Por ocasião do dia do combate ao fumo (29 de agosto), a rádio CBN de São Paulo realizou uma série de entrevistas com especialistas sobre os males desse hábito tão devastador para a saúde. A Dra. Maria cecília Erthal falou sobre como o fumo pode afetar a saúde e fertilidade da mulher.
Clique no ícone para ouvir:
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Entrevista para a Rádio CBN de São Paulo
Entrevista sobre infertilidade do casal - Rádio MEC

quinta-feira, 27 de agosto de 2009
O sonho de ser pai apesar da vasectomia - Matéria do jornal RJ Acontece, da Band
Dra. Maria Cecília Erthal, diretora-médica do Centro de Fertilidade da Rede D'Or, participou da matéria explicando como as técnicas de fertilização assistida podem ajudar homens que já realizaram, ou pensam nessa opção de esterilização.
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Congelamento de óvulos - técnica ainda polêmica avança e mulheres passam a poder postergar a gravidez
Matéria do jornal O Tempo (MG) deste domingo traz matéria muito interessante sobre o congelamento de óvulos, com alerta de especialistas para o perigo da banalização e uso inadequado do procedimento.
Veja aqui a matéria de O Tempo completa.
O enfoque dado à questão foi bastante claro e interessante. Como bem exposto, o congelamento de óvulos costuma apresentar menores taxas de sucesso de gravidez que o congelamento de embriões, por isso, se deu preferência à segunda opção. Contudo, por conta da polêmica sobre os embriões excedentes do tratamento de reprodução assistida e o que é ético em relação ao seu destino, a questão sempre foi acompanhada por muitos questionamentos.
No Brasil, em 2008, o Supremo Tribunal Federal liberou a utilização desses embriões em pesquisas com células-tronco, finalidade nobre e que promete ajudar muitas pessoas num futuro não tão distante. Porém, devido à controvérsia que envolve a utilização de células embrionárias, alguns países não permitem seu congelamento, o que forçou os cientistas a aprimorarem as técnicas de congelamento de óvulos. Isso permitiu, em primeiro lugar, que mulheres com a fertilidade ameaçada, como no caso de tratamentos quimioterápicos, ou outros problemas de saúde, pudessem preservar sua fertilidade.
fonte: O Tempo - MG
A técnica avançou e também vem sendo utilizada como um modo de postergar a gravidez. Contudo, apesar de todos os avanços, essa ainda não é uma técnica infalível para tal finalidade. O número de óvulos disponível é limitado e, eventualmente, estes podem não ser suficientes para se obter uma gravidez. Ou seja, apoiar todo um planejamento de vida em cima da tecnologia pode ser uma decisão arriscada.
A melhor recomendação para as mulheres que não querem engravidar por questões profissionais é que elas pensem cuidadosamente sobre os empecilhos para escolher a hora certa de engravidar. De nada adianta ter uma vida profissional plena se a pessoal não se sente plena. Dentro da minha experiência profissional, o que percebo é que a melhor hora para engravidar costuma mesmo ser o momento em que a mulher se pergunta sobre isso.
De qualquer forma, o sucesso da criopreservação de óvulos veio como um alento para igualar um pouco mais as mulheres aos homens. Picasso foi pai aos 70 anos. E quem somos nós para dizer que isso é certo ou errado para as mulheres? A sociedade é que vai ditar as regras conforme for ocorrendo o avanço da ciência."
fonte: O Tempo - MG
Por Dr. Cassio Sartorio
Ginecologista especialista em reprodução humana assistida
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
DST atingem 13% dos brasileiros e estão entre as causas de infertilidade em homens e mulheres

Mais tarde, quando passei a exercer a função de médico militar, atendia os recrutas com gonorréia e esses já chegavam mais cabisbaixos, porque sabiam que aquilo era sinônimo que eles tinham feito burrada. Como não tinham usado preservativo, a chance de ter outra DST associada era alta e o que mais lhes preocupava era a AIDS.
Outro fato alarmante é a atitude despreocupada de muitos adolescentes. Com o avanço das terapias, o HIV tem se tornado uma doença crônica, com sobrevida longa e, com isso, o impacto que a doença causa tem diminuído. Isso leva a uma diminuição dos cuidados em relação ao uso de preservativo nessa faixa etária, outra situação que as campanhas públicas têm procurado sanar.
Felizmente, a maior parte das DST tem tratamento curativo e, quando descobertas precocemente, não costumam deixar sequelas. O problema é que algumas são silenciosas, não causando sintomas e, por isso, só são descobertas tardiamente.
É o caso da Chlamydia, cuja sequela bastante comum é a obstrução tubária feminina, que leva à infertilidade. Já no homem, pode levar à inflamação da uretra e, mais raramente, à inflamação testicular.
O melhor jeito para se descobrir se, por acaso, você se contaminou numa relação desprotegida é procurando seu médico. Mas lembre-se: o melhor é sempre se prevenir das DST usando preservativo.
E, já que falei tanto do Ministério da Saúde, vou fazer mais uma propaganda para ele (só que tem de ser cantada o ano todo!):
Bota meu amor
Que hoje tá chovendo
Não vai fazer calor
Bota a camisinha no pescoço
Bota geral
Não quero ver ninguém
Sem camisinha
Prá não se machucar
No Carnaval...
Por Dr. Cassio Sartorio
Ginecologista da equipe do Centro de Fertilidade da Rede D’Or
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Matéria da ISTOÉ levanta questão da nova atitude das mulheres frente à maternidade



segunda-feira, 17 de agosto de 2009
O que significa a palavra infertilidade?

Aproximadamente, cerca de 80 a 85% dos casais que estão tentando ter filhos vão conseguir atingir seu objetivo dentro de um ano. Por isso, a infertilidade conjugal é comumente definida pela incapacidade de se obter uma gravidez após 12 meses de relações sexuais sem contracepção. Entretanto, certos pacientes podem reconhecer fatores que, por si só, podem levar à infertilidade e, para estes, esperar por tanto tempo para buscar ajuda, não faz o menor sentido.
Por exemplo: mulheres com ciclos menstruais extremamente irregulares, histórico de endometriose severa, histórico de gestação tubária, ou que saibam de outros fatores anatômicos que claramente possam diminuir sua fertilidade devem procurar seus ginecologistas.
Os casais também devem ser incentivados a procurar um especialista em fertilidade quando a mulher tem mais de 35 anos e já tentam engravidar há mais de seis meses sem sucesso.
Outro problema delicado e que indica que cuidados especiais devem ser tomados é o aborto recorrente. Algumas mulheres, infelizmente, só conseguem levar a gravidez a termo após passarem por algumas perdas. Esse problema representa um aspecto especial dentro da reprodução humana e essas pacientes também necessitam da avaliação de um especialista em fertilidade.
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Entrevista da Dra. Maria Cecília Erthal no Sem Censura
Parte 1
Parte 2
Parte 3
Parte 4
Parte 5
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Fotos do evento Dia dos (Futuros) Papais

Auditório do Hospital Barra D'Or lotado.

Dra. Maria Cecília Erthal, diretora-clínica do Centro de Fertilidade, fala sobre fertilidade conjugal.

Dra. Maria Helena Nicola, da Cryopraxis, fala sobre congelamento de sangue de cordão umbilical.

Dra. Maria Cecília agradece a presença de todos.
Clique aqui para ver todas as fotos.
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Grã-Bretanha amplia o direito de mulheres homossexuais que desejam recorrer a técnicas de fertilização

A sociedade tem se espantado com a rapidez e profundidade com que o progresso da ciência e da cultura tem provocado mudanças na estrutura familiar. Não só o indivíduo como também a legislação civil e médica têm sido desafiadas a se adaptar a tamanhas transformações. A reprodução humana assistida é uma das grandes responsáveis por boa parte dessa revolução e a cada dia são divulgados avanços significativos na área. Os novos modelos de família, por sua vez, são resultado do aumento da liberdade pessoal combinado a técnicas mais e mais refinadas. É nesse cenário que nos chegam novidades como o Decreto de Embriologia e Fertilização Humana 2008, que entra em vigor em 1° de outubro deste ano no Reino Unido.
Aliando o aspecto médico ao jurídico, o "Human Fertilisation and Embryology Act 2008" (Decreto de Embriologia e Fertilização Humana 2008) representa um passo importante para mulheres com orientação homossexual, pois indica um avanço em direção ao fim da discriminação que ainda existe em relação a esse grupo. Matéria publicada no site brasileiro Maringay - clique aqui para ler, mostra que na Inglaterra, além da mudança na legislação, uma ONG de direitos humanos pretende ampliar o conhecimento das mulheres a respeito de seus direitos por meio de uma cartilha.
A nova lei remove a “necessidade de um pai” nos tratamentos de fertilização e, em seu lugar, indica a necessidade de um “suporte parental”. Isso significa que não só pelo aspeto médico, mas também em termos jurídicos, ambas as mulheres são consideradas mães. Ou seja, quando um casal de mulheres tiver um filho, a mãe não-genitora não terá mais que adotar a criança para ser admitida como a outra responsável legal na certidão de nascimento. O direito será automático para casais com parceria civil.
No Brasil, a questão ainda pode ser considerada confusa. No que se refere ao sistema de saúde, pode-se afirmar que a liberdade é maior do que no aspecto legal, uma vez que o Conselho Federal de Medicina (CFM) já não obriga a existência de "um pai".
No parágrafo referente ao consentimento informado, o CFM orienta: "O documento de consentimento informado será em formulário especial e estará completo com a concordância, por escrito, da paciente, ou do casal infértil." Já no que diz respeito aos usuários das técnicas de reprodução assistida, o CFM diz: "1 - Toda mulher, capaz nos termos da lei, que tenha solicitado e cuja indicação não se afaste dos limites desta Resolução, pode ser receptora das técnicas de reprodução assistida, desde que tenha concordado de maneira livre e consciente em documento de consentimento informado; 2 - Estando casada ou em união estável, será necessária a aprovação do cônjuge ou do companheiro, após processo semelhante de consentimento informado."
Contudo, no âmbito jurídico ainda existem limitações. Diferentemente da Inglaterra, ainda não é preciso recorrer à adoção para que as companheiras sejam ambas reconhecidas como responsáveis legais pelos filhos, importante, principalmente, para o conforto e segurança das próprias crianças.
Maria Cecília de Almeida Cardoso
Embriologista do Centro de Fertilidade da Rede D’Or
Nosso evento foi um sucesso!
Agradecemos também o apoio fundamental da Cryopraxis - Criobiologia, que não só esteve todo o tempo ao nosso lado na organização do evento, como enviou sua coordenadora de Pesquisa & Desenvolvimento, Dra. Maria Helena Nicola, para falar sobre o tema "Célula-tronco adulta e congelamento do sangue de cordão umbilical", além de esclarecer as dúvidas da platéia sobre esse tema tão importante.
Em breve, aqui, as fotos do evento.