesta a prescrição de ficar na cama, até mesmo em gestações de risco

Livia Valim, especial para o iG São Paulo

Há mais de 20 anos estudando a eficácia do repouso absoluto, Judith Maloni, professora de enfermagem da Universidade de Case Western (EUA), acaba de publicar um artigo no periódico Biological Research for Nursing sobre suas conclusões. Segundo ela, não existe evidência científica que comprove a eficácia do repouso na cama para evitar partos prematuros. E o que é pior: o descanso pode trazer problemas físicos e psicológicos para a mãe e, consequentemente, para o bebê.

Nos Estados Unidos, cerca de 1 milhão de mulheres são aconselhadas anualmente por seus obstetras a ficar na cama o dia inteiro, levantando apenas para ir ao banheiro ou tomar banho. Essa prescrição pode ter dias ou mesmo meses de duração. “A falta de eficácia do repouso deitada não seria uma grande preocupação se não houvesse efeitos adversos. No entanto, as pesquisas também não conseguem apoiar a suposição de que o repouso absoluto é seguro tanto para a mãe quanto para o bebê”, escreveu Judith.

No Brasil não existem estatísticas oficiais para o número de grávidas que ficam de repouso, mas o ginecologista e obstetra José Bento de Souza acredita que cerca de 20 a 30% recebam esta prescrição em alguma fase da gravidez. “Realmente não existe nenhum trabalho científico sério comprovando que o repouso inibe contração, sangramento ou parto prematuro. Mas se você não pedir para a paciente que está com contrações fazer repouso, ela vai mudar de médico. É um pensamento já tão arraigado na cabeça das pessoas que vão te achar louco se não houver a prescrição”, diz.

Segundo José Bento, mesmo nos casos de fertilização in vitro não há evidências de que após o procedimento seja preciso descansar para aumentar as chances de sucesso. Mas as pacientes querem ficar de repouso. “Tem um trabalho do subconsciente muito forte para as mulheres acharem que estão fazendo tudo o que podem para a gravidez ser levada adiante. Se acontece um aborto e elas não repousaram, sentem-se culpadas”. Isabel Corrêa, ginecologista e especialista em reprodução humana da Huntignton Perinatal, no Rio de Janeiro, diz que também não há razão para abandonar as atividades normais por conta própria. “Não há evidências de que isto traga benefícios tanto para a mãe quanto para o bebê. Pode-se trabalhar até o último momento, sempre levando em conta as condições da mãe e do feto, que devem ser avaliadas pelo obstetra”.

Efeitos colaterais

Judith Maloni analisou diversos estudos científicos que compararam a situação de mulheres grávidas em repouso absoluto com as gestantes em suas atividades normais. Ela dividiu os males do descanso na cama entre fisiológicos e psicológicos. Dentre os fisiológicos, estão o risco de atrofia muscular, ganho de peso da mãe abaixo do esperado, pouco peso do bebê, perda óssea, trombose, fadiga, dores nas costas, mudanças na qualidade do sono, congestão nasal, refluxo, indigestão e lábios ressecados. Os danos comportamentais geralmente são sintomas de depressão, ansiedade e hostilidade.

“Para algumas mulheres, esse período sem atividade gera mais ansiedade do que se estivesse trabalhando, o que pode ser ruim”, explica a ginecologista e obstetra do Centro de Fertilidade da Rede D’Or, no Rio de Janeiro, Maria Cecília Erthal. Judith vai além e cita um estudo feito em 2003 demonstrando que até as crianças sofrem a consequência: mães que ficaram de repouso absoluto por ao menos 15 dias durante a gravidez relataram que seus filhos tiveram uma incidência significativamente maior de alergias, enjoos ao movimento e precisavam mais serem embalados para dormir do que os bebês de mães ativas.

Apesar das conclusões, o repouso absoluto para grávidas tem décadas de prescrição, por isso não é tão fácil mudar o pensamento de médicos e futuras mamães. Em alguns países, porém, há sinais de transformação. “No Canadá, por exemplo, novos guias de prática clínica publicados pela Sociedade de Obstetras e Ginecologistas declaram que o repouso deitada não é recomendado para tratar de pré-eclampsia e não existem evidências suficientes para recomendar este descanso absoluto para mulheres com problemas de hipertensão”, escreveu Judith na conclusão de seu artigo.

Acesse o site IG Delas e leia a matéria na íntegra.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Iniciativas em prol da preservação da fertilidade em pacientes com câncer

Em setembro passado, participei do 11º Congresso Brasileiro de Psico-Oncologia e IV Encontro Internacional de Cuidados Paliativos em Oncologia como debatedora sobre um estudo de caso de uma paciente com câncer de endométrio e que não havia sido bem orientada sobre a preservação da fertilidade antes da quimioterapia.

Apesar da crescente divulgação a respeito da importância de instruir os pacientes acometidos pelo câncer em idade fértil, ainda são inúmeros os casos de pessoas que não estão suficientemente informadas sobre como se prevenir nesses casos.

O evento, que reuniu 700 pessoas entre palestrantes e congressistas das Américas, Europa e África propiciou discussões profundas, chamando a atenção para este que é um dos desafios dos profissionais que lidam com o câncer, que é das patologias mais incidentes em todo o mundo. Apesar do assunto ‘amargo’, é preciso falar a respeito, uma vez que, com os avanços da Medicina, a expectativa de vida dos pacientes aumenta a cada ano e os sonhos não precisam terminar depois de enfrentar um câncer, muito pelo contrário.

Outro curso de que participei este mês abordou o tema de forma ainda mais específica. O Simpósio Internacional de Preservação da Fertilidade, que aconteceu em São Paulo nos dias 5 e 6 de novembro - www.chedidgrieco.com.br/simposio - tratou das técnicas de congelamento de tecido ovariano. Um dos convidados mais aguardados foi a Dra. Teresa K. Woodruff, mentora do Oncofertility Consortium - www.oncofertility.northwestern.edu/about-us. A especialista é uma pessoa espetacular, que faz um trabalho igualmente espetacular.

O Oncofertility Consortium, como eles mesmos dizem, tem o objetivo de abordar as complexas questões do cuidado com a saúde e a qualidade de vida que dos pacientes jovens com câncer, cuja fertilidade pode estar ameaçada pela doença ou pelo seu tratamento. Na figura abaixo, está um das ações do Oncofertility Consortium. Vale a pena conhecer.



Dra. Maria Cecília Cardoso

Embriologista e chefe do laboratório de Reprodução Humana Assistida do Centro de Fertilidade da Rede D'Or

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Uso de laptop no colo pode reduzir qualidade dos espermatozoides














Um estudo produzido pela State University of New York acabou por comprovar que o uso de laptop no colo por homens realmente pode trazer riscos à sua fertilidade. Segundo a análise, 29 jovens que mantiveram o aparelho sobre os joelhos tiveram a temperatura de seus testículos aumentada, mesmo os que utilizaram um suporte sob o computador.

De acordo com o especialista que conduziu a pesquisa, que está divulgada em matéria do portal Folha.com, após 15 minutos usando o computador dessa maneira, os homens já passam a ter a temperatura dos escrotos acima do nível considerado seguro. A situação é preocupante porque o ideal é que os testículos fiquem alguns graus mais frios do que o resto do organismo para uma produção satisfatória de espermatozóides de modo a auxiliar sua fecundação.

Uso de laptop no colo pode reduzir qualidade dos espermatozoides

DA REUTERS, EM NOVA YORK

Usar um laptop no colo, como o nome da máquina sugere ("lap" em inglês significa "colo"), pode não fazer bem à saúde reprodutiva masculina, de acordo com um estudo.

E há pouco que se possa fazer quanto a isso, além de usar a máquina sobre uma mesa, disse Yelim Sheynkin, urologista da State University of New York em Stony Brook e coordenador do estudo publicado pela revista "Fertility and Sterility".

No estudo, termômetros foram usados para medir a temperatura dos escrotos de 29 jovens que tinham laptops apoiados sobre os joelhos. Mesmo com um suporte sob o computador, os escrotos dos participantes se superaqueciam rapidamente.

"Milhões e milhões de homens usam laptops hoje em dia, especialmente na faixa de idade mais propensa a reprodução", disse Sheynkin.

"Depois de apenas dez ou 15 minutos, a temperatura de seus escrotos já está acima do que consideramos seguro, mas eles nem percebem", acrescentou.

De acordo com a American Urological Association, quase um em cada seis casais dos Estados Unidos enfrenta problemas de concepção. Em cerca de metade dos casos isso se deve a infertilidade masculina.

Sob circunstâncias normais, a posição dos testículos fora do corpo os mantêm alguns graus mais frios que o restante do organismo, o que é necessário para produção de esperma.

Nenhum estudo havia pesquisado o efeito dos laptops sobre a fertilidade masculina, até agora, acrescentou Sheynkin. Mas pesquisas anteriores demonstraram que aquecer o escroto em mais de um grau é o bastante para danificar os espermatozoides.

Ainda que fatores gerais de saúde e estilo de vida tais como nutrição e uso de drogas possam afetar a saúde reprodutiva, jeans e cuecas apertados em geral não são considerados fator de risco, porque as pessoas se movimentam quando os usam.

Mas apoiar um laptop sobre os joelhos, no entanto, exige manter as pernas imóveis e fechadas. Depois de uma hora nessa posição, os pesquisadores constataram que a temperatura dos testículos sobe 2,5ºC.

Um suporte para o laptop mantém a máquina mais fria e impede transferência de calor à pele, mas Sheynkin alertou que isso não ajuda muito a refrigerar os testículos e pode oferecer uma falsa sensação de segurança.

Veja a matéria também no site Folha.com.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Grã-Bretanha tem boom de mães com mais de 50 anos

















No mundo todo, as mulheres têm adiado cada vez mais o sonho da maternidade em função da carreira ou de outras prioridades. Isso se deve ao fato de, hoje, elas poderem contar com recursos da medicina para garantir filhos saudáveis e uma gravidez mais madura com o passar dos anos.

Dados do Office for National Statistics refletem esta realidade. Apenas na Inglaterra e no País de Gales, no ano de 2009, 107 mulheres com mais de 50 anos tiveram bebês. O número tende a ser atribuído às clínicas de fertilidade locais, que têm sido menos rígidas com as regras para que se realize uma fertilização in vitro (FIV), que geralmente são obtidas a partir da doação de óvulos por mulheres mais jovens.

O Brasil, cada vez mais, se depara com o mesmo quadro, conforme analisa Dra. Maria Cecília Erthal, diretora do Centro de Fertilidade Rede D'Or. Confira o conteúdo completo do estudo e casos de mães que optaram por essa solução, alcançando excelentes resultados, a partir da reportagem do site O Globo.com.

Grã-Bretanha tem boom de mães com mais de 50 anos

Publicada em 05/11/2010 às 09h28m BBC

A Grã-Bretanha está vivendo um boom de mulheres que têm filhos com mais de 50 anos de idade, segundo dados do Office for National Statistics.

Em 2009, 107 mulheres com mais de meio século tiveram bebês na Inglaterra e País de Gales, um aumento de 55% em relação ao ano anterior.

A mudança é atribuída a um relaxamento nas regras adotadas por clínicas particulares que oferecem fertilização in vitro (FIV) no país, quase sempre com óvulos doados por mulheres mais jovens.

Apesar de não haver um limite legal para tratamentos de fertilidade na Grã-Bretanha, as clínicas particulares normalmente não aceitavam mulheres com mais de 50 anos por acreditar que as taxas de sucesso eram baixas.

Agora, muitos médicos dizem que essa regra era arbitrária e que é mais importante levar em consideração a saúde da mulher, a idade do marido e a segurança financeira do casal.

Juliet Le Page teve um casal de filhos concebidos com óvulos doados através de FIV. O primeiro, Rafe, hoje com quatro anos, nasceu quando ela tinha 46 e Julia, de quase dois anos, nasceu quando ela já passava dos 50.

- Eu só conheci meu marido quando já tinha mais de 40 anos e foi aí que percebi que queria ter filhos. Sei que hoje sou uma mãe muito melhor do que teria sido aos 20, quando certamente colocaria meus interesses à frente dos meus filhos - disse Le Page à BBC Brasil.

Anúncio em ônibus


Inspirada por sua experiência com os tratamentos, Le Page criou a Fertility Concerns, uma organização que oferece aconselhamento para pessoas preocupadas com sua fertilidade. Segundo ela, o número de mulheres acima dos 50 anos procurando seus serviços tem aumentado muito.

- Na maioria dos casos, o fato de elas não terem tido filhos antes não foi uma escolha, não foi proposital. Muitas dessas mulheres só encontraram o parceiro certo muito tarde, como eu. Outras estão no segundo casamento e querem ter filhos com o novo marido. Há também os casos de pessoas que passaram a vida cuidando de parentes mais velhos e só quando eles morreram puderam pensar em si mesmas.

Mulheres que têm filhos depois dos 50 anos de idade costumam ser criticadas por colocar seu desejo de ser mãe acima do bem-estar da criança, mas a britânica Linda Weeks disse ter recebido muito apoio quando apelou para anúncios em ônibus londrinos pedindo uma doadora de óvulos.

"Nós nunca seremos Mamãe e Papai a menos que uma mulher maravilhosa de 36 anos ou menos possa nos ajudar doando alguns de seus óvulos", dizia o anúncio.

"Você é a nossa única chance de felicidade."

A tática deu certo. Em 2008, Linda, então com 55 anos, e seu marido Richard comemoraram o nascimento de Katy, após 14 anos de tentativas frustradas, graças a uma doadora anônima.

Tratamento no exterior


Muitas clínicas particulares britânicas ofecerem tratamento de fertilização in vitro em parceria com instituições no exterior, principalmente para mulheres mais velhas.

Segundo Le Page, isso acontece porque há um número limitado de doadores de óvulos e sêmen na Grã-Bretanha, o que pode levar a uma espera de até dois anos para a implantação do embrião, tempo precioso demais para mulheres que estão desesperadas para engravidar.

- Fiz meu primeiro tratamento na Escócia, mas na hora de ter o segundo filho decidi ir para Barcelona, na Espanha, onde eles são referência nesse tipo de procedimento e as coisas andam muito mais rápido&apos - disse a consultora de fertilidade.

Na Grã-Bretanha, o sistema público de saúde, o NHS, oferece o FIV de graça, mas as regras variam enormemente dependendo de onde a paciente mora. A lista de espera, por exemplo, é de 4 meses e meio, em média, no Leste do país, mas pode chegar a até dois anos na região central.

Em geral, o NHS oferece três ciclos de fertilização in vitro para mulheres até os 39 anos de idade. Nos tratamentos usando óvulos doados, o limite de idade é de 45 anos, na maioria dos casos.

Para as mulheres mais velhas, a única opção pode ser recorrer ao tratamento privado.
FIV no Brasil

No Brasil, parece haver uma tendência clara no aumento da procura de tratamento de fertilidade por mulheres acima dos 38 anos, segundo médicos do setor de reprodução assistida.

As clínicas ouvidas pela BBC Brasil disseram que apesar de não haver um limite formal de idade para a realização da fertilização in vitro no país, a maioria dos estabelecimentos ainda usa os 50 anos como idade de corte.

- O critério que adotamos como regra geral é que a mulher que vai se submeter ao tratamento precisa ter saúde e condições de criar o filho até a idade de ele sair da universidade, que seria algo entre os 25 e os 30 anos - disse a dra. Maria Cecília Erthal, diretora do Centro de Fertilidade da Rede D'Or, no Rio de Janeiro.

- Cerca de 40% de nossas pacientes estão entre os 40 e os 48 anos de idade. São mulheres que priorizaram a carreira, a estabilidade financeira e a escolha do parceiro certo e deixaram para ter filhos mais tarde.

Para as pacientes mais velhas, a taxa de sucesso na realização da FIV com os próprios óvulos é muito baixa, cerca de 5%, enquanto com óvulos doados este índice pode chegar a quase 60%, dependendo da idade da doadora.

Tanto no Brasil como na Europa, muitas vezes é adotada a "doação compartilhada", em que uma mulher mais jovem que está passando por um tratamento de fertilidade doa óvulos anonimamente para uma paciente mais velha em troca de um desconto.
'Seguindo os passos da Europa'

O diretor da Clínica Mater, em São Paulo, dr. Cristiano Eduardo Busso, acredita que o número de mulheres acima dos 50 anos procurando por tratamento de fertilidade ainda não seja tão grande no Brasil porque a população do país não é tão envelhecida como a da Europa.

- Daqui a alguns anos, vamos ser colocados no mesmo dilema ético que a Grã-Bretanha está passando agora. Há um conflito de interesses que surge quando aumenta a procura de mulheres mais velhas por tratamento, porque isso representa um filão econômico - disse o dr. Busso.

- Acredito que deveria haver uma orientação geral em relação à idade máxima para mulheres interessadas em fazer o tratamento para que essa decisão tão importante não seja tomada de modo arbitrário por cada estabelecimento.

Muitos médicos que defendem o tratamento para pacientes mais velhas dizem que hoje as mulheres de 50 anos estão mais em forma que as mulheres da mesma idade de 10 ou 20 anos atrás e, por isso, estariam muito mais preparadas para levar uma gravidez até o fim de forma segura. Mas nem todos concordam.

- As mulheres mais velhas de hoje em dia não são mais saudáveis nem menos saudáveis do que elas eram 10 anos atrás. A única diferença é que hoje contamos com uma tecnologia mais avançada para realizar os procedimentos e detectar possíveis riscos para a saúde da mãe - disse o diretor da Clínica Mater.

Para mais notícias, visite o site da BBC Brasil.

Acesse o portal O Globo e veja o conteúdo completo.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Composto de plásticos, bisfenol-A pode prejudicar qualidade do esperma
















Um composto químico que já era considerado perigoso para as crianças e que pode ser transmitido através do uso de mamadeiras, podendo causar infertilidade além de outros transtornos físicos e psicológicos, também pode afetar os adultos. A prova veio de uma pesquisa realizada recentemente pelo Instituto Nacional de Segurança e Saúde Ocupacional dos Estados Unidos, que avaliou a exposição de 130 operários chineses a altos níveis de Bisfenol-A e concluiu que eles apresentavam contagem de esperma bem inferior à dos homens que se mantiveram livres do contato com a substância.

A interferência do composto, encontrado com frequência em objetos de resina e plástico, levanta mais uma vez a questão de sua influência na qualidade do sêmen masculino. Confira a matéria completa abaixo ou no portal Estadão.

Composto de plásticos, bisfenol-A pode prejudicar qualidade do esperma

CHICAGO - Uma pesquisa feita com 130 operários chineses expostos diariamente a altos níveis do produto químico bisfenol-A, encontrado em resinas e plásticos, e outros 88 trabalhadores livres dessa substância revelou que os primeiros apresentavam baixa contagem de esperma entre duas e quatro vezes mais que o segundo grupo.

O estudo, financiado pelo Instituto Nacional de Segurança e Saúde Ocupacional dos EUA e o primeiro a avaliar a interferência do composto na qualidade do sêmen masculino, foi publicado nesta quinta-feira, 28, na edição online da revista Fertility and Sterility.

O levantamento é o mais recente a trazer à tona os riscos que o bisfenol-A pode oferecer à saúde, e sua divulgação ocorre duas semanas após o Canadá incluir o produto em sua lista de substâncias tóxicas.

O que ainda não se sabe é se a baixa contagem de espermatozoides e outros sinais de má qualidade do sêmen se traduzem na redução da fertilidade. O autor do estudo, Dr. De-Kun Li, cientista da Divisão Permanente de Pesquisas Kaiser, em Oakland, Califórnia, sustenta que homens podem ter filhos mesmo com contagens de espermatozoides muito reduzidas.

Mas a descoberta de Li de que o bisfenol-A pode afetar o esperma é preocupante porque se relaciona com pesquisas em animais e segue a linha de seu estudo anterior com os mesmos homens, que faz uma ligação entre a exposição ao composto e problemas sexuais.

Se essa exposição pode diminuir os níveis de esperma, "isso não pode ser algo positivo'' e são necessários novos levantamentos para verificar se há outros efeitos nocivos, segundo Li.

A professora de farmacologia e toxicologia Andrea Gore, da Universidade do Texas, que não estava envolvida no estudo, chamou-o de importante, mas ainda preliminar. "O resultado, no mínimo, sugere a possibilidade de o bisfenol-A ser uma das substâncias que causam alterações no esperma'', disse. Mas Andrea acredita que evidências mais fortes são fundamentais para provar que o produto é realmente culpado.

O bisfenol-A é usado na fabricação de resinas e no endurecimento de plásticos e encontrado em garrafas de plástico rígido, embalagens de alimentos com revestimento de metal, selantes dentários e óculos. A urina da maioria dos americanos contém níveis mensuráveis do composto.

Estudos em animais relacionaram esse produto químico a problemas de reprodução e câncer, o que levou ao gasto de milhões de dólares em novas pesquisas com seres humanos.

Steven Hentges, do Conselho Americano de Química, grupo que representa a indústria, afirma que a pesquisa na China "é de pouca relevância'' para os consumidores nos EUA, que normalmente estão expostos a níveis muito baixos de bisfenol-A, o que não significaria nenhuma ameaça à saúde.

A agência de vigilância sanitária americana Food and Drug Administration (FDA) tem avaliado a segurança desse produto químico, mas se recusou a informar se seguirá o exemplo do Canadá ao declarar tóxica essa substância.

Em comunicado enviado por e-mail, a FDA disse que está trabalhando com os Institutos Nacionais de Saúde dos EUA "para avançar na compreensão científica do bisfenol-A e informar nossas decisões".

Acesse o Estadão.com.br e confira a reportagem na íntegra.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Pesquisador sugere que mulheres congelem ovários aos 20 anos


Foi notícia em muitos jornais na semana passada a afirmação de um pesquisador britânico que garante que mulheres a partir dos 20 anos devem congelar parte de seus ovários para aumentar suas chances de ter um bebê após os 30 anos. [Matéria da Folha Online]

Guardar tecido ovariano é uma proposta bastante ousada, no meu entender, para mulheres que não têm a necessidade de ser submetidas a uma cirurgia ovariana por outras razões, como câncer de ovário, por exemplo. Uma cirurgia é sempre uma atitude muito invasiva: os riscos da anestesia, a inflamação que invariavelmente ocorre, e, por conseguinte, a possibilidade de fibrose, que tem como consequência, uma perda anatômico-funcional daquela região do ovário. Fora o fato de que são poucos os cirurgiões, ginecologistas ou não, com habilidade e a atitude conservadora em relação aos ovários.

Outra visão particular em relação a este artigo é a idade proposta. Vinte anos também é uma faixa etária bastante precoce para se decidir um "seguro de fertilidade". Eu estenderia isso para os trinta. Considerando o corpo e sua fisiologia de uma forma holística. Organismo e mente provavelmente amadurecem e se preparam para a maternidade numa outra fase da vida, que não a pós-puberdade. Aos trinta, a mulher ainda guarda boa parte da sua capacidade reprodutiva ovariana, além de ter tido tempo de se definir emocionalmente e profissionalmente... ou não... e aí, sim, pensar no seu "seguro reprodutivo".

Concordo que cinco a 10 óvulos é pouco para este "seguro", no entanto, as técnicas de congelamento estão se aperfeiçoando cada vez mais e garantindo o sucesso após o descongelamento. Portanto, se duplicarmos isso, o "seguro" torna-se mais concreto. Daí a minha visão conservadora: congelar, sim! Óvulos e não tecido ovariano. Aos trinta, se a mulher não tem parceiro e uma ambição profissional que não permite filhos nos próximos anos.

E o tecido ovariano? O congelamento de fragmentos desse órgão é extremamente importante nas neoplasias, quando a mulher vai se submeter a tratamentos esterilizantes e não há tempo para estimulação dos ovários antes do tratamento ou quando inevitavelmente vai se submeter a uma cirurgia com envolvimento dos ovários.

O artigo em questão, na minha visão, é importante porque é necessário conscientizar os médicos generalistas (no caso das mulheres, os ginecologistas) a orientarem cada vez mais sobre a "doença" infertilidade. Na consulta periódica anual, deve estar na rotina das orientações preventivas o "papo" do planejamento familiar.

Dra. Maria Cecília Cardoso
Embriologista e chefe do laboratório do Centro de Fertilidade da Rede D’Or

[Veja matéria da Folha Online na íntegra]

Pesquisador sugere que mulheres congelem ovários aos 20 anos

Mulheres deveriam congelar partes de seus ovários aos 20 anos para melhorar as chances de ter um bebê quando alcançarem os 30 ou 40 anos, segundo um especialista em fertilidade. A informação foi publicada nesta quinta-feira no site do jornal britânico "The Independent".

Apesar de algumas mulheres já congelarem alguns de seus óvulos, guardar pedaços dos ovários garante milhares de óvulos a mais e uma probabilidade maior de ter um filho, de acordo com Sherman Silber. O médico foi o responsável pelo primeiro transplante total de ovário.

Outros médicos dizem que é preciso ter cautela e insistem que é preciso saber mais sobre a taxa de sucesso do procedimento.

Guardar um terço de um ovário significaria que cerca de 60.000 óvulos seriam capturados com o tecido, que poderia ser transplantado de volta quando a mulher ficar mais velha, defende Silber. Remover pedaços do tecido do ovário deixa o resto dele intacto, então a mulher pode continuar tentando conceber naturalmente se quiser, diz ele.

Silber disse que o congelamento convencional de óvulos, oferecido em clínicas, tem desvantagens. Cada coleta de óvulos consegue capturar entre 5 e 10 unidades, o que é muito pouco, segundo ele. "Talvez as mulheres estejam sendo levadas a pensar que um ciclo de congelamento de óvulos lhes dê segurança e isso não é verdade."

O congelamento do tecido do ovário é mais barato e resulta em mais óvulos guardados. "Uma mulher pode congelar o ovário aos 19 e ter um ovário de 19 anos quando tiver 40", disse ele.

Tony Rutherford, presidente da Sociedade de Fertilidade Britânica, alertou que ainda é muito cedo para recomendar a reserva generalizada de tecido do ovário.

Um representante da Autoridade de Fertilização e Embriologia Humana na Inglaterra disse: "Esse procedimento é relativamente novo e ainda está em desenvolvimento".

Acesse o link: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/821682-pesquisador-sugere-que-mulheres-congelem-ovarios-aos-20-anos.shtml

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Taxa de fertilização sobe na primavera; dias mais luminosos estimulam reprodução
























Testes em laboratório estão conseguindo comprovar que as taxas de fertilização humana realmente aumentam na época da primavera e que os nascimentos de bebês acontecem com mais frequência no outono. A hipótese ainda está em fase de estudos, mas acredita-se que seus resultados se devem ao fato de que a intensidade da luminosidade diária pode alterar áreas no cérebro humano associadas a mudanças na mediação das atividades endócrinas e reprodutivas.

Uma reportagem do portal Folha Online explica como a pesquisa foi conduzida e os resultados comprovados em outros mamíferos, como bois e macacos, e também pela resposta ovariana obtida em processos de fertilização de mulheres em laboratório.

Taxa de fertilização sobe na primavera; dias mais luminosos estimulam reprodução

A primavera é a estação do ano mais propícia para a fertilização humana. Pelo menos para aquela que acontece no laboratório.

Nascimentos são mais comuns nos meses de outono

É o que sugere o primeiro estudo brasileiro sobre o impacto da sazonalidade na reprodução assistida, apresentado no congresso mundial de fertilidade, na Alemanha.

O assunto é controverso e ainda não há um consenso sobre os reais efeitos desse fator ambiental nas taxas de fertilidade humana em outros mamíferos, como bois e macacos, a influência é mais conhecida e documentada.

A hipótese é que a fertilidade seja estimulada pela intensidade da luminosidade diária. Dias mais luminosos estariam associados a mudanças no cérebro responsáveis por mediar atividades endócrinas e reprodutivas.

No estudo brasileiro, foram avaliados ciclos de 1.932 mulheres que passaram pela fertilização in vitro em uma clínica de São Paulo, entre 2005 e 2009. Os ciclos foram agrupados de acordo com a estação do ano: 435 no inverno, 444 na primavera, 469 no verão e 584 no outono. Variáveis como idade, causa de infertilidade e qualidade do sêmen foram controladas.

Na primavera, a taxa de fertilização dos óvulos foi a mais alta (73,5%). No outono, no verão e no inverno, os percentuais foram de 69%, 68,7% e 67,9% respectivamente, segundo o estudo.

A resposta ovariana (número de óvulos produzido pela mulher após tomar as drogas hormonais) também foi melhor na primavera. Já a taxa de gravidez foi maior no verão (35,5% contra os 32,6% registrados na primavera).

MELATONINA

Segundo Edson Borges Júnior, um dos autores do trabalho e doutor em ginecologia pela Unesp (Universidade Estadual Paulista), a gravidez depende de outros fatores que não apenas os ambientais, o que dificulta analisar a sazonalidade.

Já a fertilização dos óvulos teria grande influência ambiental, na sua avaliação. A explicação é que a luminosidade da primavera aumenta a atividade da melatonina (hormônio que regula o sono) que, por sua vez, afeta áreas do hipotálamo.

Isso levaria a uma maior secreção dos hormônios reprodutivos, como o FSH (hormônio estimulante folicular), o LH (hormônio luteinizante), que agem no ovário, o que melhora a resposta ao tratamento de fertilização.

O urologista Jorge Hallak, médico-assistente do Hospital das Clínicas da USP e um dos maiores pesquisadores brasileiros sobre sêmen, diz que os gametas masculinos também têm qualidade superior na primavera.

Além da influência da melatonina, diz ele, isso se deve também à vitamina D, que é estimulada pela exposição ao sol. "É na mudança do inverno para a primavera que isso é mais percebido."

O próximo passo, explica Borges Júnior, será estudar diferentes regiões brasileiras e avaliar se a latitude influi nas taxas de fertilização. "Isso poderá ajudar na elaboração de novos protocolos de tratamento, levando em consideração a influência de efeitos sazonais no sistema endócrino-reprodutivo."

Confira a reportagem completa e seus infográficos no site da Folha Online.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Nascem bebês de proveta que passaram por exame genético















Uma nova técnica que vem sendo aplicada como forma de aumentar as chances de sucesso nos procedimentos de fertilização in vitro acaba de ter seus primeiros resultados comprovados. Na última semana, duas mulheres deram a luz a bebês saudáveis gerados a partir de óvulos submetidos à chamada "hibridização genômica comparativa por microarranjo". No site O Globo Online você pode conhecer um pouco melhor essas histórias de sucesso da inseminação artificial e entender como o novo método funciona, eliminando embriões que possam conter anomalias.

Nascem bebês de proveta que passaram por exame genético

LONDRES (Reuters) - Duas mulheres pariram bebês saudáveis gerados a partir de óvulos submetidos a um completo exame genético antes da implantação no útero, numa nova técnica que pode ampliar as chances de sucesso da fertilização in vitro.

Gêmeas nascidas em junho, na Alemanha, e um menino que nasceu em setembro, na Itália, são os primeiros bebês de proveta beneficiados pela chamada "hibridização genômica comparativa por microarranjo", disseram cientistas europeus na sexta-feira.

A técnica procura defeitos genéticos em óvulos e embriões, o que aumenta as chances de uma gravidez saudável em casos de fertilização in vitro (FIV).

Esses casos foram parte de uma análise de "prova de princípio", destinada a avaliar se esse método para o exame dos oócitos e embriões antes da transferência pode ajudar na taxa de sucesso da fertilização em laboratório.

"Aprendemos em mais de 30 anos de FIV que muitos embriões que transferimos têm anormalidades cromossômicas", disse em nota Luca Gianaroli, participante do estudo e presidente da Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia (Eshre).

Segundo ele, dois terços dos embriões implantados nas FIVs não resultam em uma gravidez satisfatória, muitas vezes por causa dessas anomalias.

"Todo o mundo da FIV tenta há mais de uma década encontrar uma forma eficaz de procurar essas anormalidades. Agora temos a tecnologia (...) e esperamos que isso finalmente forneça um meio confiável de avaliar o status cromossômico dos embriões que transferimos", disse ele.

A embriologista Cristina Magli, também participante do estudo, disse em nota que os três bebês e suas mães estão "indo muito bem em termos de peso e desenvolvimento geral".

Os cientistas disseram que o próximo passo é ampliar o estudo para um teste clínico internacional de larga escala, que deve começar em 2011.

Se o resultado desse estudo mais amplo for positivo, os especialistas dizem que o novo exame provavelmente será usado em mulheres com mais de 37 anos que se submetem a FIVs, ou em mulheres com histórico de aborto espontâneo ou que passaram por tentativas frustradas de fertilização in vitro.

Todas essas condições das candidatas a mães estão associadas a incidências exacerbadas de anomalia cromossômica nos embriões.

Um em cada seis casais no mundo todo sofre algum tipo de problema de infertilidade ao menos uma vez durante a época reprodutiva de suas vidas. A Eshre estima que 9 por cento das mulheres com idades de 20 a 44 anos tenham atualmente problemas de infertilidade com duração superior a 12 meses.

Acesse o portal O Globo Online e confira.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Bebê nasce de embrião congelado há quase 20 anos















Um embrião congelado há mais de 20 anos deu origem a uma criança saudável, fecundada através do útero de uma mulher de 42 anos. O feito foi realizado por cientistas das Virgínia, nos Estados Unidos, e a técnica utilizada foi a fertilização in vitro tradicional.

Para entender melhor o caso, leia abaixo ou acesse o site O Globo Online.

Bebê nasce de embrião congelado há quase 20 anos

Cientistas americanos conseguiram que uma mulher de 42 anos tivesse um filho saudável a partir de um embrião que permaneceu congelado por quase 20 anos.

A técnica foi aplicada no Instituto Jones de Medicina Reprodutiva, da Escola de Medicina de Eastern Virginia, em Norfolk, na Virgínia.

A mulher que recebeu os embriões havia registrado uma baixa reserva ovariana, ou seja, baixo estoque de óvulos disponíveis, e fazia tratamento de fertilização havia dez anos.

Os médicos descongelaram cinco embriões que haviam sido doados anonimamente por um casal que realizara o tratamento de fertilização na clínica 20 anos antes.

Dos embriões descongelados, dois sobreviveram e foram transferidos para o útero da paciente. Ao fim de uma única gravidez, a mulher deu à luz um garoto que nasceu saudável.

O caso foi relatado em um artigo científico na publicação especializada "Fertility and Sterility", da Sociedade Americana para a Medicina Reprodutiva.

A equipe, liderada pelo pesquisador Sergio Oehninger, disse que não conhece nenhum caso de gravidez em que um embrião humano tenha permanecido tanto tempo congelado - 19 anos e sete meses.

"Congelar embriões é uma prática que só começou a ficar frequente nos anos 1990, então este certamente estava entre os que foram congelados logo no início deste processo", explicou à BBC Brasil o diretor científico e professor honorário do Centro de Medicina Reprodutiva da Universidade de Glasgow, Richard Fleming.

"Este é sem sombra de dúvida o caso mais antigo de que já ouvi falar, e mostra como um embrião de boa qualidade pode perfeitamente se desenvolver independentemente de ter sido gerado em 1990 ou 2010."

Tempo em suspenso

O congelamento suspende biologicamente o envelhecimento das células, e os cientistas defendem que um embrião pode permanecer neste estado por décadas.

Ate agora, o maior tempo que um embrião permaneceu congelado antes de ser transferido para o útero e gerado um bebê foi 13 anos, em um caso na Espanha.

No Brasil, o recorde é de uma mulher do interior de São Paulo que deu à luz um bebê nascido de um embrião que ficara congelado por oito anos.

Há ainda casos de pacientes que congelam suas células reprodutivas com fins terapêuticos, antes de tratamentos que podem deixá-los estéreis.

Em 2004, um casal teve um filho a partir de esperma que havia permanecido congelado por 21 anos.

Nesse caso, o pai tinha congelado espermatozoides aos 17 anos de idade, antes de começar a tratar um câncer de testículo com radioterapia e quimioterapia, que o deixaram sem capacidade reprodutiva.

Veja a matéria também através do portal O Globo.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Pioneiro da fertilização in vitro ganha Nobel de Medicina




















Um reconhecimento muito apropriado foi entregue nesta semana ao criador do método de fertilização in vitro, que já permitiu a milhares de casais inférteis do mundo todo a possibilidade de gerarem um filho. A entrega do prêmio Nobel de Medicina e Fisiologia de 2010 ao professor universitário Robert Edwards, de 85 anos, valoriza a importância da técnica, através da qual acontece a fertilização dos óvulos fora do organismo para posterior introdução no útero da mãe.

Edwards, juntamente com o cientista Patrick Steptoe, que faleceu em 1988, foram responsáveis pelo nascimento do primeiro bebê de proveta do mundo, em 1978. Edwards coordenou o processo de desenvolvimento da técnica desde seu surgimento, na década de 50, até os tratamentos de fertilidade atuais. Confira outras informações em uma reportagem do portal O Globo.

Pioneiro da fertilização in vitro ganha Nobel de Medicina

ESTOCOLMO - Criador do método de fertilização in vitro, que permitiu o nascimento de 4 milhões de pessoas desde 1978 e tem ajudado milhares de casais inférteis a terem filhos, o professor emérito da Universidade de Cambrigde, Robert Edwards, de 85 anos, venceu o prêmio Nobel de Medicina e Fisiologia de 2010. O anúncio foi feito nesta segunda-feira pela Fundação Nobel, no Karolinska Institutet, em Estocolmo, na Suécia. Edwards vai receber 10 milhões de coroas suecas, equivalentes a quase US$ 1,5 milhão.

Edwards e Patrick Steptoe, cientista que morreu em 1988, desenvolveram a técnica de fecundação in vitro, pela qual os óvulos são fertilizados fora do corpo e são implantados posteriormente no útero. Os cientistas britânicos foram responsáveis pelo nascimento do primeiro bebê de proveta, Louise Joy Brown, em 1978. O desenvolvimento da fertilização in vitro começou nos anos 50. Edwards coordenou o processo desde as primeiras descobertas até os tratamentos de fertilidade atuais.

"Suas descobertas tornaram possível o tratamento da esterilidade que afeta uma grande parcela da humanidade e mais de 10% dos casais no mundo", explica o comunicado do Comitê Nobel.

O início das pesquisas

Edwards dedicou-se por mais de 20 anos à pesquisa de como fazer óvulos e espermatozoides amadurecerem e depois fecundá-los fora do corpo. A ideia de fertilizar células humanas fora do corpo nasceu de estudos que já haviam comprovado a possibilidade de fertilizar óvulos de coelhos em tubos de ensaio com sucesso.

Ao desenvolver a técnica, Edwards descobriu como os óvulos humanos amadurecem, que hormônios regulam a maturação e em que momento eles estão mais propícios à fertilização. Ele também determinou em que condições o espermatozoide consegue fertilizar o óvulo.
Em 1969, ele conseguiu realizar a primeiro fertilização de um óvulo humano em um tubo de ensaio, mas, neste caso, o zigoto formado não se desenvolveu além de uma primeira divisão celular.

Steptoe era ginecologista e pioneiro na cirurgia de laparoscopia, usada para extrair os óvulos das mães. Como o segundo faleceu antes de ser premiado, Edwards foi o único beneficiado pelos estudos feitos na Clínica Bourn Hall, em Cambridge, fundada pelos dois cientistas e reconhecida como o primeiro centro de fertilização in vitro.

O método da fertilização in vitro, agora bem aceito, foi cercado de enorme polêmica quando Louise Brown nasceu, em 1978. Edwards sabia de todos os questionamentos éticos que surgiriam com a criação da vida in vitro, mas não se intimidou e continuou tocando suas pesquisas. Mesmo quando teve uma verba negada pela Medical Research Council, uma agência de financiamento do governo em 1971, os dois cientistas continuaram trabalhando para conseguirem criar o método de fertilização in vitro, com apoio de fundos privados.

"Olhando para trás, vemos como foi surpreendente que não só Edwards foi capaz de responder às críticas constantes sobre fertilização in vitro, mas que ele também foi persistente e imperturbável no cumprimento de sua visão científica", escreveu Christer Hoog, membro da comissão do prêmio Nobel , na página da Fundação Nobel da web.

Não se sabe por que o comitê do Prêmio Nobel demorou tanto tempo para reconhecer o trabalho de Edwards. É comum que o comitê ignore a determinação de Alfred Nobel de se premiar descobertas feitas no ano anterior à premiação. Mas um atraso de 30 anos é mais incomum.

Acesse O Globo Online e veja a matéria.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Bebê gerado no útero da avó

Foi noticiado esta semana mais um caso de avó materna que dá à luz o próprio neto. Desta vez, a avó, com 59 anos, gerou o bebê para a filha, que não podia engravidar pois perdera o útero em uma cirurgia. A cesariana ocorreu nesta terça-feira (28 de setembro), em Ribeirão Preto (SP).

A história nos lembrou o primeiro caso acontecido no Estado do Rio, em 2007, conduzido pelo Dr. Paulo Gallo, hoje especialista da equipe do Centro de Fertilidade da Rede D'Or. Na época, a avó materna, de 42 anos, gerou o bebê para a filha, que nascera sem o útero.














Veja mais no site do Dr. Paulo Galo: www.fertilicita.com.br

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Participação da Dra. Maria Cecília Erthal na novela Escrito nas Estrelas - Rede Globo

A especialista em reprodução humana assistida Maria Cecília Erthal, que foi consultora da novela Escrito nas Estrelas, da Rede Globo, teve uma participação especial no capítulo 132, exibido em 11 de setembro de 2010. A personagem Vitória recebe a transferência de um embrião, fruto de fertilização in vitro, e a médica é a responsável por entregar o cetéter com a célula para o especialista que realiza o procedimento.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Não perca! Dra. Maria Cecília Erthal participa do programa Hora do Blush nesta 4ªf


Esta quarta-feira, dia 22 de setembro, a especialista em reprodução assistida e diretora do Centro de Fertilidade da Rede D'Or, Maria Cecília Erthal, participa do programa Hora do Blush, da rádio SulAmérica Paradiso, 95,7 FM.

Ela conversa com a apresentadora Isabella Saes sobre as principais dúvidas em relação à fertilidade feminina e conjugal, ao vivo, das 17h às 19h.

Acesse o site da Hora do Blush ou siga Isabella Saes no Twitter para mais informações.

Anvisa publica Consulta Pública sobre regulamentação de Bancos de Células e Tecidos Germinativos

Gostaríamos de parabenizar a iniciativa da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que publicou uma Consulta Pública para a apresentação de críticas e sugestões relativas à proposta de Resolução que dispõe sobre o regulamento técnico para o funcionamento dos Bancos de Células e Tecidos Germinativos. Essa ação demonstra a preocupação da Anvisa em buscar uma melhor adequação de seus parâmetros à realidade atual dos serviços de Reprodução Humana. A primeira Resolução preparada pelo órgão (RDC 33/2006) foi elaborada baseada nos parâmetros utilizados nos bancos de sangue, o que não correspondia completamente às necessidades específicas do trabalho desenvolvido pelos laboratórios de reprodução humana assistida. Buscando fazer sua parte nesse processo, o Centro de Fertilidade da Rede D’Or, representado por sua embriologista, Maria Cecília Cardoso, enviou à Anvisa algumas sugestões de alteração que julga importantes.

A documentação e o formulário para envio de contribuições estão à disposição no endereço www.anvisa.gov.br/divulga/consulta/index.htm e as contribuições recebidas serão públicas e permanecerão à disposição de todos no mesmo site.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Mulheres que bebem na gravidez podem prejudicar fertilidade dos filhos



















Pesquisadores dinamarqueses recentemente concluíram que as mulheres que consomem bebidas alcoólicas durante a gravidez, frequentemente, dão à luz a crianças com problemas de fertilidade. As análises levaram em consideração homens com idades entre 18 e 21 anos, cujas mães também participaram de estudos quando estavam grávidas.

Segundo o estudo, os homens cujas mães consumiam mais bebidas durante a gestação possuíam concentração de esperma bem menor em comparação aos que não se enquadravam nessa categoria.

Os resultados podem ser conferidos abaixo ou no portal Estadão.com.br.

Mulheres que bebem na gravidez podem prejudicar fertilidade dos filhos

Em estudo, concentração de esperma foi 32% menor em grupo onde houve maior consumo de álcool

Mulheres que bebem durante a gravidez podem prejudicar a fertilidade futura de seus filhos, segundo afirmaram pesquisadores dinamarqueses em conferência da Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia.

Em um estudo com quase 350 homens jovens, os níveis de espermatozoides eram um terço menor naqueles cujas mães tinham bebido mais do que quatro doses por semana durante a gestação, em comparação às abstêmias.

De acordo com os pesquisadores, esses homens podem ter mais dificuldade para ter um filho. Especialistas britânicos afirmam que o álcool pode não ser o problema, mas um conjunto de fatores.

O conselho atual é evitar o álcool durante a gravidez, mas aquelas que não o fazem são aconselhadas a não beber mais que uma ou duas doses de álcool, uma ou duas vezes por semana.

O estudo analisou homens, atualmente com idades entre 18 e 21 anos, cujas mães tinham participado de um grande estudo sobre estilo de vida quando estavam grávidas deles.

Os pesquisadores disseram durante a conferência que dividiram os homens em quatro grupos: aqueles cujas mães não beberam nada; os cujas mães bebiam de uma a uma dose e meia por semana; de duas a quatro doses por semana; e mais de quatro doses por semana.

Uma dose foi classificada como uma cerveja, um copo pequeno de vinho ou uma dose de destilado.

Quando os pesquisadores analisaram a quantidade de espermatozoides nas amostras de sêmen dos participantes, descobriram que aqueles com a maior exposição ao álcool no útero tinham concentrações médias de 25 milhões por mililitro em comparação a 40 milhões/ml naqueles cujas mães não beberam álcool.

Após verificarem fatores que poderiam influenciar o esperma, como fumo e histórico médico, eles calcularam que a concentração de esperma média foi 32% menor no grupo com maior consumo de álcool em relação ao grupo abstêmio.

Leia também na editoria de Saúde do portal Estadão.com.br.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Programa Caminhos da Reportagem - TV Brasil - sobre maternidade

Drs. Maria Cecília Cardoso, embriologista, e Paulo Gallo, ginecologista, da equipe do Centro de Fertilidade da Rede D'Or, participam do programa Caminhos da Reportagem, da TV Brasil, em homenagem ao Dia das Mães.
Maio de 2010.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Entrevista da Dra. Maria Cecília Erthal ao Programa Sem Censura





Suplemento antienvelhecimento aumenta fertilidade










O suplemento DHEA, comumente comercializado como um complemento vitamínico antienvelhecimento, pode ser um dos responsáveis por aumentar as taxas de fertilidade femininas, bem como garantia de uma gestação mais saudável. As estimativas foram apontadas por um estudo realizado recentemente por cientistas israelenses, que analisaram 20 mulheres que realizavam tratamentos para combater a infertilidade e receberam doses diárias do hormônio. A taxa de sucesso na fertilização do grupo foi de 23%, contra apenas 4% relativa ao grupo que não recebeu o DHEA.

A matéria está disponível abaixo e no portal da revista Pais & Filhos. Os especialistas recomendam que mulheres que pretendem engravidar busquem o acompanhamento de um especialista antes de ingerir a substância, bem como as que já estão em processo de gestação.

Suplemento antienvelhecimento aumenta fertilidade

Análise aponta que mulheres que realizaram tratamentos para combater a infertilidade e receberam o DHEA obtiveram o triplo de chances de conceber do que as mulheres que não receberam o suplemento

Estudo realizado por cientistas israelenses comprovou que o suplemento antienvelhecimento DHEA, que é livremente comercializado, pode aumentar a taxa de fertilidade feminina, além de garantir uma gestação mais saudável. Os resultados foram obtidos por meio da relação entre o suplemento vitamínico e taxas de gravidez em mulheres que passaram por tratamentos de fertilidade.

Adrian Shulman, professor e diretor do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia de Meir Medical Center e professor da Faculdade de Medicina da Universidade Tel Aviv, descobriu que mulheres que realizaram tratamentos para combater a infertilidade e receberam o DHEA obtiveram o triplo de chances de conceber do que as mulheres que não receberam o suplemento.

Um grupo com cerca de 20 mulheres fez uso do hormônio diariamente, durante 40 dias antes de iniciar o tratamento contra infertilidade e, continuamente, por mais cinco meses. O grupo de mulheres que recebeu o DHEA apresentou taxa de fertilidade de 23%, contra 4% do outro grupo que não recebeu a substância. “Mais do que isso, todas as mulheres, com exceção de apenas um caso, que receberam DHEA tiveram gestações saudáveis”, completa o professor Adrian Shulman.

O DHEA é um tipo de hormônio encontrado em abundância no corpo humano. Utilizado em todo o mundo, o suplemento é conhecido por suas propriedades capazes de retardar os efeitos do envelhecimento.

O especialista recomenda às mulheres que procurem orientação médica para utilizar o suplemento aliado a tratamentos contra infertilidade. Gestantes também podem procurar informações sobre o uso do DHEA durante a gravidez para garantir um parto saudável.

Acesse o site da revista Pais & Filhos e confira.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Resistência de mulheres ao tratamento de fertilidade pode estar na genética



















Uma variação genética pode ser a responsável pelas baixas taxas de fertilidade de algumas mulheres, o que pode ser um indício do porquê elas têm menor propensão a boas respostas com relação aos estímulos de hormônios ovarianos. A descoberta foi feita por uma equipe da Universidade de Yale, que concluiu que algumas mulheres apresentam um hormônio incomum em células vizinhas ao oócito.

Segundo eles, o receptor anormal faz com estas mulheres não respondam ao hormônio intitulado FSH, que recebem nos tratamentos corriqueiros de infertilidade e que busca estimular a criação de novos oócitos. O estudo é notável na área, pois, após as análises, torna-se mais fácil diagnosticar e descobrir novos tratamentos para mulheres que sofrem da anomalia genética.

Confira abaixo a matéria publicada no portal Isaude.net.

Resistência de mulheres ao tratamento de fertilidade pode estar na genética

Equipe descobriu que algumas mulheres possuem um hormônio receptor anormal em células vizinhas ao ovócito

Recente descoberta abre caminho para a identificação de mulheres resistentes ao tratamento de fertilidade. Pesquisadores da Universidade de Yale descobriram que algumas mulheres carregam uma variação genética que as torna sub-férteis e menos propensas a responder ao estímulo de hormônios ovarianos durante o tratamento.

A descoberta foi anunciada na 26ª Reunião Anual da Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia, em Roma, nesta terça-feira (29). Maria Lalioti, e sua equipe, descobriram que algumas mulheres possuem um hormônio receptor anormal em células vizinhas ao oócito. Este receptor anormal prejudica a função normal dos receptores, fazendo com que as mulheres afetadas não respondam bem ao hormônio folículo estimulante (FSH), dado às mulheres durante o tratamento de fertilidade para estimular a produção de mais de um oócito.

"Quando uma mulher se submete à fertilização in vitro, ela recebe um medicamento chamado hormônio folículo estimulante para produzir mais de um ovócito, que é a produção normal de cada mês. Células chamadas células da granulosa, que circundam o ovócito, ao receber o FSH, excretam outros fatores que alimentam o ovócito" , disse Lalioti, professora assistente do Departamento de Obstetrícia, Ginecologia e Ciências Reprodutivas na Universidade de Yale.

Ela explica, ainda, que as células da granulosa têm proteínas em sua superfície, chamadas receptores de FSH (ou FSHR), que furam o hormônio e, em seguida, transmitem sinais para o interior da célula. " Quando nós olhamos uma parte dessas células da granulosa em laboratório, vimos que em algumas mulheres que produziram poucos ovócitos, houve alguns receptores em que faltava um pedaço de proteína".

A descoberta do mecanismo por trás da má resposta de algumas mulheres jovens ao FSH ajudará pesquisas futuras e o tratamento dessas mulheres. "Nossa descoberta explica por que essas mulheres têm uma menor resposta ao FSH. Atualmente, o FSH é o único medicamento usado para estimular a resposta do ovário, mas uma vez que outros medicamentos que podem ignorar o receptor FSH sejam disponíveis, eles poderão ser testados nessas mulheres".

Pesquisas futuras examinarão os mecanismos de sinalização do FSH dentro da célula e vão mostrar como algumas drogas poderão ultrapassar os problemas criados pela anormalidade genética.

Veja no site Isaude.net.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Óvulos congelados dão as mesmas chances de engravidar que as células "frescas"














Um estudo realizado recentemente pelo Instituto Valenciano de Infertilidade concluiu que a eficácia dos óvulos congelados através do processo de vitrificação é exatamente a mesma das células regulares, ou seja, quando não ocorre nenhum processo facilitador para a gestação.

De acordo com a pesquisa, cujos resultados foram publicados em matéria do portal R7, as chances da fertilização in vitro realizada através do processo citado levarem à fecundação do óvulo são muito boas. A descoberta pode ajudar muitas pacientes que precisam passar por procedimentos que podem levar à infertilidade, como terapias agressivas relativas ao tratamento do câncer, mas que podem preservar seus óvulos para uma futura gravidez.

Óvulos congelados dão as mesmas chances de engravidar que as células "frescas"

Estudo analisou procedimento em que óvulos são "vitrificados"

Mulheres que se submetem a métodos de fertilização in vitro com o uso de óvulos congelados têm as mesmas chances de engravidar do que aquelas que usam essas células "frescas", de acordo com um estudo divulgado durante encontro da Sociedade Europeia de Reprodução e Embriologia Humana, que acontece em Roma, na Itália.

A pesquisa, realizada pelo Instituto Valenciano de Infertilidade, ligado à Universidade de Valência, na Espanha, analisou dados de óvulos congelados por um método relativamente recente chamado vitrificação, em que essas células são congeladas rapidamente, para evitar a formação de gelo dentro do óvulo, que pode destruí-lo. As informações foram comparadas com óvulos que não passaram por congelamento e foram usados na fertilização pouco tempo após a coleta.

Entre os 600 óvulos analisados, o índice de gestações bem-sucedidas foi de 43,7% para os vitrificados e 41,7% para os frescos. Ana Cobo, pesquisadora responsável pelo estudo, diz que os resultados podem ajudar em casos como o de mulheres que precisam passar por tratamento contra o câncer, que pode causar infertilidade, e precisam preservar seus óvulos para uma futura gravidez.

– Apesar de já haver várias evidências de que esse método da vitrificação produz resultados tão bons quanto o uso de óvulos não congelados, até essa pesquisa havia falta de grandes estudos aleatórios sobre o assunto.

Antes da fertilização in vitro, que é a transferência de embriões fertilizados em laboratório para o útero, a mulher passa por um processo de estimulação dos ovários, para produzir um bom número de óvulos, que são guardados. Essas células, então, precisam ser fertilizados com o esperma de um doador e os melhores embriões produzidos são colocados no útero da futura mãe.

Quando se usa óvulos não congelados, é fundamental haver um sincronismo nesses procedimentos, o que nem sempre é possível. Com o congelamento, é possível minimizar isso, já que os óvulos são preservados durante um certo tempo.

Agora, os médicos vão analisar o desenvolvimento dos bebês nascidos após gestações provocadas por esse tipo de técnica, com o objetivo de garantir que não haja efeitos colaterais para essas crianças.

Acesse o portal R7 e confira a matéria.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Fotos do 'Dia dos Futuros Papais'

O encontro 'Dia dos Futuros Papais' deste ano foi um sucesso! Mais de 80 pessoas puderam conferir as palestras com dicas dos Drs. Paulo Gallo e André Cavalcanti sobre infertilidade masculina. Além disso, os relatos de casais que superaram o problema emocionaram e inspiraram a todos.

Confira as fotos.












segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Equipe do Centro de Fertilidade ganha reforço especial

Este mês comemoramos a entrada da Dra. Ana Paula de Souza Aguiar, bióloga e embriologista com sete anos de experiência no principal centro de reprodução da Europa, o IVI.

O Instituto Valenciano de Infertilidade – IVI foi criado em 1990 e é um dos líderes mundiais na medicina reprodutiva, totalizando 20 clínicas localizadas na Europa e Américas.

Em seus seis anos de existência, o Centro de Fertilidade da Rede D’Or cresceu muito! Com resultados expressivos e cada vez melhores, a procura aumentou exponencialmente, até superando as expectativas iniciais. A tendência natural foi o crescimento da nossa equipe e estrutura.

Com a entrada de mais uma embriologista para dividir o laboratório com nossa querida Maria Cecília Cardoso, expert em reprodução humana com 19 anos na área, ganha o Centro de Fertilidade e ganham os pacientes, com a troca de experiências obtida a partir dessa parceria.

E em 2011 o Centro de Fertilidade vai crescer ainda mais. O aumento da procura de pacientes tornou imprescindível também a ampliação de nossas instalações. Assim, no início do ano que vem, um novo passo será dado: o mais moderno centro de reprodução humana do Rio de Janeiro chegará à Barra da Tijuca, no Centro Médico MDX.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Novo teste avalia chances de sucesso em fertilização assistida

Especialistas da Universidade de Stanford, nos EUA, desenvolveram um modelo matemático para calcular a chance de uma segunda tentativa de FIV dar certo. Acredito que essa pode vir a ser uma estratégia complementar interessante para o tratamento da infertilidade no futuro. Por enquanto, acho fundamental nos questionarmos um pouco a respeito.

As clínicas sérias hoje já têm como procedimento padrão reavaliar cada caso que deve ser repetido. Esses profissionais só estimulam a persistir aqueles casais que, dentro dessa reavaliação, têm ainda alguma chance de obter a gravidez com seus próprios gametas (óvulos e espermatozóides). Justamente porque não existe uma fórmula matemática que se aplique a todos os pacientes, os médicos retiram informações de cada tratamento realizado para melhorar e acertar mais e mais a cada nova tentativa.

Mas, na minha opinião, também é muito importante levar em consideração que todo modelo matemático tem um aspecto impessoal. Quantos casos complicados poderiam ter sido descartados por um teste matemático e acabam alcançando o sucesso após mais algumas tentativas? É preciso lembrar que aqueles que repetem podem ser, na maioria, os mesmos que levariam "bomba" no teste.

As avaliações estatísticas, os exames e tecnologias são úteis para nos ajudar no tratamento do casal infértil e devem ser utilizados, mas temos que buscar trabalhá-los como ferramentas e não como "tábuas de salvação". Na medida em que o novo teste evolua e seja incorporado à rotina de trabalho das clínicas de fertilidade, certamente será utilizado para favorecer a busca pelo sucesso do tratamento, que deve ser de ambos, médicos e pacientes.

Vale a pena ler a matéria da Folha sobre o tema.

Grupo de especialistas em reprodução humana identificou 52 fatores que podem interferir nas chances de gravidez

Por Iara Biderman
Colaboração para a Folha

Após uma primeira tentativa mal sucedida de fertilização in vitro (FIV), a mulher é encorajada a tentar uma segunda vez. Se não deu certo, uma terceira tentativa, dizem os médicos, pode ser a sua chance de engravidar.

No entanto, dados razoavelmente objetivos para quantificar essa chance não são avaliados.

A situação pode começar a mudar. Um grupo de especialistas da Universidade Stanford, nos EUA, desenvolveu um modelo matemático para calcular a chance de uma segunda tentativa de FIV dar certo.

Eles afirmam que os fatores determinantes na reprodução assistida podem e devem ser objeto de investigação científica rigorosa.

Com dados de 1.676 ciclos de fertilização in vitro realizados entre 2003 e 2006, eles identificaram 52 fatores que interferem nas chances de a gravidez chegar a termo.

São dados como a idade da mulher e de seu parceiro, índice de massa corporal, níveis hormonais, função ovariana, qualidade do esperma e do embrião.

A novidade é que a equipe de Stanford desenvolveu uma fórmula matemática para, a partir desses dados, calcular se vale a pena repetir o procedimento.

Na fertilização in vitro, os óvulos da mulher são coletados e colocados, juntos com os espermatozoides, em um tubo de laboratório. Se o óvulo é fecundado, o pré-embrião que começa a se desenvolver no tubo é transferido para o útero da mãe.
























IMPLANTAÇÃO


"O grande entrave é a implantação. Se a evolução [do embrião] no laboratório foi boa, mas ele não se implantou no útero, não tem o que fazer, vamos repetir o processo", diz Dirceu Mendes Pereira, diretor científico da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana.

Dados tanto do Brasil quanto dos EUA mostram que, na primeira tentativa de fertilização in vitro, aproximadamente 70% das mulheres não conseguem levar a gravidez adiante.

Para os casais que não conseguem ter filhos naturalmente, o dilema é desperdiçar uma segunda chance, qualquer que seja a sua probabilidade, ou enfrentar o custo físico, emocional e financeiro de um novo procedimento que pode fracassar.

Os criadores do novo modelo para prever o sucesso da fertilização in vitro acreditam que ele dará elementos mais objetivos para a decisão do casal e para a indicação médica sobre repetir ou não o procedimento.

Para o ginecologista Flávio Garcia de Oliveira, membro da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva, o modelo criado é uma ferramenta que pode oferecer um aconselhamento melhor, mas isso é só o início do caminho.

"É uma ferramenta mais completa, mas é apenas estatística. Acredito que, nos próximos anos, estudos genéticos e bioquímicos irão identificar com mais precisão o sucesso da implantação", afirma Oliveira.

FÁCIL UTILIZAÇÃO

A vantagem, segundo o ginecologista, é que o modelo é fácil de ser utilizado e replicado, porque os 52 fatores usados para o cálculo matemático são dados levantados quando o procedimento vai ser feito pela primeira vez.

"Já temos esses dados, e eles nos dão uma ideia de como será a resposta da paciente. O teste sistematiza essas informações. Pode ser interessante, mas precisamos ver como isso funciona na prática", avalia o ginecologista Ricardo Baruffi, especialista em reprodução assistida.

Clique para ler diretamente do portal Folha Online



* Está com dúvidas sobre fertilidade? Aproveite esclarecê-las no evento gratuito DIA DAS (FUTURAS) MAMÃES, um encontro que organizamos todos os anos em homenagem ao Dia das Mães, com palestras e troca de experiências com casais que superaram todos os desafios e realizaram o sonho da gravidez.

Inscrições pelos tels.:(21) 2484-8564 e 2429-6140, ou por e-mail: atendimento@vidafertil.com.br.


Mais informações em: www.vidafertil.com.br