quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Ferramenta melhora seleção de embriões para fertilização in vitro


Equipe de pesquisadores da Universidade Politécnica de Valência, na Espanha, desenvolveu uma nova ferramenta baseada em um modelo matemático para auxiliar a seleção de embriões para transferência em tratamentos fertilidade.

O modelo é especialmente útil para a transferência de embriões de qualidade intermediária no segundo dia após a fecundação, que fornece informações sobre a probabilidade estimada de se implantar no útero.

O estudo foi publicado na revista Mathematical and Computer Modelling.

De acordo com os pesquisadores, para avaliar a qualidade dos embriões são analisados apenas duas variáveis morfológicas: o número de células e o grau do embrião, que inclui a simetria e a fragmentação das células do mesmo.

Os melhores embriões são aqueles com células com fragmentação simétrica abaixo de 10%, sendo os mais propensos a resultar em gravidez. "No entanto, no processo de fertilização nem sempre são obtidos embriões com estas características. Nosso modelo ajudaria embriologistas a selecionar os embriões que, não reunindo esses requisitos, podem também resultar em uma gravidez", afirmam os autores.

Os pesquisadores explicam que, embora existam outras ferramentas para auxiliar a seleção de embriões antes da transferência, sua capacidade preditiva é inferior à deste modelo de implantação do embrião.

De acordo com os autores, o modelo, graças às técnicas estatísticas utilizadas, é mais rápido, mais eficiente e preciso do que as propostas anteriormente utilizadas, permitindo uma melhor seleção dos embriões com maior chance de implantação no útero da mãe.

Confira a notícia no site isaude.net

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Implante de apenas um embrião pode evitar complicações durante a gravidez




No mais novo post que a diretora-médica da clínica, Maria Cecília Erthal, escreveu no blog Personal Bebê, tire as suas dúvidas sobre a implantação única de embrião, prática que evita a gravidez gemelar e já é usada em 70% dos tratamentos de reprodução humana na Europa. 

Saiba como ela é feita, conheça as vantagens e as recomendações para as mulheres que pretendem passar pela fertilização in vitro: http://tinyurl.com/bxf53an

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Tratamento evita transmissão de doenças genéticas para os filhos


A história de desafio e superação do casal Paula e André em busca da realização do sonho de ter filhos foi mostrada essa semana no telejornal Bom dia Brasil (TV Globo).

Ele é portador de uma anomalia genética que pode causar a morte do bebê e o drama do casal era evitar que ele adquirisse a enfermidade. Foi aí que a ciência entrou em cena, contribuindo para o nascimento de Helena, uma linda menina que está livre de uma doença grave graças aos avanços da Medicina.

Confira a matéria na íntegra, no site do Bom dia Brasil 

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Você sabe o que é o diagnóstico genético pré-implantacional ou PGD?


Muitos são os motivos que levam um casal a buscar técnicas de fertilização assistida. O mais comum é a dificuldade de engravidar, que pode acontecer por conta de alguma disfunção fisiológica da mulher ou do homem. Mas, o que pouca gente sabe é que a preocupação com doenças genéticas – seja por incidência de casos na família ou por gravidez tardia - é também motivo para recorrer a tratamentos e submeter os embriões do casal a uma avaliação genética antes da implantação. O diagnóstico genético pré-implantacional (PGD) é um tipo de biópsia feita nos embriões, para o rastreamento de doenças genéticas e anomalias cromossômicas, que aumenta o sucesso em uma gravidez assistida.

O estudo dos embriões pelo PGD permite que seja feita uma seleção prévia, possibilitando que somente embriões aptos sejam implantados no útero da mulher. Com o Diagnóstico Genético Pré-Implantacional, ou seja, com a biópsia dos embriões para saber quais são os geneticamente mais saudáveis antes de se implantá-los no útero, as chances de sucesso de gravidez aumentam muito, porque os embriões, sendo normais, têm uma probabilidade muito maior de se desenvolver. Além disso, também é possível evitar que sejam implantados embriões com “defeitos” no DNA, capazes, por exemplo, de resultar em fetos com problemas de má formação.

São três as aplicações do PGD: em embriões fecundados com óvulos de mulheres acima de 40 anos, já que a partir desta faixa etária os óvulos começam a ficar velhos e a terem mais propensão a desenvolver algumas anomalias cromossômicas; para detectar doenças que se manifestam em apenas um sexo; e na investigação de enfermidades que atingem apenas um único gene.

O diagnóstico genético pré-implantacional antevê algumas doenças genéticas e anomalias nas células, porém não detecta todas as doenças e alterações. Além disso, o material recolhido para estudo é muito pequeno, o que impossibilita a realização de uma pesquisa mais abrangente. Mas o casal deve ter em mente que há limitações.

As restrições para a descoberta de doenças por meio do PGD existem porque só se pode diagnosticar o que é pesquisado. Enfermidades genéticas específicas só são estudadas quando pesquisadas por algum outro motivo, por exemplo, histórico da doença na família. Nesse caso analisa-se diretamente o cromossomo que é atingido pelo mal. Já em mulheres acima de 40 anos, só as anomalias cromossômicas que estão incluídas no painel básico (cromossomas 13, 18, 21, X, Y), são estudadas.

O PGD é feito nos embriões em até 48h depois da fecundação, quando eles têm cerca de seis a oito células. Apenas uma célula é retirada para análise e sua ausência não afeta o desenvolvimento do bebê. Dois procedimentos são possíveis para a análise dos embriões, o FISH (fluorescent "in situ" hibridization) ou o PCR (Polymerase Chain Reaction).

O FISH é utilizado para detectar alterações cromossômicas numéricas, como as ocorridas nos casos de Síndrome de Down ou translocações, quando há uma quebra no cromossomo. Já o PCR é utilizado para rastrear doenças monogênicas (fibrose cística, atrofia espinhal, distrofia muscular, doença de von Hippel-Lindal, rim policístico e outras).

É importante salientar ainda que são dois processos distintos: a fertilização in vitro e os processos de análise dos embriões pré-implantação, feitos por equipes de profissionais diferentes. A fertilização in vitro é realizada por especialistas em fertilização, e somente depois que os embriões atingem a média de células necessárias é que outro grupo de especialistas, geneticistas, entra em cena para a realização do diagnóstico pré-implantacional.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Cremes de bronzeamento podem causar infertilidade


Um coquetel de ingredientes de cremes de bronzeamento inclui substâncias tóxicas e cancerígenas, como formaldeído e nitrosaminas. Além disso, especialistas alertam que as fórmulas podem causar infertilidade e que as mulheres grávidas passam a sofrer um maior risco de defeitos congênitos. As informações foram publicadas no Daily Mail.

Ingredientes presentes em alguns cremes de bronzeamento, como tartrazina, também podem causar preocupação para alérgicos se o produto for utilizado durante muito tempo. Outros produtos químicos encontrados nos cremes incluem o dióxido de enxofre e benzofenona-3, uma substância química que imita o efeito do estrogênio, entre outros.

Elizabeth Salter-Green, da UK Charity Chem Trust, disse ao The Sun que produtos químicos nos cremes são tóxicos para os sistemas reprodutivos e podem prejudicar o feto. Jacqueline McGlad, diretora-executiva da European Environment Agency, acrescentou que seria prudente ter uma abordagem preventiva a muitos desses produtos químicos até que seus efeitos fossem mais plenamente compreendidos. Ela também destacou que o uso poderia estar ligado ao aumento significativo de cânceres, diabetes e níveis de fecundidade.

Acredita-se que um terço das mulheres e um em cada dez homens usam o produto regularmente, além de ser queridinho entre as celebridades, incluindo estrelas como Katie Price e Chloe Sims.

A maior parte dos produtos usa dihidroxiacetona (DHA), que reage com aminoácidos na pele, deixando-a mais escura. Muitas empresas de cosméticos utilizam ingredientes potencialmente prejudiciais porque eles são baratos e fáceis de serem aplicados à fórmula, de acordo com o jornal.

Leia a matéria no portal Terra

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Consumo de proteína animal aumenta risco de infertilidade


Mulheres com uma alimentação diária composta por pelo menos 5% de proteínas vegetais têm muito mais chances de engravidarem do que as que consomem basicamente proteínas de origem animal (carnes, leites, queijos, manteiga) em suas refeições. Parece pouco, mas aumentar o consumo de legumes, sementes, castanhas e cereais aumenta em até 50% a chance de a gravidez ocorrer. E, pensando no que se come todo dia, não é tão difícil assim – um pedaço menor de carne e um punhado a mais de legumes e de cereais (lentilhas, grão de bico…) na hora do almoço já ajuda.

A constatação, preciosa para quem está se preparando para engravidar, é de um estudo da Universidade do Arizona com 18 mil mulheres e fez parte de um grande debate ocorrido este ano em Nova York com os maiores especialistas em nutrição e saúde das universidades americanas – e não faltaram dados interessantes que comprovem essa relação (vamos falar muito delas por aqui ainda). A apresentação desse trabalho ficou por conta da professora de Saúde Pública da instituição, Victoria Maizes. E, ainda não se sabe o motivo exato, mas a diferença na alimentação é mais significativa em mulheres com mais de 32 anos.

O estudo mostrou também que o consumo de gordura trans (usada ainda em alguns biscoitos, tortas prontas, molhos de saladas, salgadinhos) interfere na ovulação, concepção e no desenvolvimento embrionário – mulheres com dietas ricas nesse tipo de gordura têm um risco 73% maior de terem problemas de infertilidade – isso ocorre porque esse tipo de gordura aumenta os processos inflamatórios no organismo, o que prejudica a ovulação (além de interferir em uma série de outras funções do corpo, mas isso é assunto pra outro post).

Em resumo, o que comemos influencia o modo como nosso corpo funciona – e afeta nossa saúde, nosso humor, nossa disposição e, como o estudo mostra, a também a fertilidade. Um cuidado maior com o que a gente compra no supermercado e leva pra casa não é tão difícil – e há muitas informações por aí para ajudar a fazer as escolhas mais racionais e conscientes.

Assim como não é tão complexo, nem precisa ser tão radical, adotar mudanças cotidianas que ajudem a evitar problemas no futuro – e prestar mais atenção no que fazemos e deixamos de fazer todos os dias.

Veja a matéria no blog do Estadão

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Filhos entre primos: uma escolha arriscada?


A preocupação de primos que querem ter filhos tem razão de ser, pois, a consanguinidade está associada a um aumento significativo do risco de aparecimento de alguma doença autossômica recessiva no feto. Uma gravidez entre primos pode realmente aumentar o risco de originar crianças com problemas genéticos.

Mas, apesar dos riscos, os casais de primos podem sim reduzir as chances de problemas futuros. Saiba como, conferindo o artigo da Dra. Maria Cecília Erthal, especialista em Reprodução Humana Assistida e diretora-médica do Vida - Centro de Fertilidade da Rede D'Or, publicado no blog Personal Bebê: http://tinyurl.com/b4fphjz