terça-feira, 30 de agosto de 2011

Apesar de baratear os custos, método Invo tem limitações, diz Paulo Gallo

Na última terça-feira, dia 23, médicos de Campos, município da região Norte Fluminense do Rio, trouxeram ao mundo Maria Vitória por meio de uma técnica até então aplicada sem êxito no Brasil.

O Invo consiste em colocar espermatozóides e óvulos dentro de uma mesma cápsula, que é posteriormente inserida na vagina. Após o período de três dias, o embrião é colhido e transferido para o útero. Como o processo aproveita o próprio corpo da mulher para fornecer as condições ideais para fertilização, dispensa o uso de incubadora. Além disso, a indução ovulatória é realizada com uma dose menor de medicamentos, o que ajuda a reduzir os custos do tratamento.

No entanto, o método não é indicado quando há problemas de infertilidade masculina grave, ou quando os espermatozóides são obtidos por punção ou biópsia. Optar por encubar o embrião na vagina pode causar problemas no resultado do processo. O corpo da mulher simula a incubadora e as bactérias e germes presentes na vagina podem contaminar os embriões, causando sua morte ou queda de qualidade. Esse é um dos motivos para as baixas taxas de gestação quando comparada com técnicas como fertilização in vitro ou ICSI: em média 19%, contra 35%.

O Dr. Paulo Gallo, diretor médico do Vida falou sobre os prós e contras da nova técnica na rádio Globo. Clique no vídeo abaixo para ouvir.

video

4 comentários:

Anônimo disse...

quero saber se depois, de ter feito laquiadura,, se tem possibilidades de faser uma inseminaçâo?

Vida - Centro de Fertilidade da Rede D'Or disse...

Cara paciente,

Quando a mulher é submetida à laqueadura tubárea e tem intenção posterior de uma nova gestação, há apenas dois caminhos a seguir: ou tenta-se uma cirurgia para recanalização tubárea, que nada mais é do que tentar reverter o que foi feito para inibir definitivamente uma futura gestação, ou recorre-se a uma técnica de reprodução humana chamada técnica fertilização in vitro (FIV).

Há casos em que a paciente recorre à cirurgia, entretanto o resultado não é satisfatório, a ponto de que a mulher volte a engravidar naturalmente.

Nos casos em que isso acontece, a indicação é recorrer à técnica fertilização in vitro (FIV).

A inseminação artificial é um outro tipo de técnica de reprodução assistida. Acontece que, para que seja sugerida, é importantíssimo descartar qualquer fator que impeça ou dificulte a passagem dos espermatozóides pelas trompas, ou seja, para o sucesso dessa técnica, é fundamental que as trompas estejam desobstruídas e em pleno funcionamento para que o espermatozóide possa fluir e encontrar o óvulo, ocorrendo, então, a fecundação.

Caso as tubas uterinas não estejam funcionando de maneira adequada, será impossível o sucesso do tratamento de inseminação artificial, pois nesse tratamento, as trompas são as principais responsáveis pela captação dos óvulos liberados após a ruptura do folículo, sendo usada como via de acesso para que haja o contato com os espermatozóides previamente capacitados.

Espero tê-la ajudado.

Atenciosamente,
Dr. Paulo Gallo
Diretor-médico do Vida - Centro de Fertilidade da Rede D'Or
EEspecialista em Reprodução Humana
Assistida
CRM: 52.42276-5

Anônimo disse...

Passei por um processo de indução com todas as medicações ,e quando colheram meus ovulos tive 10 aguardei 3 dias e no dia da transferência nenhum tinha amadurecido ... o porque ? isso acontece? o que ocorreu tem algum tratamento ou exame que eu poderia fazer para tirar este fantasma da minha cabeça?será que eu devo tentar denovo ?. desde já agradeço!

Vida - Centro de Fertilidade da Rede D'Or disse...

Converse com o médico que realizou seu tratamento e tire todas as suas dúvidas. Ele é a única pessoa que pode responder o que pode ter acontecido. Pergunte se pode ser feito algo diferente para se obter uma resposta melhor. Ouça a opinião dele e decida o que julga ser melhor para você.

Abraços e boa sorte.

Dr. Cássio Sartório
CRM 52759511 RJ